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Curso de Caixas Acústicas – Parte 4 – capacitores, divisores de frequência e atenuadores

Entrar em uma loja e escolher os falantes é facílimo. Conseguir um marceneiro para fabricar a estrutura da caixa é mais complicado, mas nada difícil. Duro é fazer tudo funcionar bem, em um conjunto bastante equilibrado. Para "equilibrar", ou seja, fazer os alto-falantes trabalharem em harmonia, utilizamos divisores de frequência e atenuadores. Esses componentes que não vemos (ficam internos às caixas de som) muitas vezes são os grandes responsáveis pela qualidade do que ouvimos.

Os divisores de frequência tem 3 funções básicas:

1) Proteção dos falantes

Se você colocar um tweeter diretamente ligado ao amplificador, verá que ele só "falará" o que ele sabe "falar: sons agudos. Mas uma música tem sons graves, médios e agudos. Tudo o que um alto-falante não consegue responder vira calor. Se a potência for aumentada, o tweeter rapidamente queimará, seja qual tipo for (piezoelétricos, cone de papel, supertweeter, etc). O mesmo acontece com os médios e drivers.

Independente da potência, os falantes de médios e agudos precisam ser protegidos das freqüências que não conseguem responder (os sons graves), sob risco de queima. Os woofers apresentam menos esse problema, dado o seu maior tamanho e peso (inércia maior). Mas eles apresentam melhor sonoridade se receberem apenas os sons que conseguem reproduzir.

2) Ajuste da resposta de frequência

Cada falante tem uma resposta de frequência. Quando usamos um conjunto de falantes, muitas vezes dois deles podem "falar" a mesma frequência (por exemplo, um woofer de 10" com resposta de 70Hz a 4KHz em conjunto com um driver titânio com resposta de 800Hz a 18KHz).  Só que tal situação não é boa, pois a sobreposição de frequências (2 "falando" a mesma coisa) gera excessos indesejados naquela frequência. Na prática, é melhor que cada faixa de frequências só seja respondida por um determinado falante. E pelo alto-falante que melhor responder essa frequência. Um woofer e um driver, por exemplo, ao responder uma mesma faixa de frequências, o fazem com sonoridades diferentes.

Veja o exemplo. Caixa acústica de 3 vias com:

- woofer 12" – resposta de frequência de 50Hz a 4KHz
- driver fenólico – resposta de frequência de 500Hz a 8KHz
- supertweeter – resposta de frequência de 5KHz até 20KHz.

Existem 2 sobreposições de frequências distintas:
- entre 500Hz e 4KHz (woofer e driver "falam" a mesma coisa)
- entre 5KHz e 8KHz (driver e supertweeter "falam" a mesma coisa)

Com o uso dos divisores de frequência, podemos definir qual falante vai responder que faixa de frequências, e poderemos influenciar a sonoridade obtida. Por exemplo, poderíamos fazer os seguintes ajustes:

a) woofer até 4KHz – driver de 4KHz até 5KHz, supertweeter de 5KHz até 20KHz
b) woofer até 500Hz – driver de 500Hz até 8KHz, supertweeter de 8KHz até 20KHz
c) woofer até 1KHz – driver de 1KHz até 6KHz, supertweeter de 6KHz até 20KHz.

Cada tipo de ajuste vai ter um tipo de sonoridade diferente. Qual a forma certa*? Analisando as curvas de resposta de frequências dos falantes (disponíveis nos manuais dos mesmos) podemos descobrir em qual faixa cada um deles é melhor, é mais linear (o som sofre menos variações). E muitas vezes fazendo testes, muito testes, até encontrar a melhor sonoridade (é isso que bons fabricantes fazem: muitos testes).

* Dica: evite cortes próximos das frequências limites de um falante, pois em geral são as partes mais irregulages da sua resposta de frequência. Assim, das 3 opções acima, a terceira é a melhor, mas o correto realmente é analisar as curvas de resposta dos falantes.

3) Ajuste das sensibilidades

Já vimos que cada tipo de falante tem uma sensibilidade inerente ao seu tipo de construção. Podemos ter, por exemplo, uma caixa de som com as seguintes características:

woofer 12" – sensibilidade de 96 dB SPL / 1W / 1m
driver fenólico – sensibilidade de 108 dB SPL / 1W / 1m
supertweeter – sensibilidade de 105 dB SPL / 1W / 1m

Uma caixa de som assim terá excesso de médios, muitos agudos e quase nenhum grave. Note a diferença: são 9 dB SPL entre os agudos e os graves e 12 dB SPL entre os médios e os graves. Como em geral os woofers são os componentes de menor eficiência, os drivers e tweeters terão que ser atenuados para ter suas eficiências equivalentes à sensibilidade do woofer.

Assim, para termos uma caixa de som "equilibrada" é necessário inserirmos no caminho entre o sinal elétrico e os falantes componentes eletrônicos que vão efetuar a filtragem e a atenuação (diminuição da sensibilidade) dos falantes, permitindo um equilíbrio melhor.Os componentes que fazem a filtragem são os capacitores e os indutores. Os componentes que fazem a atenuação são as resistências. Vamos estudá-los.

Capacitores

Quando submetidos a um sinal elétrico, os capacitores têm a propriedade de deixar passar apenas os sinais acima de uma determinada freqüência (chamada de "Frequência de Corte"), e não deixa passar sinais de freqüências abaixo disso. Os capacitores são medidos em microFaradays, símbolo µF. Veja alguns exemplos na tabela abaixo. Os valores são apresentados para falantes de 8 e 4 Ohms, e correspondem aos facilmente encontrados no mercado. Custam menos de 10,00 reais.

 

Tipos de capacitores. O da esquerda é um capacitor de poliéster, o da direita é um capacitor comum

Valor do Capacitor Filtragem para falante de 8 Ohms Filtragem para falante de 4 Ohms
2,2µF 9KHz

18KHz
 

3,3µF  6KHz 12KHz
 
4,7µF 4KHz 8KHz
 
10µF 2KHz 4KHz
 
22µF 900Hz 1,8KHz

Os capacitores são chamados filtros de 1a. ordem. A sua atenuação é de 6dB/oitava. Na verdade, eles não "cortam" totalmente as frequências abaixo do seu corte correspondente, mas sim vão atenuando-as, em uma curva descendente. Um capacitor de 4,7µF, por exemplo, "corta" em 4KHZ em 8 Ohms, mas isso quer dizer que continuará deixando passar sons inferiores a isso, apenas atenuados. No caso, deixará passar sons de 2KHz (uma oitava abaixo) com atenuação de menos 6dB , e sons de 1KHZ (duas oitavas abaixo) com menos 12dB/oitava .

Na prática, essa proteção é pouca para proteger os falantes. Caixas equipadas apenas com capacitores são utilizadas em sistemas domésticos, de pouca potência, mas nem um pouco adequadas para as altas potências dos sistemas de PA. O sintoma típico é que a queima de falantes.

Uma forma de contornar esse problema é escolher um corte bem acima do que o falante poderia responder. Por exemplo: um tweeter de 8 Ohms que começa a responder a partir de 3,5KHz (e usaria capacitor de 4,7µF) é utilizado com um capacitor de 3,3µF (corte em 6KHz). Só que essa situação pode gerar grandes problemas. Veja um exemplo:

- wofer de 12”, 8 Ohms,  com resposta de 60 a 4KHz
- supertweeter de 8 Ohms, com capacitor de 3,3F – 6KHz até 20KHz

O superteweeter estará bem "protegido", mas em compensação o som dessa caixa terá um “buraco” entre 4KHz e 6KHz. Esse problema é muito mais comum que se imagina. É exatamente a solução que quem nada entende gosta de adotar!

Para quem está montando suas próprias caixas, os fabricantes sérios de alto-falantes indicam, nos manuais dos seus produtos, os capacitores a utilizar com seus produtos. Não um tipo somente, mas vários valores de capacitores, e para cada valor teremos a influência na resposta de frequência e a potência que o driver terá. A potência tem relação direta com o valor do capacitor. Quanto mais alto o valor do capacitor, mais baixa será a frequência de corte e com isso mais graves receberá, correndo o risco de queima. Logo, deverá suportar menos potência. Veja o exemplo:

Driver Hinor HMH-200. Resposta de frequência de 1.500Hz a 20KHz.
- potência de 40W RMS com corte em 2.000Hz
- potência de 75W RMS com corte em 4.000Hz.

Se as orientações dos fabricantes não forem seguidas, o equipamento ou terá uma vida útil muito breve por falar muito mais do que deveria ou então terá desempenho insuficiente, por falar menos do que poderia.

Indutores

Os indutores, um tipo de bobina (um fio enrolado em torno dele mesmo, em volta de ar (bobina de núcleo a ar) ou em torno de um pedaço de ferro (bobina de núcleo de ferrite). Quando submetidos a um sinal elétrico, os indutores têm a propriedade de deixar passar apenas os sinais abaixo de uma determinada freqüência (chamada de "Frequência de Corte"), e não deixa passar sinais de freqüências acima disso.

Assim como os capacitores, os indutores também são filtros de 1a. ordem. A sua atenuação é de 6dB/oitava. Na verdade, eles não "cortam" totalmente as frequências acima do seu corte correspondente, mas sim vão atenuando-as, em uma curva descendente. Um indutor com corte em 4KHZ em 8 Ohms, atenuará sons de 8KHz com menos 6dB (uma oitava acima), e sons de 16KHZ com menos 12dB/oitava (duas oitavas acima).

O grande problema dos indutores é que eles não são comerciais (ou raramente são). Eles precisam ser construídos.

Atenuadores

Os resistores já são componentes mais simples de serem encontrados, em qualquer eletrônica. São simples resistências, que transformam parte da energia em calor. Elas nada mais fazem que isso mesmo: gastam parte da energia que chegaria aos falantes de médios e agudos. Com menos energia, menos quantidade de som será produzido, trazendo equilíbrio à caixa.

Exemplo de resistor de porcelana

Um outro fator ao qual o atenuador é responsável é o equilíbrio de potências. Muitas vezes, encontramos uma caixa com um woofer de 500W RMS e um driver titânio de apenas 50W RMS, e ainda assim bem equilibrada em sonoridade e com o fabricante dizendo que a caixa aguenta 500W RMS. Isso acontece porque, quando inserimos os atenuadores no driver titânio, reduzindo a sua sensibilidade, é como se a sua potência fosse aumentada, mas a verdade é que a resistência que está gastando parte da energia que chegaria ao woofer. Assim, a potência da caixa corresponderá à potência suportada pelo woofer.

Esses são os componentes básicos de um divisor de frequência. E apesar de ainda existirem muitas caixas com apenas um ou outro componente (quando deveria haver os três), quem quer uma caixa com qualidade usa um divisor profissional.

Para quem quiser montar suas próprias caixas, indicamos a leitura do excelente artigo do Prof. Homero Sette, da Selenium, disponibilizado na seção de Downloads do site: http://www.somaovivo.mus.br/downloads/divisores_capacitores.zip , que envolve a escolha dos capacitores e atenuadores necessários.

Divisores de Frequência Passivos

Algumas empresas fabricam divisores de frequência para uso profissional. Na verdade, são compostos por capacitores, indutores e atenuadores (alguns modelos vem sem atenuadores, para o próprio usuário escolher os seus), todos junto, em uma placa de circuito. Alguns vem até com os conectores das caixas.

Exemplo de divisor de frequência de 2 vias. Em marrom, próximo à marca do fabricante, o capacitor. Dois grandes indutores (um para o driver e outro para o woofer) e, em verde, os resistores para atenuação.

Gráfico representativo dos cortes de frequência produzidos por um divisor de 3 vias de 2ª ordem.

A grande vantagem de se usar divisores profissionais é que eles são de 2ª ordem (12 dB/oitava). Cada "corte" de frequência é feito com um capacitor (atenuação de 6 dB/oitava) mais um indutor (atenuação de 6 dB/oitava). Usados em conjunto, a proteção fornecida ao falante é muito melhor. Existem inclusive divisores de 3ª ordem (18 dB/oitava) e 4ª ordem (24 dB/oitava). Claro que, quanto maior a ordem, mais complicado e mais caro será o divisor, mas maior será a proteção fornecida ao falante.

Apesar de caros, são os divisores que vão garantir a melhor qualidade sonora. No Brasil, as empresas mais conhecidas são a Nenis (www.nenis.com.br) e a EAM (www.eam.com.br). Ambas, além de fabricar diversos modelos (diversas potências e para várias vias), fazem divisores especiais, de acordo com a encomenda dos clientes.

A montagem de um divisor de 2a ordem (ou 3a., ou 4a.) não é nenhum "bicho de 7 cabeças", mas também não é nada simples. Existem inversões de fase necessárias, os indutores precisam ser muito bem enrolados, tantos detalhes que este autor, particularmente, prefire comprar pronto! Quem quiser saber mais (inclusive como montar um), indico o excelente artigo de Paulo F.C. Albuquerque, disponível em http://audiolist.org/forum/kb.php?mode=article&k=17.

O divisor é tão bom que a fama ultrapassa as fronteiras dos operadores de áudio. Recentemente, um amigo leigo pediu emprestado algumas das várias caixas de som do Anfiteatro. Ele queria uma que tivesse um divisor. Não quis saber se a caixa tinha woofer de qual tamanho, driver titânio ou supertweeter, etc. Ele insistia que queria qualquer uma, desde que tivesse divisor. Provavelmente houve alguma caixa que ele gostou muito e falaram que o som bom era por causa do divisor de frequências. Daí ele associou que som bom é por causa do uso de divisores. Pode não estar completamente correto, mas já está no caminho certo.

Divisores de Frequência Ativos – os Crossovers*

Sistemas de sonorização de grande porte não usam divisores de frequência passivos, dentro de caixas. Em geral, é comum encontrar falantes que se ligam diretamente amplificadores. Mas também existem divisores de frequência, só que são equipamentos separados.

Os crossovers são instalados imediatamente antes dos amplificadores. Cada amplificador (ou cada canal do amplificador) receberá somente sons de uma faixa de frequência – correspondente ao que os falantes conseguem reproduzir. Os crossovers também tem controles de volume: na verdade, controles de atenuação. O princípio de funcionamento dos divisores de frequência internos, mas os crossovers são mais versáteis por permitirem variar as faixas de frequência, tornando-os assim adequados a vários tipos de marcas e modelos de falantes.

* O nome crossover é sinônimo de divisor de frequência, seja ele passivo (instalado dentro de uma caixa ativa) ou ativo (um equipamento mesmo, instalado no rack). Entretanto, no Brasil convencionou-se chamar "divisor de frequência" aos passivos e crossovers aos ativos.

Mão na massa!

Pareceu complicado? Realmente é. A primeira leitura assusta. Relendo novamente, até mesmo uma terceira vez, visitando os links indicados e visitando uma eletrônica para se conhecer os componentes, veremos que não é mais tão difícil assim. E uma caixa com bons falantes, devidamente protegidos, com resposta de frequência corretamente dividida e um correto equilíbrio de sensibilidade é algo simplesmente maravilhoso de se ouvir. Vale o esforço.

Tem alguma caixa de som com sonoridade ruim? Que tal desmontá-la, anotar os parâmetros dos falantes (marca, modelo, potência), e pedir uma sugestão de divisor de frequência aos fabricantes? Talvez com um pequeno investimento seja possível dar uma nova vida para a caixa!

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Revisado/reescrito em 05/Mar/2008

  1. gope:
    [color=green:2j5qrdqt]Fernando vai ter revisão desse artigo?

    Acho que vc tinha comentado que alguém iria adicionar algumas informações. Certo?!

    Curioso e no aguardo do artigo, ou não... rsrs

    Abçs :!:[/color:2j5qrdqt]
  2. lim:
    Olá pessoal

    lendo o artigo sobre caixas acusticas ,gostaria de saber se alguem tem um projeto para divisor de frequencia ? Se possivel em barra de terminais...

    É meu primeiro contato com este excelente site,parabens Bersan e a todos vcs que fazem parte , direto e indiretamente deste trabalho.

    Deus abençoe vcs !!!
  3. bersan:
    Olá Lim, seja bem vindo ao SomAoVivo.

    Não sou muito de projetar divisores, prefiro comprar pronto algum modelo da Nenis ou da EAM.

    www.nenis.com.br

    www.eam.com.br

    Ambas as empresas fazem vários modelos comerciais, com certeza algum deles vai servir para o seu projeto. E também fazem modelos especiais, de acordo com o solicitado pelo usuário.

    Mas o que você está pedindo pode ser encontrado aqui:

    http://audiolist.org/forum/kb.php?mode=article&k=17

    O artigo do Paulo Albuquerque é ótimo. Mas exige conhecimentos em eletrônica.

    Um abraço,

    Fernando
  4. meninodosom:
    No caso de usar o crossover ccada canal do amp(ou cada amp) recebe apenas uma faixa frequencia. Então a ligação da caixa com o amp será feita por vários fios(um flamenguinho pra cada faixa de frequencia)...?
    Ainda falando do crossover ele substitui todos os componentes internos?


    PS: Desculpa ae, sou leigo em construção de caixas, mas tô lendo todo o material disponível aqui no site pra sair dessa condição.
  5. R. Leal:
    Seu raciocinio esta correto, mas nao necessariamente tera que usar o ``flamenguinho`` pode usar tambem o cabo PP, que eh mais resistente.
  6. bersan:
    Olá MeninodoSom,

    existem sistemas full-range e sistemas multivias.

    Sistemas Full-range trabalham com divisores de frequência internos às caixas de som. Não existe crossover ativo, então cada amplificador recebe o sinal de áudio completo (graves, médios e agudos).

    A divisão entre estes sinais será feita pelo divisor interno, que encaminhará o sinal ao falante correspondente (graves aos woofers, médios para os mid-range/drivers, agudos para os tweeters).

    Vantagens e desvantagens: muito mais simples, mas existe perda de até 30% da potência por causa do divisor passivo.

    Sistemas multivias foram projetados para, com o uso de um crossover ativo, dividir o sinal de áudio em até 4 vias: subgraves, graves, médios e agudos (ou talvez você leia em algum lugar assim: graves, médio-graves, médio-agudos e agudos, dá no mesmo).

    Tal sistema pressupõe também a existência de 4 amps para um sistema estéreo, ou 2 amps (4 canais) em um sistema mono.

    O conector Speakon, de 4 pólos, foi feito pensando neste sistema. Cada conjunto de 2 tipos de caixas é atendida por um único cabo, de 2 pares. Ou seja, haverá um cabo PP 4 fios com Speakon na ponta, ligando os graves e médio-graves (liga na caixa de sub e desta sai um cabo para ligar no médio-grave) e outro cabo PP 4 fios com Speakon para ligar os médios e agudos.

    Vantagens e desvantagens: o sistema adapta-se com perfeição a qualquer tipo de falantes e caixas, já que pode ser ajustado. Em compensação, o custo e complexidade é muito maior.

    Atualmente, estamos vendo cada vez mais o sistema misto: subgraves com caixas top, full-range. Muitos periféricos estão incorporando uma saída para subgraves (mesas, equalizadores, etc), e então usa-se um amp para os subgraves e outro amp para alimentar as caixas top, com divisores ativos internos.

    Um abraço,

    Fernando
  7. meninodosom:
    Entendi...
    Mais uma dúvida que apareceu em função da resposta da primeira...

    Digamos que temos dois caixas full-range 350w cada e um amplificador 700w...
    Olhando a principio parece que o amplificador está trabalhando no talo, mas levando em consideração a diminuição de potência no caixas provocada pelo divisor de frequencias podemos trabalhar sem medo.
    Afinal os 700w teóricos se tornaram 490w.

    Estou certo?
  8. bersan:
    Até 30% não quer dizer que será sempre 30%. No caso de bons divisores, bem projetados, feitos com fios grossos (por isto que bons divisores vem com a potência máxima admissível indicada) a perda média é bem menor, em geral próxima dos 10%.

    Um bom fabricante de caixas inclui até mesmo as perdas do divisor interno na potência da caixa. Por exemplo, a caixa tem 320W de falantes e 10% de perda por causa do divisor. Logo, o fabricante especifica a caixa como sendo de 350W.

    Por outro lado, se você ler a série de artigos "Potência, uma coisa mais que complicada", verá que o ideal para se trabalhar "no talo" é ter um amplificador com 2 vezes mais potência que a caixa. Se a sua caixa tem 200Watts, então o amp deve ter 400W.

    Mas não se preocupe com nada disto. A grande preocupação com caixas deve ser as seguintes:

    - sensibilidade dos falantes (deve ser a mais alta possível)
    - resposta de frequência adequada
    - divisor de frequência de 2a. ordem (incluindo aí a correta atenuação)
    - potência sobrando para nunca acontecer o clipping (distorção)

    Sabe porque? Porque há situações em que submetemos as caixas a até 10 vezes a sua potência nominal e elas não queimam! O que principalmente queima caixas não é potência, é distorção!!!!

    Um abraço,

    Fernando
  9. Caio de Oliveira:
    Olá, caros amigos do site.
    Estou com uma situação que não consigo resolver. Estou montando uns monitores SM400 com os falantes SNAKE ESX312 e driver SNAKE SD145 com corneta LUDOVICO LC01, tipo Yamaha. Pois bem. Esses monitores estão com um médio absurdo, tendo de fazer um corte violento no equalizador. Fiz um teste com processamento ativo, o som ficou bom com os seguintes cortes: até 800hz para os falantes e a partir de 3k para o driver. Fiz vários testes, com microfone, música e analize com software e ruído rosa. Seria o ideal. Porém, não encontra-se divisores de tal maneira. Os monitores que já tinha, estão com o divisor NENIS DF 902TI (corte em 1,8k). Apenas para teste, montei um outro com o divisor EAM 2W12 2000 eq para 4 OHMs. Ficou a mesma coisa, apesar do corte ser em 2k.
  10. Caio de Oliveira:
    Olá, caros amigos do site.
    Estou com uma situação que não consigo resolver. Estou montando uns monitores SM400 com os falantes SNAKE ESX312 e driver SNAKE SD145 com corneta LUDOVICO LC01, tipo Yamaha. Pois bem. Esses monitores estão com um médio absurdo, tendo de fazer um corte violento no equalizador. Fiz um teste com processamento ativo, o som ficou bom com os seguintes cortes: até 800hz para os falantes e a partir de 3k para o driver. Fiz vários testes, com microfone, música e analize com software e ruído rosa. Seria o ideal. Porém, não encontra-se divisores de tal maneira. Os monitores que já tinha, estão com o divisor NENIS DF 902TI (corte em 1,8k). Apenas para teste, montei um outro com o divisor EAM 2W12 2000 eq para 4 OHMs. Ficou a mesma coisa, apesar do corte ser em 2k. Entrei em contato tanto com a NENIS quanto com a EAM e nenhuma das duas deram muita bola ao meu problema. Nem se quer me deram orçamentos para criar um Passa Altas e Passa Baixas. Gostaria de saber se eu posso colocar, logo depois do divisor, capacitores para criar esse buraco entre 800 hz e 3k? Alguém me daria uma luz?

    Abraços,
    Caio.
  11. Caio de Oliveira:
    Olá, caros amigos do site.
    Estou com uma situação que não consigo resolver. Estou montando uns monitores SM400 com os falantes SNAKE ESX312 e driver SNAKE SD145 com corneta LUDOVICO LC01, tipo Yamaha. Pois bem. Esses monitores estão com um médio absurdo, tendo de fazer um corte violento no equalizador. Fiz um teste com processamento ativo, o som ficou bom com os seguintes cortes: até 800hz para os falantes e a partir de 3k para o driver. Fiz vários testes, com microfone, música e análiae com software e ruído rosa. Ficou ideal. Porém, não encontra-se divisores de tal maneira. Os monitores que já tinha, estão com o divisor NENIS DF 902TI (corte em 1,8k). Apenas para teste, montei um outro com o divisor EAM 2W12 2000 eq para 4 OHMs. Ficou a mesma coisa, apesar do corte ser em 2k. Entrei em contato tanto com a NENIS quanto com a EAM e nenhuma das duas deram muita bola ao meu problema. Nem se quer me deram orçamentos para criar um Passa Altas e Passa Baixas. Gostaria de saber se eu posso colocar, logo depois do divisor, capacitores para criar esse buraco entre 800 hz e 3k? Alguém me daria uma luz?

    Abraços,
    Caio.
  12. Ullmann:
    Powww Caio !

    No seu caso vai sair mais bataro trocar a corneta e o driver, e usar um diviso com corte em 1k2 - 1k5.
    FAzer um filtro tipo NOTCH para atenuar os medios vai ser complicado pela questão de acesso aos componentes.
    Eventualmente, vc pode IMPROVISAR um filtro simples, tipo Butterworth 6dB/Oct para as duas vias.
    Seria uma bobina simples calculada para corte em 750 Hz e capacitores para corte em 3 kHz, como os corte são suaves, o REFORÇO nas medias diminuiria bastante, mas não sei como vai ficar.
    Na net tem varios programas para calcular essa bobina e o capacitor.

    Mas, em tempo, no caso do seuu PSEUDO SM-400 eu começaria tudo do ZERO fazendo nos conformes. O PSEDO fica por conta de que vc não esta usando nada parecido com o original, especialmente a CORNETA.

    Divirta-se !
  13. Caio de Oliveira:
    Fala, Waltão...
    Antes de montar esta configuração, eu tinha drivers SD375 com as cornetas da Bettersom específicas para SM400. Os divisores que eu tinha eram os Nenis DF 902TI. Não se ouvia "ésse", e sim "éche". Mudei outro divisor, e nada. Mesma coisa. Fora os médios que eram fortes, assim como é hoje. No DCX2496? Lindos... mas... nada de praticidade, né!?!?!?

    Alterando o driver e a corneta, os "ésses" apareceram. Já vi um avanço. Agora, penso apenas em diminuir os médios.

    Vale lembrar que eu havia levado o problema dos "éches" pra audiolist, e alguém lá, não consigo lembrar quem, me sugeriu fazer a mudança do driver. Fiz, e vi avanços.
    Continuo achando que o problema dos médios fortes são decorrentes dos modelos SNAKE ESX 312. Infelizmente, e um fator extremamente contra a marca, não conheço o gráfico do OVERSOUND 12 MG 300 para comparar com os SNAKES. Digo 'infelizmente', pois se a marca não se importasse em divulgar estes gráficos, eu teria comprado 8 desses. Mas... vai saber. Não vou comprar falante só pra testar pq o fabricante se recusa a divulgar seus gráficos, né...

    Mas eu fiz uma comparação com SM260 Torau, e fiquei surpreso, pois o médio forte (na minha opinião, tem quem goste), não foi muito diferente dos TORAU. Me animei um pouco. Claro, Torau usava Eminence, tem alguém que faça os divisores corretos para eles, etc.

    Agora, eu busco esta melhora pelo fato de querer saber se é possível usá-los sem equalizador gráfico. Tenho as eqs nos canais auxiliares das 01v96, mas quero mexer o mínimo possível. Nos testes entre os dois modelos, SM400 e SM260, usei um equalizador Behringer 3102, e consegui excelentes resultados.

    Em tempo, como você mesmo diz (kkkkkkkkk), os SM260 tb são pseudos, uma vez que a corneta e o driver diferem beeeeeem do modelo original. Os que a torau me vendeu foram com drivers de 1 pol, ou seja, são os SM129 no formato dos SM260... colocando o filtral na frente, resolve-se o problema, kkkkkkk.........

    Walter, não quero deixar de lado o conhecimento que tudo isso envolve. Pelo contrário, pesquiso muito na internet, tentei aprender a fazer divisor, mas acho que não chego lá.
    Nem vou falar dos custos, dos drivers de 2pol, né... rsrsrsrsrsrsrs... se forem pseudos que falem bonitinho, tá valendo, né não? kkkk

    Abraços, meu querido! Bom te ver por aqui....

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