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Acabando com a “Guerra do Volume”

Desde que comecei a trabalhar com sonorização em igrejas, há 15 anos, sempre vi uma “guerra” ser travada a cada culto e evento realizado. A “Guerra do Volume”.

Essa guerra, tão comum em qualquer igreja ou denominação, tem vários lados. Há o lado dos músicos, que querem cada vez mais e mais volume para seus instrumentos. Aliás, em geral eles só conhecem um lado do botão de volume: o que aumenta. Às vezes, chegam a competir entre si mesmos para ver quem toca mais alto! Parecem até que são surdos – e alguns são mesmo – vide artigo “Surdez é coisa séria” – http://www.somaovivo.mus.br/artigos.php?id=77 .

Apesar do problema envolver principalmente os músicos, há o lado dos membros do coral (os cantores). Eles também querem se ouvir e ouvir os instrumentos. Há ainda os membros da igreja, que em geral querem é que o som diminua, diminua, diminua. E até mesmo o lado dos vizinhos do templo, que reclamam e até telefonam para o Disque-Silêncio da Prefeitura Municipal.

No meio dessa batalha, em que uns querem que o volume aumente (de preferência, o “meu” volume, não o dos outros), e outros que desejam que a quantidade de som diminua, está o operador de áudio (o sonoplasta) da igreja.

Ser sonoplasta é estar no centro desse tiroteio. Se abaixar o volume, o público presente e os vizinhos gostam mas os instrumentistas reclamam. Se aumentar o volume de um único instrumentista, os outros músicos reclamam. Se o cantor solista errar o momento de iniciar um hino e dizer que “não ouviu o instrumento”, a culpa é do sonoplasta. Se o coral não conseguir “se ouvir” e errar, a culpa é do sonoplasta também. Se o vizinho reclamar, a culpa também é do operador de som. E os responsáveis pela igreja “pressionam” o pobre coitado para que todos esses problemas sejam resolvidos. Vida de operador de som é difícil…

Como em qualquer guerra, há vítimas. Quem nunca viu uma pessoa ficar “oprimida”, quase “furiosa” porque o seu volume estava baixo e não conseguia escutar nada? Músicos que até desistem de tocar porque reclamam que “não se ouvem”? Erros nos hinos porque “não deu para ouvir nada”. Vizinhos que, de tanto reclamar, vão à Justiça? Inimizades, discussões por causa de volume? E até sonoplastas que desistem de vez desse trabalho. Os casos são inúmeros, qualquer pessoa envolvida com Louvor sabe bem o que é isso.

Para resolver esses problemas (no todo ou em parte) temos três opções possíveis:

1) uso de um monitor (caixa de retorno) para os músicos e outros que precisam “se ouvir”.

2) uso de “cubos” individuais para os músicos e outros que precisam “se ouvir”.

3) uso de amplificadores de fones.

Veremos com detalhes cada uma dessas opções.

Solução 01 – uso de um monitor (caixa de retorno)

As mesas de som profissionais trazem pelo menos uma saída (uma mandada) de Monitor para cada canal. Essa saída é um Auxiliar Pré-Fader, que permite ao operador de som ter uma saída de volume indepente dos masters, que será enviada para um amplificador e para caixas de retorno para aqueles que precisam “se ouvir”.

Essa solução, já discutida no artigo “Auxiliares, uma ajuda mais que bem-vinda”  http://www.somaovivo.mus.br/artigos.php?id=52 é boa para pequenos grupos, mas está longe de ser suficiente. Ela até permite ao operador dar o volume solicitado pela pessoa (que pára de reclamar que o volume está baixo ou que não está se ouvindo), mas a maioria das mesas pequenas (até 16 canais) tem apenas um ou dois Auxiliares Pré-Fader, número muitas vezes insuficiente para atender a toda a demanda. Mesas grandes (24 a 32 canais) vão ter de 2 a 4, no máximo 6. Mesas realmente grandes (como a Ciclotron Vega) vão ter de 8 a 12, dependendo do modelo.

Se considerarmos que igrejas menores não têm condições de ter uma mesa grande (e muitas nem precisam), teremos no máximo 2 Auxiliares Pré-Fader. Como colocar retorno do pastor, retorno do teclado, retorno do baixo, da guitarra, da bateria em apenas duas mandadas? A solução é misturar todos esses sons na caixa de monitor, o que nem sempre é bem vindo. Os músicos reclamam que o som do retorno está “embolado” e continuarão dizendo que estão ouvindo mais um do que outro.

Em mesas com muitos auxiliares, a solução é mais fácil, bastando endereçar um (ou mais) determinados sinais de retorno para quem o deseja. É possível escolher até mesmo o que cada pessoa irá escutar: a voz mais teclado; teclado e baixo; guitarra, teclado e voz, etc.

Além de mesas com mandadas, esse sistema de monitoração exige amplificadores exclusivos (um canal do amplificador para cada mandada) e também caixas de som (ou diretamente caixas ativas no lugar dos amplificadores e caixas passivas). Dependendo da quantidade, pode representar um grande gasto.

Por último, a existência de mais amplificadores e mais caixas de som significa que a quantidade de decibéis dentro da igreja poderá aumentar. O operador de som, que terá que controlar tanto o som do PA como também o som dos monitores, terá que ter muito mais cuidado na operação do sistema.

Solução 02 – uso de “cubos” individuais.

Os cubos – caixas de som amplificadas e especializadas em um único instrumento musical – são uma ótima saída para o operador se “livrar” dos músicos. O uso do cubo passa a responsabilidade do retorno diretamente para o músico. O próprio instrumentista regula o volume e o timbre desejado no equipamento, e o operador de áudio trabalha com um sinal completamente independente (via saída Line Out do cubo ou via Direct Box, ou até mesmo através de microfonação do cubo), podendo regular o som para as caixas de P.A. da maneira que preferir. Pode-se até tirar o som completamente do PA e o músico muitas vezes nem percebe, pois estará ouvindo o seu cubo.

Essa solução é ótima, mas apresenta alguns problemas. Ela é cara – cubos são caros (um cubo para um músico) – e o volume geral de som na igreja vai aumentar muito! O operador não tem nenhum controle sobre os cubos, e o músico pode colocar o quanto quiser de volume, e exagerar na dose. Se de um lado resolve-se completamente o problema dos músicos, existe uma grande chance de se piorar a situação para o público da igreja e os vizinhos.

A solução do uso de cubos é boa, mas não é completa. Só atende aos músicos. Para o pregador e cantores exige-se ainda as vias de Auxiliar e caixas de retorno (ativas ou passivas). Mas é uma boa solução para quem tem mesas com poucos auxiliares.

 

Mapa de palco de um músico conhecido. Observe a quantidade de caixas de som. O baixo e a guitarra tem cubos para retorno do instrumento e ainda um monitor para retorno de voz. Uma solução que utiliza cubos e mandadas de auxiliar da mesa.

Solução 03 -  uso de amplificadores de fones.

Que tal, então, usar uma solução barata e que vai reduzir eficazmente o som dentro da igreja, e conseguirá atender a todos? Parece um sonho, mas a solução existe!

São os amplificadores de fone os responsáveis por essa façanha. São eles que possibilitam o uso do sistema chamado “Monitoração In-Ear” (algo como “monitor dentro do ouvido”). Esse tipo de sistema tem sido cada vez mais adotado pelos profissionais, por apresentar os benefícios já citados.

Vamos explicar o funcionamento de um sistema desses para melhor entendimento.

Existem diversas marcas de amplificadores de fone para monitoração individual. Mas existe um produto brasileiro que já virou sinônimo de sistema in-ear: Power Click. A Power Click é uma empresa de Niterói/RJ cujos produtos fazem sucesso no Brasil todo e lá fora. Muita gente já se tornou endorsers da marca, mostrando que ela tem muita qualidade. Mais informações em www.powerclick.com.br. O produto é tão bom que a fábrica oferece 3 anos de garantia.

Vamos analisar seu produto DB-05, o mais comum. Seu custo é de aproximadamente R$ 200,00 (mais barato que um cubo ou um conjunto amplificador +caixa). Ele é voltado para os músicos.

Basicamente, o DB-05 é um mixer com amplificador, com entrada para dois canais. Cada entrada tem um controle de tonalidade, que altera o timbre em relação aos graves e agudos. Há também um volume master, que controla o volume resultante no fone de ouvido.

No outro lado estão as conexões. Há a INPUT 1 e INPUT 2, OUTPUT 1 e OUTPUT 2, saída para fone de ouvido e entrada para alimentador AC de 9V. A alimentação de energia pode ser feita por fonte 9V ou por uma bateria 9V, encaixada por baixo do clipe de cinto. Na verdade, é muito mais comum o uso com a bateria, pois o consumo da mesma é mínimo, durando dezenas de horas. Assim, o benefício da liberdade de movimentação proporcionada pelo uso da bateria excede em muito o custo da mesma.

A forma de uso é a seguinte:

Um cabo P10 sai do instrumento e vai para o Powerclick, para o INPUT 1, por exemplo. Se houver pedaleiras, o cabo que sai da pedaleira entrará no Powerclick no INPUT 1. Da saída OUTPUT 1 o sinal será enviado para a mesa de som. Caso se use Direct Box, o instrumento é ligado ao Direct Box e deste sai tanto para a mesa (via saída XLR do D.Box) quanto para o Powerclick (via saída P10 do D.Box). O próximo passo é usar um bom fone de ouvido ligado à entrada de fones no aparelho.

Este modelo DB-05 é feito para uso com nível de sinal de linha. Tanto podem ser utilizados para instrumentos musicais quanto também receber o som de players CD/DVD/MP3, tapes, etc. Tanto receber sinal dessas fontes quanto enviar sinal para essas fontes.

As saídas OUTPUT são ligadas às entradas INPUT em paralelo (sistema “direct drive”). O som que saí é exatamente o mesmo que entrou. Os controles de volume e tonalidade do canal não afetarão o som que estiver saindo.

O músico irá ouvir o som pelo fone de ouvido, terá o controle do volume desejado e até poderá ajustar o timbre (nada muito complicado, mas já ajuda) o que estiver ouvindo. Enquanto isso, o operador de som terá o som original do instrumento, podendo regulá-lo de maneira totalmente independente.

Mas um músico em geral toca em companhia dos outros, então tanto quanto se ouvir, o músico quer ouvir os outros também. O músico precisa da sua referência pessoal e também dos outros, inclusive dos cantores.

É para isso que serve o INPUT 2. A partir de alguma mandada de Auxiliar Pré-Fader da mesa de som, o sinal será enviado diretamente para o Powerclick, e o músico poderá então ouvir tanto o seu sinal (diretamente) quanto o sinal enviado pela mesa de som, inclusive podendo “misturar” esses sinais à vontade no seu fone.

O que mandar para o músico? O que ele quiser, inclusive tudo. Quem tem mesa muito simples, sem Aux Pré, pode mandar o sinal de um dos masters. Tem gente que usa até o sinal da saída de fone de ouvido. Quem tem um ou mais Aux Pré pode mandar aquilo que o músico quiser ouvir. Não há problema nenhum.

E para que serve aquela a outra saída, OUTPUT 2? Mesmo que sua mesa tenha somente uma mandada de auxiliar, do OUTPUT 2 de um Powerclick você emendará no INPUT 2 em outro, em outro, em outro, até que todos os músicos sejam atendidos.

Para o pregador e para os cantores, existem modelos com apenas um canal. O cantor recebe no aparelho uma mandada da mesa de som e pode regular o volume na quantidade que desejar. Outra vantagem é que é muito mais barato que a versão com dois canais.

Quanto aos fones de ouvido, existem inúmeros modelos disponíveis, e também inúmeros formatos. Existem os que são para uso interno, diretamente no canal auditivo, bastante pequenos e discretos, como existem modelos que cobrem toda a orelha, proporcionando um excelente isolamento acústico do ruído externo. Por uma questão de higiene, os fones internos devem ser sempre de uso pessoal (uma inflamação de ouvido – otite – pode ser disseminada através de fones), devendo sempre ser específicos para um único usuário. E já que algumas pessoas se adaptam melhor a um formato de fone que outros, recomendamos cada músico ter o seu.

Existem boas opções de fone a partir de 30,00 reais. Procure um que atenda às necessidades pessoais de cada um e também ao tipo de instrumento tocado. Um fabricante bastante usado por músicos profissionais é a Koss. Seus produtos Porta Pro (para baixistas, bateristas e outros músicos) e ‘The Plug” para cantores são bastante procurados. 

Além do custo ser mais baixo que um cubo e ter o melhor resultado sonoro de todos, o fone contribui muito para a diminuição do volume geral dentro da igreja. Menos cubos e caixas de retorno significam menos som. O próprio manual do Power Click DB-05 cita que o som medido internamente nas igrejas pode ser reduzido em até 60% com o uso do sistema! E o sonoplasta terá um controle melhor, podendo então atender a todos os lados envolvidos e finalmente acabar com a “Guerra do Volume”. De todas as soluções apresentadas, esta é a mais versátil, com os melhores resultados.

Apesar de comentarmos sobre o Powerclick modelo DB-05, indicado para instrumentos musicais, existem outras marcas e modelos, com preços iniciando-se a partir de 100,00 reais (fora o fone de ouvido). Um sistema completo pode custar apenas 130,00 por músico, menos da metade de qualquer cubo! Os profissionais utilizam sistemas sem fio de monitoração In-Ear para quem precisa de mobilidade total (os cantores, por exemplo). Esses são muito caros, acima de 1.000 reais.

Tome cuidado com os plugues. Os Powerclick vem com clipe para cinto. O lado com os conectores fica virado para baixo. Use sempre com plugues de primeira linha (Neutrik, Amphenol, Santo Ângelo, etc), pois plugues “genéricos” podem ter folgas e soltar do aparelho.

Por último, os Powerclick são pequenos, leves, fáceis de transportar, fáceis de montar e baratos. É muito melhor que trabalhar com um monte de caixas e amplificadores, coisas caras e pesadas.

  1. Anonymous:
    valeu Bersan!!
    vou apresentar esse projeto para a liderança e ver no que vai dar...
    valeu mesmo!!
  2. David Fernandes:
    Fernando.

    Acho a solução com fones de ouvido ideal para as igrejas de um modo geral.

    Eu apenas gostaria de sugerir que, dentro do possível, vcs incluam no sistema um compressor funcionando como limitador (ou apenas um limitador) na saída dos auxiliares para a proteção dos músicos contra os transientes (sinais rápidos e fortes).

    Há alguns modelos no mercado que são multicanais como o [b:2xdicv00][url=http://www.behringer.com/MDX4400/index.cfm?lang=ENG:2xdicv00]Behringer Multicom Pro MDX 4400[/url:2xdicv00][/b:2xdicv00] (de quatro canais) e os Alto [b:2xdicv00][url=http://www.altoproaudio.com/html/details.php?ID=24&:2xdicv00]ACL-4[/url:2xdicv00][/b:2xdicv00] (tb de quatro canais) e [b:2xdicv00][url=http://www.altoproaudio.com/html/details.php?ID=25&:2xdicv00]CLE-8[/url:2xdicv00][/b:2xdicv00] (de oito canais).

    Assim o sistema fica redondinho e todo mundo protegido.

    []'s
  3. bersan:
    Oi David,

    bem lembrado. Eu esqueci de acrescentar que um possível problema dos fones é deixar os músicos surdos mesmos. O Powerclick tem potência de até 6W, e isso em fones de ouvido de qualquer tipo é muitíssimo. Muito bem lembrado.
  4. rafaelrb:
    Uma dica qeu eu aprendi faz tempos.

    Podemos usar o insert da mesa, basta jampear o sinal e nao precisamos de usar o direct-box.
    Já vi funcionando e fica muotop bom, logico em locais onde se tem tudo perto, equipamentos e músicos.
  5. lezdesign:
    Bom dia sou novo no site, mas gostaria de compartilhar algo que já aconteceu comigo. Sou líder do som da minha igreja e sempre tiver problemas com os músicos da minha igreja. Eles tinha sua caixas que deveria servir apenas de referencia para eles, já que eu pegava o sinal de line pra ligar no P.A. Só que não era assim que funcionava eles disputava volune em cima do altar e eu abaixava o P.A por causa das reclamações dos vários engenheiros de som que sempre tem nas igrejas (membros, diaconos, etc...). O pessoal do vocal não conseguia se ouvir, resumindo a culpa é sempre do operador de som. Fizemos uma reunião e perguntaram o que poderiamos fazer, pesquisei e fizemos uns teste como os fones de ouvidos. No primeiro dia demoramos a nos adaptar, mas depois que pegamos o jeito não quere-mos mais outra coisa, retiramos todos as caixas, cubos dos músicos e regulamos o som pro vocal...

    Depois de um tempo nosso unico problema foi a a bateria, por ela não ser eletrica, mas hoje já temos aquario, a batera toda microfonada, os músicos todos nos fones de ouvido, inclusive o vocal...

    Depois dessa mudação os engenheiros da igreja sumiram e toda vez que vai algum pastor ou ministério convidado só recebemos elogios pela qualidade do som que temos.

    Espero te ajudado. :lol: 8)
  6. R. Leal:
    [quote="lezdesign":12fqoknl]Bom dia sou novo no site, mas gostaria de compartilhar algo que já aconteceu comigo. Sou líder do som da minha igreja e sempre tiver problemas com os músicos da minha igreja. Eles tinha sua caixas que deveria servir apenas de referencia para eles, já que eu pegava o sinal de line pra ligar no P.A. Só que não era assim que funcionava eles disputava volune em cima do altar e eu abaixava o P.A por causa das reclamações dos vários engenheiros de som que sempre tem nas igrejas (membros, diaconos, etc...). O pessoal do vocal não conseguia se ouvir, resumindo a culpa é sempre do operador de som. Fizemos uma reunião e perguntaram o que poderiamos fazer, pesquisei e fizemos uns teste como os fones de ouvidos. No primeiro dia demoramos a nos adaptar, mas depois que pegamos o jeito não quere-mos mais outra coisa, retiramos todos as caixas, cubos dos músicos e regulamos o som pro vocal...

    Depois de um tempo nosso unico problema foi a a bateria, por ela não ser eletrica, mas hoje já temos aquario, a batera toda microfonada, os músicos todos nos fones de ouvido, inclusive o vocal...

    Depois dessa mudação os engenheiros da igreja sumiram e toda vez que vai algum pastor ou ministério convidado só recebemos elogios pela qualidade do som que temos.

    Espero te ajudado. :lol: 8)[/quote:12fqoknl]

    Mais um caso de sucesso, posta as fotos dos seus equipamentos e da sua igreja pra gente ver.
  7. meninodosom:
    [quote="bersan":g9frnox6]Oi David,

    bem lembrado. Eu esqueci de acrescentar que um possível problema dos fones é deixar os músicos surdos mesmos. O Powerclick tem potência de até 6W, e isso em fones de ouvido de qualquer tipo é muitíssimo. Muito bem lembrado.[/quote:g9frnox6]

    Noooooossa, David recomendando Behringer?????
  8. Anonymous:
    [quote="lezdesign":2pan7zi5]Bom dia sou novo no site, mas gostaria de compartilhar algo que já aconteceu comigo. Sou líder do som da minha igreja e sempre tiver problemas com os músicos da minha igreja. Eles tinha sua caixas que deveria servir apenas de referencia para eles, já que eu pegava o sinal de line pra ligar no P.A. Só que não era assim que funcionava eles disputava volune em cima do altar e eu abaixava o P.A por causa das reclamações dos vários engenheiros de som que sempre tem nas igrejas (membros, diaconos, etc...). O pessoal do vocal não conseguia se ouvir, resumindo a culpa é sempre do operador de som. Fizemos uma reunião e perguntaram o que poderiamos fazer, pesquisei e fizemos uns teste como os fones de ouvidos. No primeiro dia demoramos a nos adaptar, mas depois que pegamos o jeito não quere-mos mais outra coisa, retiramos todos as caixas, cubos dos músicos e regulamos o som pro vocal...

    Depois de um tempo nosso unico problema foi a a bateria, por ela não ser eletrica, mas hoje já temos aquario, a batera toda microfonada, os músicos todos nos fones de ouvido, inclusive o vocal...

    Depois dessa mudação os engenheiros da igreja sumiram e toda vez que vai algum pastor ou ministério convidado só recebemos elogios pela qualidade do som que temos.

    Espero te ajudado. :lol: 8)[/quote:2pan7zi5]


    isso mesmo irmão, posta algumas fotos aí, tbm quero acabar com essa bagunça(brincadeira) na Paz.
  9. guilhermeiav:
    NA PIB foi resolvido com fone p todos...menos p pastor (ainda)...hoje usamos um total de 12 monitores com fone....qndo instalamos o sistema avisamos a todos os múscos "O ouvido é seu"...ñ falamos mais nda...
  10. pTjz:
    Vou aplicar uma palestra desta em uma das congregações da minha igreja nesse mês, vou aproveitar e adicionar partes da matéria na apostila =X
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk :lol:

    Parabens ta muito bom bersan!
  11. Anonymous:
    Gostaria de saber como lidar com apresentações com movimentação de cantores e figurantes, como cantatas (por ex.) usando fones. Quem usa fone dispensa definitivamente caixa de som? E pequenos ensaios, como são feitos, toda vez tem de ser ligada a mesa de som? e quando o número de cantores é muito grande, coloca fone em todo mundo? se um grupo for cantar só uma música; põe fone em todos, depois tira, a pessoa usa o fone de terceiros?
  12. edlopessilva:
    Olá Klinger,

    Em locais ou apresentações com muita movimentação, geralmente usa-se os fones apenas para os músicos, ficando os cantores com os tradicionais monitores de palco. Em pequenos ensaios, os músicos podem usar os "antigos" amplificadores dos instrumentos, mas no ensaio geral, é bom o operador de som estar presente e os músicos usarem os fones.

    Pelo menos é assim que eu uso.

    Abraços,

    Eduardo
  13. COELHINHO_D_CRISTO:
    Olá a todos, seria possível postar um esquemas de ligação do amplificador de fones com a mesa e os intrumentos.

    Estamos sofrendo muito na nossa igreja aqui em Manaus por causa do barulho, ninguem entende nada, principalmente e músicas baladas(rock).

    1º queria uma indicação de que aparelho comprar
    2º temos 5 músicos e 2 cantores, queria fone para todos
    3º Usamos a mesa no fundo da igreja e uma MEDUSA no palco, onde todos conctam seus instrumentos e Mic.
    4º Temos uma mesa CMR8 CICLOTRON de 8 canais e apenas um AX1 para retorno.
    5º queria explicações de como ter o som tanto no PA, quanto nos fones.

    Um abraço.
  14. Deluna:
    vc usa DI's?
    se nao, compre.
    ele serve para balancear o sinal dos instrumentos(deixando-os livre de interferencias eletromagneticas) nivelar o sinal(deixando proto para a entrada mic) e casar as impedancias.
  15. COELHINHO_D_CRISTO:
    [quote="Deluna":i5qg91jc]vc usa DI's?
    se nao, compre.
    ele serve para balancear o sinal dos instrumentos(deixando-os livre de interferencias eletromagneticas) nivelar o sinal(deixando proto para a entrada mic) e casar as impedancias.[/quote:i5qg91jc]



    Olá amigo, não usamos e como li todo o manual de nossa simples MIXER CMR8 CICLOTRON, ligamos as fontes de programas nas devidas entradas, ou seja, MICROFONES das entradas MIC e instrumentos ou na MIC ou na LINE(vai depender do nível de sinal que produz).

    Fiz uma MEDUSA com ajuda do site, só coloquei conectores XLR na bandeja, pois aqui em Manaus, apesar de ser "ZONA FRANA", não existe nada pra sonorização a venda, só as piores coisas e caros demais.

    Um pequeno adaptador pra colocar na bandeja e assim pode botar conectores P10, aqui não vende , já imaginou?

    Então, como brasileiro, improvisei. Ex: A guitarra tem Um cabo P10 TS 1/4" de um lado e de outro XLR MACHO. Ligo onde? Na entrada certa, isto é, LiNE IN, pois esta conectada em pedaleira e isso aumenta o nivel de sinal.

    Se eu quizesse ligá-la na entrada MIC, teria que usar o DI. Mas não precisamos, ela entra na entrada certa e a mesa está a 20 m de distância. Não há um chiado sequer.


    Mas, mudando de agua pra vinho, responda a minha pergunta. Mande fotos se tiver ou um ORGANOGRAMA do esquema de monitoração por fone!

    Um abraço.
  16. COELHINHO_D_CRISTO:
    A minha grande ???? é a seguinte!

    Preciso montar um esquema de monitoração por fones que:

    1º Possa controlar e mixar pelo menos 6 canais.

    Ex. O guitarrista quer ouvir apenas a sua guita e as vozes, como fazer?

    2º DE que amp de fone preciso?

    3º que mesa de som pode me dar esse poder, já que a minha só tem 2 saídas auxilares?

    4º Não existe um equipamento intermediário entre a mesa e o AMP DE FONES, no qual eu usando apenas um AUX da mesa eu possa distribuir o sinal que eu quiser para cada entrada AUX do HA4700?
    entendeu, ligo a mesa nesse equipamento e ele divide o sinal, pra um aux do HA4700, ele manda só violão,,pra outro, manda voz?
  17. bersan:
    Olá Coelhinho,

    vamos por partes, como diria o Jack...

    [quote:2gqqn25d]Olá amigo, não usamos e como li todo o manual de nossa simples MIXER CMR8 CICLOTRON, ligamos as fontes de programas nas devidas entradas, ou seja, MICROFONES das entradas MIC e instrumentos ou na MIC ou na LINE(vai depender do nível de sinal que produz).[/quote:2gqqn25d]

    Que eu saiba, MIC é MIC e LINE é tudo o que não é MIC. Então instrumento, independente do nível de entrada que produz, é sempre na entrada LINE, nunca na MIC. Se fosse na entrada MIC não estaria escrito MICROFONE, né?

    [quote:2gqqn25d]Fiz uma MEDUSA com ajuda do site, só coloquei conectores XLR na bandeja, pois aqui em Manaus, apesar de ser "ZONA FRANA", não existe nada pra sonorização a venda, só as piores coisas e caros demais.[/quote:2gqqn25d]

    Pelo menos metade do site gostaria de ter condições de visitar Manaus e a C.Borges, exatamente pelos produtos de ótima qualidade e os preços (iguais aos de Miami) que só encontramos aí. Caixa RCF por R$ 1.400,00, mic sem fio Audio Technica por R$ 600,00, pode ter certeza que é metade do preço do Sudeste.

    [quote:2gqqn25d]Um pequeno adaptador pra colocar na bandeja e assim pode botar conectores P10, aqui não vende , já imaginou?[/quote:2gqqn25d]

    Onde eu moro é Sudeste e metade das coisas eu compro pela Internet, via Correios. Se for depender da onde moro, estou perdido! Já ouviu falar em SEDEX, PAC?

    [quote:2gqqn25d]Então, como brasileiro, improvisei. Ex: A guitarra tem Um cabo P10 TS 1/4" de um lado e de outro XLR MACHO. Ligo onde? Na entrada certa, isto é, LiNE IN, pois esta conectada em pedaleira e isso aumenta o nivel de sinal.[/quote:2gqqn25d]

    Cara, tem algum problema aí. Sua mesa tem P10 na entrada LINE IN. Quem tem XLR é a entrada MIC IN. Como "brasileiro", você precisa estudar mais. Leia o manual!

    [quote:2gqqn25d]1º queria uma indicação de que aparelho comprar
    2º temos 5 músicos e 2 cantores, queria fone para todos
    3º Usamos a mesa no fundo da igreja e uma MEDUSA no palco, onde todos conctam seus instrumentos e Mic.
    4º Temos uma mesa CMR8 CICLOTRON de 8 canais e apenas um AX1 para retorno.
    5º queria explicações de como ter o som tanto no PA, quanto nos fones.[/quote:2gqqn25d]

    Para começar, uma mesa de som nova, com muitos auxiliares. Aliás, que interessante, a C.Borges aí em Manaus vende mesas Yamaha, algumas delas tem 4 auxiliares para retorno...

    Depois, compre um amplificador para fones. O Powerplay HA4700 da Behringer é joia. Não sei se tem na C.Borges, mas se não tiver eles tem outros parecidos. O fone pode comprar o Koss Porta Pro.

    O Powerplay tem 4 canais, você disse que tem 5 músicos. Uma ideia é juntar bateria + contrabaixo no mesmo canal (cada canal tem atende até 3 fones).

    Aproveitando, já que a mesa está a 20 metros do palco, comprar alguns DI´s vão lhe ajudar, não a eliminar os chiados que já não existem, mas a trabalhar corretamente e com melhor timbragem dos instrumentos.

    Quando comprar tudo, volte aqui no fórum, lhe ensinamos como juntar tudo para funcionar. Ah sim, compre nessa ordem acima.

    Por último, aproveite e pegue um par de RCF ART alguma coisa. Se você tem uma CMR na igreja, não quero nem ver as caixas de som...

    Um abraço,

    Fernando
  18. COELHINHO_D_CRISTO:
    Grande bersan, desde já muito obrigado, graças a Deus apareceu alguém(vc) que me deu dicas sólidas! aleluia!

    Vou fazer como mandou.

    Quanto ao:
    [i:2mmjxuv4]Cara, tem algum problema aí. Sua mesa tem P10 na entrada LINE IN. Quem tem XLR é a entrada MIC IN. Como "brasileiro", você precisa estudar mais. Leia o manual![/i:2mmjxuv4]

    Vc não entendeu, é assim: A conexão LINE IN foi estendida pelo muit cabo até a bandeja. Na bandeja, essa entrada recebe sinal em um conector XLR(não encontrei o adptador para P10).


    O instrumento manda o sinal para mesa pelo conector XLR
    [img:2mmjxuv4]http://somaovivo.freevar.com/imgs/647d369a9bcc9bcc5e13862a1db911c5.jpg[/img:2mmjxuv4]


    O sinal chega e entra pela outra ponta, o conector P10 na line In
    [img:2mmjxuv4]http://somaovivo.freevar.com/imgs/68cd10d739476430a437641bdcf757cc.jpg[/img:2mmjxuv4]

    Um forte abraço!
  19. bersan:
    Ah, entendi agora.

    Você colocou XLR na banheira, em vez de P10.

    Próxima vez que você tiver que mexer na banheira, procure um conector chamado Combo, ele é P10 e XLR ao mesmo tempo.

    Fernando
  20. COELHINHO_D_CRISTO:
    Valeu Bersan, um abraço.
  21. marcioado:
    Olá pessoal...

    Estive pensando numa situação.

    Se o músico, guitarrista por exemplo, utilizando o power click, regular a tonalidade ao extremo no seu próprio retorno, o som que chega na mesa de som não pode estar muito deturpado em relação ao objetivo e clareza que ele gostaria??

    tentando simplificar.. Sem ele ouvir o som dos PA's, ou ter um retorno direto da mesa, as configurações da guitarra + pedal não podem estar enganadas pela configuração do power click?

    Abraços..

    Márcio.
  22. Deluna:
    Seja bem vindo!
    Pouca coisa de diferente.
  23. Bocão:
    No artigo fala de outras opções mais baratas que o PowerClic (algo em torno de R$100). Alguem poderia indicar marca/modelo/preço?
    Fiquei curioso agora.... curioso e interessado, kkkkk
    Obrigado.
  24. klaus fischer:
    [quote="COELHINHO_D_CRISTO":oylout64]A minha grande ???? é a seguinte!

    Preciso montar um esquema de monitoração por fones que:

    1º Possa controlar e mixar pelo menos 6 canais.

    Ex. O guitarrista quer ouvir apenas a sua guita e as vozes, como fazer?

    2º DE que amp de fone preciso?

    3º que mesa de som pode me dar esse poder, já que a minha só tem 2 saídas auxilares?

    4º Não existe um equipamento intermediário entre a mesa e o AMP DE FONES, no qual eu usando apenas um AUX da mesa eu possa distribuir o sinal que eu quiser para cada entrada AUX do HA4700?
    entendeu, ligo a mesa nesse equipamento e ele divide o sinal, pra um aux do HA4700, ele manda só violão,,pra outro, manda voz?[/quote:oylout64]

    Resposta que dei para o mesmo problema na audiolist:

    Eu faço sonorização em uma danceteria onde tocam bandas de pagode. Antes eu tinha uma mesa ciclotron 16 canais XLR com 2 auxiliares, sendo um pré e outro pós para fazer Pa e monitor junto. Primeiramente utilizava 4 caixas de retorno na via pré e um efeito alesis na via pós. Os masters gosto de utilizar em estéreo pois quando toca o DJ, a várias músicas que tem efeito estereo, e como minhas caixas de Médio altas estão bem nas extermidades, bem próximas a parede e viradas para o centro, em quase toda a pista se consegue ouvir os dois lados de pa simultaneamente, as graves uso embaixo do palco tudo no centro para não dar cancelamento.

    Mas voltando ao assunto, como utilizo os dois masters da mesa, também pelo fato de que não gosto de ter que ficar na confiança de apenas um cabo,e comon eu utilizava efeito, me sobrava apenas uma via, e geralmente eu passo primeiro o som para a frente e depois faço o retorno, colocando no retorno apenas o que era realmente necessário e principalmente a voz principal e os instrumentos de corda, pois banda de pagode geralmente não usa cubo, e surdo não colocava pois rachava nos meus retorno de 12" e como as graves ficam debaixo do palco, os musicos sentem uma boa vibração embaixo dos seus pés.

    Depois eliminei o efeito e pedi para um técnico transformar os auxiliar pós em pré e aproveitei a viagem e pedi para ele transformar os botões de PFL em mute, pois no intervalo da banda, quando o dj colocava o som muito alto,acabava dando microfonia por causa dos microfones abertos, então tinha que anotar os volumes em um papel, baixá-los e depois tentar voltá-los ao mesmo nível que estava antes. para facílitar, costumo mixar com os faders na posição 0db e ir dando volume nos ganhos, utilizando os faders só para ajustes durante o show.

    Fazendo esta alteração, consegui me incomodar um pouco menos no retorno, pois acabou ficando uma via para a percussão e outra via para as cordas, mas os problema é que eu fiquei sem meu precioso reverb,e os músicos continuaram naquela briga de sempre, onde um diz: "coloca mais minha voz",e o outro diz:" mas agora não escuto mais meu cavaquinho", e outras reclamações que quem está acostumado a trabalhar com bandas pequenas está acostumado a ouvir.

    As bandas que tocam nessa casa tem em média 8 músicos.
    Tem alguns instrumentos que gostam muito de sobrar, tais como banjo,pandeiro e repique.

    Bem, outro problema que acontecia é que quando a lotação da casa estava baixa, eu baixava o som do PA, mas não tinha como baixar monitor, senão os músicos já começavam a chiar, então a sensação que se tinha é que o som estava vindo mais dos retornos do que do PA.

    A solução para os meus problemas que eu achei mais em conta foi colocar phones e uma outra mesa, mas para a minha aplicação teria que ter uma mesa de no mínímo dez auxiliares para se utilizar 2 para efeito(reverb e delay) e em 8 eu ligaria os phones direto nas saídas de auxiliar(Já vi banda utilizando dessa maneira). Mas a unica mesa que encontrei com preço razoável nessa faixa de preço foi a Ga 32/12 da yamaha, que custa usada 6500 reais, algo que ficava fora da minha realidade pois tinha conseguido negocio para a minha ciclotron por apenas 700. Além disso, já li aqui na própria lista que tem a questão do casamento de impedância dos phones, que no meu caso seriam os Koss Porta Pro, que são de 60 ohms.

    Pensei também em colocar um amplificador para oito phones da behringer,o Ha 8000, mas me desinteressei pois eu vi que a impêdancia de saída dele é de 100 ohms e vi que ele tem não tem controle de graves e agudos. passei então a estudar a compra de 2 HA 4700, que tem comtrole de graves e agudos e impedãncia de 8 ohms de saída. Analizando o manual, vi que este amplificador de phone tem uma entrada main mix geral e uma entrada auxiliar em cada um dos 4 canais,e um botão que faz a mixagem entre o main mix e o auxiliar in,além de uma saída para phone frontal e duas saídas traseiras em cada canal.

    Então vi que poderia utilizar a mesma mesa e utilizando um auxiliar para ligar nas entradas main mix,onde seria feito um retorno geral com um pouco de tudo que os músicos necessitem para não se perder e entraria nas entradas auxiliar in o instrumento que cada músico toca. Aí que deu problema. Como faria para colocar o instrumento de cada músico na entrada da mesa e no powerplay. Pensei em fazer 8 cabo Y, mas teria problemas com balanceamento de sinal e de ganhos diferentes. O problema poderia ser resolvido caso minha mesa tivesse a saída direct out por canal,mas ela tinha apenas 3 conexões: entrada MIC XLR, entrada line P10 e insert P10 Stereo, onde se liga os compressores e gates. analizando bem, comecei analizar a conexão insert que e´um cabo p10 stereo de um lado e saí duas vias mono do outro,onde uma via manda o recebe o sinal e a outra via o manda de volta. Este sinal já é Pré-amplificado.

    Então fiz para esperiência um cabo mono tendo em um lado um p10 mono e no outro lado um p10 stereo com o anel e a ponta soldados juntos com o fio de sinal e a malha soldada no pino do pescoço. Liguei a ponta estereo no insert do canal da mesa,onde liguei um microfone e liguei o plug mono na entrada de uma caixa amplificada. Que surpresa agradavél quando o som foi para a caixa amplificada sem nenhum ruído e continuou indo para o master da mesa, sem interrupção.

    Meus problemas estavam resolvidos,a não ser pelo fato de ter musicos que tocam mais que um instrumento, que com a mesa ciclotron teriam que escolher entre um ou outro, e tem musico que além de tocar também cantam.
    A mesa ciclotron que eu utilizava não tinha submaster,e como já havia ouvido falar que as mesas que tem submaster tem saídas com o som que é selecionado nelas, resolvi comprar uma mesa com submasters e conexão insert por canal.

    Como eu queria aumentar um pouco os recursos, como equalização semi-paramétrica, mais canais, e se possível efeito na própria mesa, a mesa que melhor atendeu isso no custo benefício foi a behringer SX3242fx, que tem dois auxiares para retorno, dois auxiliares para os efeitos, 4 submaster, 24 entradas XLR com insert e equalização do médio semi-paramétrica, além de vir de brinde ainda com saída mono com seleção para sub com crossover low-pass regulável e um equalizador de 9 bandas que pode ser colocado na saída auxiliar 1 ou na saída master.
    O preço da mesa foi de R$ 2500,00 reais nova.

    Comprei também 9 phones Koss porta pro á R$ 150,00 cada e 2 amplificadores de phone HA 4700 á R$ 400,00 cada. Para fazer os cabos de phone comprei um rolo de 100 metros de cabo balanceado á R$ 200,00 ,10 p10 stereo fêmea ao preço de R$ 10,00 reais(este é salgado), e dez P10 stereo ao preço de R$ 5,00 reais.Comprei 1 fone a mais para o operador de som, e fiz 2 cabo a mais porque cabo sempre é bom ter sobrando.

    Para as entradas fiz 4 cabos p10-p10 mono, para sair dos submasters e ligar em 4 entradas de um dos power-play, 4 cabos p10 stereo de um lado e p10 mono do outro, que é ligado nos insert dos canais e vai para as 4 entradas do outro powerplay. para as entradas main in fiz um cabo Y com 1 p10 mono que saí do auxiliar 2 da mesa e dois p10 mono do outro lado para ligar nas entradas main in. Continuei usando caixa no palco, só que troquei as 4 caixas de retorno por 1 side fill com uma caixa full por lado, que são ligadas no auxiliar 1, que já tem equalizador. Não precisaria , mas uso assim pois caso alguém não goste de phone, pode tirá-lo e continuar ouvindo, e também porque os koss são phones semi-abertos,que significa que eles não isolam totalmente o som.

    Como exemplo para vocês, a banda que mais toca lá tem oito integrantes

    Voz Principal
    Surdo
    Rebolo
    Baixo
    Reco-reco e voz
    Violão e voz
    Cavaquinho e voz
    Pandeiro e voz

    Nos quatro primeiros eu saio com a saída insert do canal correspondente, e nos quatro ultímos eu saio com uma das quatro saídas sub-master para cada um,para onde é direcionado seus instrumentos.

    O unico problema é que quem tá pelos submasters não vai poder diferençar os volumes dos instrumentos que estão endereçados, ou seja, a pessoa que toca violão e canta vai ouvir os dois sinais no fone no mesmo nível que foi mixado para o PA.

    Então, a príncipio é feita a passagem de som na frente, depois a passagem de som no side fill, onde não se utiliza um volume muito alto e se coloca mais a voz principal, e depois se passa o retorno dos fones geral, colocando todas as saidas de phone viradas para o main mix e plugo o meu fone em uma das 8 saídas para monitorar o som. Faço um geralzão então, dando preferência para voz principal,cavaco,violão, pandeiro e rebolo.deixo todos os volumes iguais e dai começo a mixar os canais um a um com o auxiliar in,sempre colocando o fone junto na saida de cada músico na qual eu estou fazendo a regulagem.Depois de mixado, coloco no volume que o musico quer ouvir e que não distorça no fone, timbro o grave e o agudo, geralmente tudo fica em flat, só retiro o grave da via do surdo e do baixo, porque senão racha,e coloco um pouco de agudo na via do pandeiro.

    No caso de mais de 8 músicos, deixo o que menos gosta de utilizar fones sem, e coloco mais os instrumentos dele no side fill, ou, como cada amplificador de fone tem dua saídas atrás de cada canal, coloco duas pessoas no mesmo canal e dou o fone do operador para utilizar e monitoro com o fone do dj,que é um tecnics RPDH 1200, o unico problema é que o fone de dj tem parametros diferentes do da koss, mas pra tirar uma base serve.

    A príncipio é isso.

    Em resumo, na mixagem pelo powerplay, se eu virar o botão de mixagem de cada canal todo para a direita, eu terei só a banda no fone, se virar todo para a esquerda, terei apenas o músico e os instrumentos que ele toca, então deve-se começar colocando o botão todo para a direita, na posição main-mix e ir puxando para a esquerda em direção a posição auxiliar in até que o músico ouça bem seus instrumentos e ainda ouça de fundo a banda.

    Geralmente este knob giratório fica em posição de 3 horas, e a entrada main mix fica com volume 2,5; nos níveis de sinal que costumo usar nas mixagens.

    Este é um esquema para quem não quer gastar muito e ter várias vias praticamente individuais em uma mesa relativamente simples. È um sistema que é recomendado apenas quando o operador de som é o próprio dono, pois operadores profissionais não gostam de trabalhar com sistemas "enjambrados"

    Espero ter colaborado.

    Abraços Klaus Fischer
  25. M.Santos:
    Olá, acabo de conhecer o site, estava em busca de opiniões sobre o uso de fones, e acabei encontrando o fórum... Nem sei se é aqui que pergunto a respeito, mas lá vai... Alguém já fez uso de diversos fones modelo Koss HB70 IR no palco ? Se trata de um fone sem fios que funciona através de infra vermelho, minha dúvida é se dá pra usar mais de um simultaneamente, se haverá interferência de um com os outros sinais.... sei lá... Alguém conhece outro fone com as mesmas características, e com o valor de mercado parecido que não tenham fios ? Aquele monte de fios pendurados na minha cintura não é algo que me agrada muito, farei uso de dois HA4700 Powerplay da behringer, e pretendia comprar 8 fones desse modelo, custam em média 60 dólares, mas fiquei com medo de não funcionarem juntos, alguma opinião ?!!? Abraço, e parabéns pelo fórum....
  26. Danilo Gomes Santana:
    [quote="lezdesign":3ohtjr0l]...eles disputava volune em cima do altar e eu abaixava o P.A por causa das reclamações dos [b:3ohtjr0l]vários engenheiros de som que sempre tem nas igrejas[/b:3ohtjr0l] (membros, diaconos, etc...). O pessoal do vocal não conseguia se ouvir, resumindo a culpa é sempre do operador de som.[/quote:3ohtjr0l]

    Desculpa entrar assim no tópico é que achei o máximo essa citação,é sempre assim...sempre culpa do técnico de som,"esses engenheiros de som mais atrapalham e pouco ajudam...
  27. Danilo Gomes Santana:
    [quote="wynnys":141khnw2][quote="lezdesign":141khnw2]Bom dia sou novo no site, mas gostaria de compartilhar algo que já aconteceu comigo. Sou líder do som da minha igreja e sempre tiver problemas com os músicos da minha igreja. Eles tinha sua caixas que deveria servir apenas de referencia para eles, já que eu pegava o sinal de line pra ligar no P.A. Só que não era assim que funcionava eles disputava volune em cima do altar e eu abaixava o P.A por causa das reclamações dos vários engenheiros de som que sempre tem nas igrejas (membros, diaconos, etc...). O pessoal do vocal não conseguia se ouvir, resumindo a culpa é sempre do operador de som. Fizemos uma reunião e perguntaram o que poderiamos fazer, pesquisei e fizemos uns teste como os fones de ouvidos. No primeiro dia demoramos a nos adaptar, mas depois que pegamos o jeito não quere-mos mais outra coisa, retiramos todos as caixas, cubos dos músicos e regulamos o som pro vocal...

    Depois de um tempo nosso unico problema foi a a bateria, por ela não ser eletrica, mas hoje já temos aquario, a batera toda microfonada, os músicos todos nos fones de ouvido, inclusive o vocal...

    Depois dessa mudação os engenheiros da igreja sumiram e toda vez que vai algum pastor ou ministério convidado só recebemos elogios pela qualidade do som que temos.

    Espero te ajudado. :lol: 8)[/quote:141khnw2]


    isso mesmo irmão, posta algumas fotos aí, tbm quero acabar com essa [b:141khnw2]bagunça[/b:141khnw2](brincadeira) na Paz.[/quote:141khnw2]

    Em alguns casos é assim mesmo,infelizmente...
  28. Danilo Gomes Santana:
    [quote="edlopessilva":1mq8jlx0]Olá Klinger,

    Em locais ou apresentações com muita movimentação, geralmente usa-se os fones apenas para os músicos, ficando os cantores com os tradicionais monitores de palco. Em pequenos ensaios, os músicos podem usar os "antigos" amplificadores dos instrumentos, mas no ensaio geral, é bom o operador de som estar presente e os músicos usarem os fones.

    Pelo menos é assim que eu uso.

    Abraços,

    Eduardo[/quote:1mq8jlx0]

    Bom também faço assim.
  29. megasom.sumare:
    [quote="M.Santos":3nax0yx3] Alguém já fez uso de diversos fones modelo Koss HB70 IR no palco ? Se trata de um fone sem fios que funciona através de infra vermelho, minha dúvida é se dá pra usar mais de um simultaneamente, se haverá interferência de um com os outros sinais.... sei lá... .[/quote:3nax0yx3]

    Infra vermelho é um sinal de luz, portanto, direcional. Imagino q esse fone seja para quem vai se sentar na frente da TV e ficar parado. Se o cara virar para o lado ele perde o sinal.
    pelo menos todos IR q ví são assim.

    :!:
  30. arleypol:
    Uma solução implemntada na Igreja que estou auxiliando, foi em princípio "desamontoar" os musico de cima um do outro como o espaço que pode ser usado pelos músico em minha Igreja é relativamente grande, posicionei os músicos por afinidade, bateria baixo e percursão de um lado e tecaldos, guitarra e violão do outro, só de a pressão de um ampli deixar de inflir na inteligibilidade do outro abaixou muito a intensidade geral da banda, próximo passo essa semana são baquetas roadstick (a tal baqueta acústica), como temos um som móvel para cruzada, vou tentar adiquirir uma bateria flat, a Slim da Staff drumm, já trabalhei com uma e mesmo sem trigar ela tem uma emissão muito menor que uma bateria convencional, vou solicitar ela com a desculpa do tamanho para o transporte, mas depois da experiência com ela na sonoriação da Igreja acredito que consiga a verba da diretoria para aquisição de uma para a Igreja também, além da da cruzada.
    Quanto aos fones de ouvido já utilizo a algum tempo postei recentemente umas fotos de um sisteminha que montei em Cascavel-PR, em que usei uns distribuidores de fone de ouvido resistivos usando dois amplificadores que estavam encostados, so que eu normalmente não abandono os amplis pricipalmente o da guitarra uma vez que este é componente fundamental para timbre da guitarra, microfono e mando um reforço para o fone de ouvidos e normalmente é suficiênte para diminuir a guerra dos amplis, vou implemntar os fones na Igreja que estou agora semana que vem se interessar a alguém posto as dificuldades que tiver com o pessoal aqui de Rondônia.
  31. AngeloGuitar:
    Olá fiquei com uma dúvida sobre o trecho abaixo:
    “Em mesas com muitos auxiliares, a solução é mais fácil, bastando endereçar um (ou mais) determinados sinais de retorno para quem o deseja. É possível escolher até mesmo o que cada pessoa irá escutar: a voz mais teclado; teclado e baixo; guitarra, teclado e voz, etc. Além de mesas com mandadas, esse sistema de monitoração exige amplificadores exclusivos (um canal do amplificador para cada mandada) e também caixas de som (ou diretamente caixas ativas no lugar dos amplificadores e caixas passivas). Dependendo da quantidade, pode representar um grande gasto.”
    Na minha igreja temos a seguinte configuração de equipamentos:

    Mesa de som Yamaha MG206C-USB (http://br.yamaha.com/pt/products/proaud ... mode=model)
    Equalizador Behringer (http://www.behringer.com/EN/Products/FBQ1502.aspx)
    Potência Wattsom 6000
    3 Pas ( 2 passivos e 1 Ativo (MACKIE SRM 450V2 BK)

    O controle de volume dos 4 monitores está independente via 1 saída aux pré da mesa, mas estava “embolado’” com o som das vozes e dos instrumentos. Consegui um amplificador para o teclado que está servindo com retorno para a tecladista, mas o violão ainda está nos monitores.
    2 monitores estão ligados em uma saída da potência, e como eles permitem dividir o sinal, alimentam os outros 2.

    Meu objetivo é: Conseguir direcionar individualmente instrumentos ou vozes para os monitores. Ex: para o monitor que está perto do baterista (que vive errando as músicas por dizer que não está ouvindo a banda!!!) direcionar o som dos instrumentos e voz principal, e nos demais o som das vozes.

    Com esse sistema é possível fazer isso ou vou precisar de amplificadores individuais como diz o texto?
  32. Val Oliveira:
    Angelo Guitar, você irá necessitar de potências (ou caixas ativas) e separar o que irá mandar e para quem nas saídas aux da mesa.

    No exemplo do baterista, você pode mandar contrabaixo, voz e teclado para ele, deixando assim o som menos "embolado".
  33. andrecorrea:
    Angelo,

    Não consegui entender direito. :?: :?: :?: :?:

    Quantas caixas vocês tem ao todo (monitor e PA)? Quantas são amplificadas? Quantos instrumentos e quantos cantores vocês tem?


    Enquanto a resposta não vem:

    O melhor cenário seria que para cada músico ou cantor, houvesse um auxiliar correspondente na mesa e que cada um deles tivesse seu próprio monitor, seja via fone ou caixa de chão. Assim, cada um, segundo sua preferência, escolheria o quê ouvir.

    Exemplo: Uma banda com bateria, baixo, guitarra, teclado e um cantor, mixada em uma mesa com cinco saídas auxiliares ou seja, um auxiliar para cada integrante.

    [b:3f1mm2ef]Bateria - Aux 1
    Baixo - Aux 2
    Guitarra - Aux 3
    Teclado - Aux 4
    Cantor - Aux 5[/b:3f1mm2ef]

    Supondo que o cantor pedisse para ouvir apenas sua própria voz e o teclado (que seria sua referência da harmonia), bastaria a você, aumentar o volume do auxiliar 5 no canal do teclado e no canal do próprio cantor, deixando os outros fechados.

    Se o batera necessitasse ouvir todos os integrantes, mas com maior volume para a própria bateria e para o baixo. Bastaria, no canal de cada um, abrir o controle de volume do auxiliar 1, efetuando a mixagem conforme desejo do músico (nível mais alto para bateria e baixo).

    Não tem mistério. :D
  34. AngeloGuitar:
    [quote:va37ospi]Angelo,

    Não consegui entender direito. :?: :?: :?: :?:

    Quantas caixas vocês tem ao todo (monitor e PA)? Quantas são amplificadas? Quantos instrumentos e quantos cantores vocês tem?[/quote:va37ospi]
    André,

    Hoje o cenário da igreja é: 2 Pa´s MACKIE SRM 450V2 BK ativos, 4 monitores de Palco passivos. A banda é composta por: Bateria, Baixo, teclado, violão, guitarra e 5 vocais.
  35. AngeloGuitar:
    [quote="Val Oliveira":1oe1n9kl]Angelo Guitar, você irá necessitar de potências (ou caixas ativas) e separar o que irá mandar e para quem nas saídas aux da mesa.

    No exemplo do baterista, você pode mandar contrabaixo, voz e teclado para ele, deixando assim o som menos "embolado".[/quote:1oe1n9kl]

    Val Oliveira,

    Então mesmo sem as potências, eu fiz um teste esses dias mas não funcionou. Um amigo que trabalhava na Playtech me disse que eu poderia usar um canal da medusa como uma mandada de aux, e que eu deveria trocar o plug da medusa que vai para a mesa de XLR para P10( o balanceado). Pois bem comprei uns plugs da Santo Angelo e troquei os plugs, mas aí que ficou confuso. Eu li aqui no site que não podemos enviar sinal amplificado via medusa, mas mesmo assim fiz o teste. Liquei a ponta da medusa com o plug P10 na saída Aux 1 da mesa, no multicabo fui no canal especifico e liguei o retorno, mas o som não saiu.

    A pergunta que não quer calar ( e talvez seja até mesmo óbvia, mas como quero é aprender direito, melhor pagar o mico de perguntar, do que o de não perguntar e pagar mico do mesmo jeito, rsrs):

    Não funcionou por falta das potências????? É isso? Seu eu tivesse as potências, o processo descrito está correto?

    Me ajude a desvendar esse mistério, pois tenho 4 saídas aux, sendo que 3 são pré, e não consigo aproveitá-las!!!!!!!!!

    Valeu.
  36. rafaellerm:
    O sinal que sai de um amplificador de fones é bem menor do que o que sai de um amplificador normal. Embora hajam perdas pela distância dos cabos, não há dano ao se passar o sinal de fone pelo multicabo.

    Ao mesmo tempo, a saída auxiliar não é feita para receber um fone ligado diretamente. Por isso se usa amplificadores de fones. Se queres testar a soldagem dos cabos todos antes de ter os amplificadores de fones, ligue na saída de fones da mesa.
  37. Val Oliveira:
    [quote="AngeloGuitar":3pkizfxs]
    Não funcionou por falta das potências????? É isso? Seu eu tivesse as potências, o processo descrito está correto?[/quote:3pkizfxs]


    Se você quer ligar um monitor passivo para o baterista: sim, você necessitará de uma potência.

    Esquema: Saída Aux da mesa ---> Potência ---> Monitor Baterista.

    Se você quer ligar um monitor ativo, vc não necessitará da potência.

    Esquema: Saída Aux da Mesa ---> Monitor Baterista.

    Se você vai mandar a monitoração para ele via fone, vc precisará de um amplificador de fones como disse o Rafaellerm.


    Espero ter ajudado !

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