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Escolhendo o melhor microfone dinâmico para os vocais da igreja

Não tem jeito: onde há sonorização ao vivo, temos também presentes os microfones dinâmicos de mão (os "sorvetões"). São equipamentos resistentes, que aguentam bem as nossas estradas, altos níveis de pressão sonora e até mesmo altos níveis de descuido pelos usuários. Não raro, um desses mics leva um tombo feio, coisa que um condensador com certeza não agüentaria. Ainda assim, sabemos que podemos pegar o microfone do chão e que ele estará pronto para uso ou … para outro tombo!

Por vários motivos, os dinâmicos de mão são também os microfones mais utilizados nas igrejas. Entre esses motivos, podemos citar a enorme variedade de modelos e preços (sempre mais baixos que os condensadores), a maior resistência (as crianças da minha igreja amam brincar de "cantores" com os microfones), a facilidade de uso (não exigem Phantom Power), etc. 

Nós já fizemos um teste com 9 microfones dinâmicos de mão (http://www.somaovivo.mus.br/testes.php?id=8), englobando modelos com custo de até R$ 150,00. Mas nessa faixa de preço estão modelos mais simples ou de fabricantes menores. Em outras palavras, modelos de "segunda linha".

Fabricantes de "segunda linha" (com menos tradição de mercado) em geral fazem produtos mais simples (não tem tanta experiência na engenharia do produto), e costumam também ter linhas de produção ainda com pequenas falhas de controle de qualidade. Não é raro encontrar dois microfones iguais, mas com sonoridades distintas, ainda que novos. Por último, a resistência é algo complicado de se medir em equipamentos de empresas que ainda tem poucos anos de mercado. Em compensação, trazem como atrativo preços bem mais baixos e alguns dos seus modelos tem boa sonoridade (alguns até excelente sonoridade). Bom custo/benefício é a marca registrada desses microfones.

Já os microfones de primeira linha têm por trás um fabricante com algumas décadas de experiência, com grandes departamentos de engenharia (por isso alcançam melhor sonoridade e resistência), com excelente controle de qualidade. São feitos para durar décadas (evidente que isso depende também do cuidado do usuário).  Só que isso tudo custa dinheiro, e isso se reflete no preço do produto.

Nas igrejas, as compras são feitas com o dízimo dos irmãos, dinheiro que deve ser utilizado da melhor forma possível. Às vezes, microfones de segunda linha (ou até de terceira) são os únicos possíveis de serem adquiridos. Mas, em alguns casos, o Senhor abençoa e há condições de se comprar um microfone de primeira linha. Se for possível, não hesite em preferir um microfone desses.

Como são equipamentos também mais caros, o operador de som (cuja opinião com certeza influenciará na compra), precisa antes estar ciente de algumas coisas, a saber:

- se sua igreja tem um grupo de muitas vozes e não há recursos para comprar muitos microfones de primeira linha, é interessante sugerir a compra de pelo menos um, para o cantor solista.

- não adianta ter um microfone "maravilhoso" se a mesa de som tem má qualidade ou se as caixas de som não conseguem reproduzir esse som "maravilhoso" do microfone. A qualidade do seu sistema de sonorização é sempre dada pelo pior elo. Veja: http://www.somaovivo.mus.br/artigos.php?id=100.

- da mesma forma, não é um microfone maravilhoso que vai resolver o problema de um cantor desafinado ou com voz ruim.

- um microfone poderá soar muito bem em um tipo de equipamento e não tão bem em outro tipo. A qualidade dos prés da mesa também influenciará no resultado obtido. Seguir apenas a indicação de outros usuários é algo temerário. Um teste sonoro do microfone em equipamento semelhante ao disponível na igreja é sempre aconselhável antes de concretizar a compra. 

- as diferenças de sonoridade entre eles são pequenas, muitas vezes imperceptíveis para ouvidos destreinados. Mesmo assim, tais diferenças são marcantes e podem fazer muita diferença para quem conhece e sabe aproveitar o que cada microfone pode oferecer de melhor.

- não vai existir microfone melhor ou pior. Cada um deles poderá ser o mais indicado para um determinado tipo de voz ou estilo musical. Alguns poderão ter custo/benefício melhor que outros, ainda que a sonoridade seja um pouco inferior que uma opção mais cara. Até a questão de preferência pessoal influencia na escolha do microfone.

MARCAS

Quando falamos em microfones de primeira linha, estamos falando de basicamente cinco marcas: Shure, AKG, Audio Technica e Sennheiser. Evidente que existem outras marcas de tanta qualidade quanto as citadas acima, mas estas são essas as marcas mais tradicionais, com décadas de existência, o que significa produtos mais maduros em todos os sentidos – confiabilidade, resistência, qualidade, etc. E os mais fáceis de serem encontrados nas lojas do Brasil.

Vamos iniciar essa análise primeiramente conhecendo um pouco mais sobre essas marcas.

Shure

Fundada em 1925 nos EUA, a Shure é praticamente sinônimo de microfone. Alguns de seus modelos são verdadeiras lendas, de tão conhecidos. É a marca mais famosa e a de mais respeito, além de ser o maior fabricante de microfones do mundo. Entre os peazeiros, é uma das marcas preferidas, tanto pela qualidade quanto robustez do produto. Não raro, encontramos produtos com 20 anos de idade, mas ainda funcionando tão bem quanto no dia em que foram construídos. Mesmo entre os leigos, é comum ouvir a pergunta: "O microfone é da Shure?". Uma simples resposta afirmativa pode tranqüilizar um palestrante, por exemplo.

Contra a Shure pesam o alto custo dos seus microfones. Em alguns casos, o alto custo é bem maior que os concorrentes de mesmo nível! Por causa disso, é fácil encontrar esse microfone na mão de muambeiros diversos, com preços bem melhores que no mercado. Se vale a pena comprar dos canais oficiais ou dos muambeiros, isso é outra história que não vem ao caso.

Audio-Technica

Fundada em 1962, a Audio-Technica (uma empresa japonesa) é hoje a número dois em microfones no mundo. Vários de seus microfones foram escolhidos como os melhores do mundo em determinados períodos. Apesar de ter produtos tão bons (ou até melhores) que os da Shure, não é tão conhecida quanto esta no Brasil. É a marca utilizada pela cantora Ivete Sangalo.
 
Sennheiser

Fundada em 1945 na Alemanha, é uma empresa "pequena" (1.500 funcionários apenas), com produção limitada, mas são os microfones mais utilizados em Broadcast (TV e Cinema), tanto pela qualidade de seus produtos quanto pela resistência e durabilidade. A Rede Bandeirantes, por exemplo, só trabalha com essa marca.

A Sennheiser investe pesado em desenvolvimento, e é da empresa a patente dos primeiros microfones sem fio (na década de 1950) e de fones de ouvido sem fio (1968).

AKG

Empresa austríaca fundada em 1947, a AKG Acoustics é reconhecida como um dos maiores e mais inovadores fabricantes de microfones. Alguns dos seus modelos são referências mundiais em sonorização (o C-414 é uma lenda dentro dos estúdios). Entre os peazeiros, depois da Shure é a mais conhecida empresa.

Para sonorização de vocais, a empresa conta com o maior leque de produtos de todos os fabricantes. O problema é que existe pouca diferença na nomenclatura dos diversos modelos, o que gera alguma confusão. Um microfone pode ser sugerido para Karaokê e o próximo modelo ser indicado para os vocais principais.

Essa confusão gera alguns problemas, e alguns não gostam da marca porque uns produtos são muito bons e outros são muito ruins. Não é que sejam ruins, mas são voltados para outro mercado que não o de sonorização ao vivo. Por isso, o teste sonoro dos equipamentos desta marca é mais que obrigatório!

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Quem compra um microfone de segunda linha se preocupa basicamente com a sonoridade e com o preço. Se ele soar legal e tiver um preço razoável, será uma boa compra.

Já quem compra um microfone de primeira linha, além das preocupações com sonoridade e preços, precisa estar atento aos detalhes técnicos. São esses os detalhes que vão fazer a diferença no produto. Vejamos alguns desses parâmetros que irão influenciar na compra.

Resposta de Freqüência e Curva de Resposta de Freqüência

Quanto mais próximo dos extremos do espectro audível,  20Hz (graves) de um lado e 20KHz (agudos) do outro, melhor será o microfone. Essa pode ser uma análise rápida, mas está longe de refletir a real sonoridade do microfone. Essa deve ser conferida com ajuda da Curva de Resposta de Freqüência, que reflete o comportamento sonoro do microfone, e de um teste real de sonoridade, comparando-se vários modelos.

A maioria dos microfones de "segunda linha" tem problemas na captação dos extremos do espectro. Ainda que tenham boa sonoridade de uma maneira geral, situações que se aproximam dos limites audíveis são em geral decepcionantes. Em relação à voz humana, enquanto um microfone pode ser ótimo para tenores e contraltos (que estão "no meio" do espectro), para uma soprano e um baixo (mais próximo dos extremos do espectro) podem deixar a desejar.

Esse é o gráfico da curva de resposta de um Shure SM-58, que vai de 50Hz a 15KHz. Todo microfone tem uma curva de resposta característica, que traduz a sua sonoridade, o seu timbre. Perseguir uma boa timbragem é o papel dos fabricantes. Como já dissemos, existem diversas timbragens, adequadas mais para um ou outro tipo de voz. Um modelo pode ser construído com ênfase nas voz masculinas, outros com ênfase nas vozes femininas.

Faremos uma análise desse gráfico, em relação à voz humana, que é o caso mais comum da utilização desses microfones.

Entre 20Hz e 100Hz

Essa parte do espectro audível é relativamente rara na voz humana. Poucos cantores (em geral homens com voz do tipo baixo ou barítono) conseguem produzi-la. Muitas mesas de som inclusive têm filtros HPF (High Pass Filter, ou filtro passa-altas) que cortam os sons abaixo de 100Hz, 80Hz ou 75Hz, como uma forma de "limpar" o som dos microfones de "puffs" e outros sons indesejados.

Se o microfone é voltado para um cantor baixo, por exemplo, é desejável um microfone com boa resposta nessa faixa. Para uma mulher, por exemplo, seria desnecessário.

Entre 100Hz e 300Hz

Entre 100 e 150Hz ficam as frequências fundamentais das vozes masculinas, enquanto as vozes femininas já começam a aparecer a partir dos 160Hz, indo até os 250Hz.

A maioria dos microfones produz aqui um "roll-ff" (decaimento) entre os 300Hz e os 100Hz. O decaimento deve ser o mínimo possível, sendo desejável uma resposta plana (sem caimento mesmo). Se o decaimento for grande, o microfone terá pouca resposta de graves. Isso pode ser útil (ajuda a reduzir sons indesejados do ambiente para uma voz feminina, por exemplo) ou ruim (para vozes masculinas, que vão perder "peso").

Entre 300Hz e 2K

A maioria dos microfones tem resposta plana nessa faixa.

Entre 2K e 5K

Os microfones dinâmicos são construídos com um incremento nessa faixa, onde pronunciamos mais as consoantes. Essa área está intimamente ligada à inteligibilidade da voz. Em geral, o pico de resposta está em 5KHz. No caso do Shure SM-58, esse pico é de +5dB, como pode ser observado no gráfico.

Entre 5KHz e 10KHz

Algumas consoantes são pronunciadas nessa região, como Z e S, alcançando frequências entre 4500Hz (homens com voz do tipo baixo) a até 8000Hz (mulheres com voz do tipo soprano). Além disso, há os harmônicos dos sons produzidos nas faixas anteriores. Essa região "esquenta o som", "dá brilho" e várias outras formas de dizer que é aqui que se enriquece o som. Em excesso, ela causa sibilância. As vozes masculinas e femininas (principalmente) aproveitam bem essa área, mas sem excessos. Uma voz média-aguda "esganiçada" fica mais irritante ainda se o microfone exagerar nessa região. 

Note que, no Shure SM-58, existe um vale na faixa dos 8kHz. Esse vale serve para reduzir problemas de sibilância de Z e S em vozes femininas.

Entre 10KHz e 20KHz

Raramente a voz humana alcança essa região, e quando o faz é quase que exclusividade das mulheres. Algumas sopranos vão até essa faixa, mas ela é praticamente inútil para homens. Entretanto, aqui há os harmônicos dos sons produzidos nas faixas de frequências anteriores. Um microfone que apresenta boa resposta nessa faixa deixa as vozes femininas mais "ricas", (as vozes masculinas também, em menor grau).

Além disso, uma resposta estendida nessa faixa é sempre bem vinda, inclusive fazendo o equipamento ser versátil também para outros usos, como a microfonação de instrumentos musicais (metais, cordas).Um roll-off suave também é bastante desejado no caimento em direção a 20KHz.

O Shure SM-58 tem boa resposta de agudos, mas é exatamente aí que o Beta58, também da Shure (assim como tantos outros microfones de outras marcas), faz mais sucesso: ele é mais rico em agudos, deixando o som mais "brilhante". O Shure SM-58 é um bom microfone para vozes masculinas, mas "deixa a desejar" em relação à vozes femininas, na comparação com outros modelos.

Diagrama Polar

O SM-58 (nossa base de comparação) é cardióide. Hoje, para apresentações ao vivo se tem dado preferência aos microfones supercardióides por uma melhor rejeição de sons indesejados (cardióides têm um ponto "cego", supercardióides têm dois pontos). Diminuem os problemas de vazamento e de microfonia.

Evidente que isso vai depender do tipo de cantor e do estilo musical. Para alguém que canta na igreja sempre na mesma posição, com o microfone em um pedestal e com o retorno bem colocado, não haverá diferença entre um cardióide ou outro supercardióide.

Já para aqueles usuários que se movimentam muito na igreja (um pastor que se movimenta no altar, um cantor no palco) ou até mesmo quem costuma usar o microfone cada dia em um ambiente diferente (com acústica diferente), com certeza um supercardióide será melhor, pela sua melhor rejeição à microfonia.

O cantor Roberto Carlos, que canta com um monte de retornos à sua volta, usa um modelo hipercardióide.

Sensibilidade

 A capacidade de transformar energia acústica em energia sonora. Mais sensibilidade permite usar a fonte sonora mais afastada do microfone ou trabalhar com menos volume, caso o microfone esteja próximo da fonte. Essa última opção é muito útil para evitar microfonia. Na minha opinião, um microfone mais sensível é sempre bem vindo.

Entre os microfones testados, a diferença entre sensibilidades é pequena, mas perfeitamente audível para ouvidos treinados. Nota-se claramente a necessidade de se abrir um pouco mais o volume na mesa de som. Não é muito, mas perceptível.

Mais sensibilidade pode ser muito útil para pessoas que falam/cantam em volume mais baixo, como menos sensibilidade pode ser muito útil para quem fala/canta com volume mais alto. Tudo depende da aplicação que se quer.

Pressão sonora máxima suportada

Aqui está um dos maiores problemas dos microfones de segunda linha. Um microfone pode ser excelente para uma palestra, onde o palestrante produz níveis de pressão sonora de 70 a 80 dB SPL, mas terrível para um cantor de rock que canta aos gritos (100dB SPL ou mais).

Microfones mais simples costumam distorcer quando submetidos a altos níveis de pressão sonora. Já microfones de primeira linha costumam agüentar altos níveis, 120dB SPL ou até mais que isso.

Infelizmente, essa distorção é de difícil detecção. Em muitos casos em que a distorção aconteceu por causa do microfone, a culpa foi parar na mesa de som ou na caixa de som. Somente quando trabalhamos em equipamentos todos de primeira linha é que realmente nos damos conta de que o problema pode ser por causa do  microfone. A experiência do operador de som contará muito aqui.

Claro que existem vozes e estilos musicais em que temos mais e menos volume, e dentro de uma igreja não esperamos encontrar os mesmos níveis de pressão que em um show de rock (mas às vezes é o que encontramos – os vizinhos e o Disque-silêncio que o digam). Assim, um microfone que suporte altos níveis de pressão sonora é sempre bem vindo. Poderá também ser utilizado para instrumentos musicais com alto nível de saída sonora (metais, cubos de baixo ou guitarra).

Infelizmente, essa informação é rara de ser encontrada em microfones dinâmicos (em condensadores é comum). Raros são os fabricantes de primeira linha que informam esse dado, mas pela prática dos usuários sabemos que suportam níveis bastante altos. O problema são os microfones de segunda linha. Além de não informarem nada sobre isso, muitos distorcem facilmente.

Este artigo serve de base para conhecer os detalhes dos microfones, para então procedermos a um teste sonoro da qualidade deles e finalmente a compra. Fizemos um teste de com vários microfones das marcas citadas acima. O mesmo se encontra em http://www.somaovivo.mus.br/testes.php?id=20

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Revisado em 14/Mar/2008

  1. David Fernandes:
    Bersan.

    Gostaria apenas de fazer uma observação sobre o padrão polar de captação dos microfones super e hipercardióides.

    Vc escreveu:

    [quote:773eh6gi]
    O SM-58 (nossa base de comparação) é cardióide. Hoje, se tem dado preferência aos microfones supercardióides por uma melhor rejeição de sons indesejados (cardióides têm um ponto "cego", supercardióides têm dois pontos). Diminuem os problemas de vazamento e de microfonia.

    [/quote:773eh6gi]

    Estes tipos de microfones têm um lóbulo traseiro e devemos tomar cuidado com eles. Se posicionarmos um monitor diretamente à frente de um mic super/hipercardióide, com certeza haverá microfonia.

    Veja a figura:

    [img:773eh6gi]http://i178.photobucket.com/albums/w245/dafern/SomAoVivo/002.jpg[/img:773eh6gi]

    Este é o cuidado que devemos tomar quando utilizarmos microfones super/hipercardióides e spots para monitoração.

    []'s
  2. bersan:
    Olá David,

    Boa sua lembrança. Microfonia vai dar sempre que não se respeitar o diagrama polar dos microfones. Tá tudo lá no manual, aquele que o pessoal costuma jogar fora junto com a caixa, um minuto depois de testar o microfone.

    Mas, quanto ao fato de serem cardióides, super ou hiper, tanto o Edu Silva do Audiolist e o Fred, professor do IATEC, ambos peazeiros de grandes shows, eles preferem o uso de supercardióides para palco, principalmente com cantores que se movimentam muito, por ter sempre dois pontos cegos. Tanto que o Beta é supercardióide.

    Uma surpresa para mim foi o D660. Nunca havia trabalhado com hipercardióides. Na loja, a caixa de testes estava a pouco mais de 90º, e qualquer exagero dava microfonia, tanto em cardióides quanto supercardióides. Com o D660, acabaram na hora, as microfonias pararam. Mas notei que, ao virar a boca um pouco só para o lado, a captação do microfone caia muito.

    De qualquer jeito, para igrejas, onde os usuários quase sempre estão na mesma posição, sem se movimentar muito, o tipo de microfone vai importar menos que um bom posicionamento dos retornos.

    Fernando.
  3. David Fernandes:
    Oi Fernando.

    Vc escreveu:

    [quote:3k0ghvss]
    Mas, quanto ao fato de serem cardióides, super ou hiper, tanto o Edu Silva do Audiolist e o Fred, professor do IATEC, ambos peazeiros de grandes shows, eles preferem o uso de supercardióides para palco, principalmente com cantores que se movimentam muito, por ter sempre dois pontos cegos. Tanto que o Beta é supercardióide.

    [/quote:3k0ghvss]

    Eu concordo com isso, desde que vc tenha muita pressão sonora no palco e precise evitar vazamentos... é muito eficiente na microfonação da bateria, por exemplo.

    Qd vc tem o volume controlado no palco e um sistema de monitor bem equalizado, esta necessidade fica minimizada.

    Mas na verdade, eu só queria chamar a atenção para o lóbulo traseiro deste tipo de mic.

    []'s

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