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Meu primeiro Studio R

Quando alguém cita os grandes nomes do áudio brasileiro, pode ter certeza que o nome do engenheiro Ruy Monteiro estará na lista. O “seu Ruy”, como é chamado, trabalha com áudio há 40 anos. Mais especificadamente, amplificadores e potências. Participou do projeto de amplificadores notórios, como o Gradiente A-1, Nashville NA-1600 e NA-2200 e o Micrologic M-1000. Além de terem marcado época como os primeiros produtos nacionais verdadeiramente profissionais (produzidos nas décadas de 70 e 80), o projeto já era muito bom, tanto que ainda existem muitos no mercado em pleno funcionamento.

No final dos anos 80, o seu Ruy abriu sua própria empresa, a Studio R. Começou fabricando mesas de som e Direct Box, mas no início dos anos 1990 firmou o nome da empresa com amplificadores de altíssima qualidade e resistência. A série de amplificadores Heavy Duty é simplesmente lendária: é difícil ver um desses com defeito. São os amplificadores preferidos dos profissionais: é grande a quantidade de trios elétricos que usam a marca.

Qual o segredo da marca? Projeto, qualidade, resistência e proteções. As décadas de experiência em projeto de amplificadores do seu Ruy o fazem saber perfeitamente o que funciona e o que não funciona, o que é essencial e o que não passa de penduricalho. Um excelente exemplo são as fontes de alimentação. Como o fornecimento de energia elétrica é precário em muitas regiões do Brasil, fazer uma fonte que aguente trabalhar com grandes variações de voltagem é uma dessas necessidades imprescindíveis. Outro exemplo: tudo o que precisar ser fixado deve ser muito bem preso. Nada de encaixes, mas sim soldas, por que as condições das estradas brasileiras não são as melhores. Tudo isso, evidentemente, influencia na qualidade geral do aparelho e na resistência do mesmo. Aliás, os exemplos citados acima também são o motivo pelo qual os amplificadores importados não fazem muito sucesso aqui no Brasil.

Quanto às proteções, os fabricantes costumam ter várias linhas de produtos. Alguns tem uma linha simples (básica), com poucas proteções; uma linha média (já com mais proteções) e outra top de linha, cheia de proteções. Um exemplo é a Ciclotron, com a linha DBK (simples – proteção de temperatura e DC), a linha PWP (acrescenta circuitos AutoRamp e proteção contra curto) e a linha TIP (completa linha de proteções, incluindo limitadores de potência). Vários outros fabricantes trabalham assim: Oneal, Staner, Machine, etc. têm diversas linhas e preços. Mas a Studio R, ao contrário, só tem uma linha – a top de linha! Não se encontra potência da Studio R que não seja cheia de recursos e proteções.

Não estou dizendo que uma potência simples não seja boa. Funciona, e funciona bem. A série DBK da Ciclotron, por exemplo, é a mais vendida do Brasil. São amplificadores confiáveis. Mas quando a gente trabalha com potências profissionais, cheias de circuitos de proteção, é muito mais fácil de trabalhar. Um exemplo, mínimo mas importante: nos amplificadores profissionais, ao se ligar o amplificador, o mesmo não inicia logo com potência máxima, mas sim devagar. O volume é aberto aos poucos, por causa da existência de um circuito chamado AutoRamp (ou SoftStart ou SoftOn, depende do fabricante). Pois bem, a falta desse circuito pode provocar a seguinte cena: alguém liga o amplificador quando alguma fonte sonora está funcionando e pronto: todo mundo (inclusive quem opera o sistema) toma um susto enorme. Imagine isso em uma igreja, com crianças e idosos. Eu já presenciei várias vezes e sempre foi a causa de merecidos brigueiros dos responsáveis da igreja em relação à equipe de som.

Outra situação em que o circuito de proteção é essencial: o operador de som erra e começa a trabalhar com níveis de sinal exagerado. Um amplificador normal entrará em clipping e o som sairá distorcido. Acontece que os falantes só suportam 5% de distorção. Mais que isso queimam (NBR 10.313 – a norma brasileira atual). Assim, se o operador não perceber o que está acontecendo (e em igrejas isso acontece muito, gente que acha que as luzes do amplificador são somente de enfeite), o prejuízo será grande! Já um amplificador com circuito limitador não deixará acontecer nem o clipping nem a distorção, ou restringirá a distorção a um limite suportável pelos falantes.

Note também que,apesar de toda a qualidade por trás da marca Studio R, outros fabricantes também tem produtos na mesma linha de qualidade e resistência, também cheio de proteções. O elogio que fiz até agora foi para o uso de potências de série profissional no lugar dos modelos mais simples. O único problema é que as séries profissionais são muito mais caras que as séries simples. Um TIP custa 50% a mais que um DBK de mesma potência!

Bem, isso aqui era para ser um teste de equipamentos, e não um artigo! Mas essa introdução foi necessária, pois o que vou citar daqui para baixo vai fazer uma grande diferença para todos nós. Não vou nem entrar nas diferenças de “qualidade sonora” – porque é subjetiva, e segundo porque acho que nem tem tanta diferença assim no som entre um DBK e um TIP, por exemplo, também não vou entrar nas especificações técnicas (que sim, fazem diferença). Mas o que vou comentar abaixo mudará sua forma de ver os amplificadores para sempre!

Em 2005, a Studio R lançou uma série revolucionária: a série X. O seu Ruy, do alto da sua experiência, sabia que uma grande parcela do peso, tamanho e custo de um amplificador reside na sua fonte de alimentação. Quanto maior à potência, mais pesada, mais cara e maior a fonte seria. Chegou-se ao cúmulo de, um amplificador de 5.000W RMS ter 5U de altura e 50KG de peso. A grande “sacada” do seu Ruy foi desenvolver uma linha de amplificadores com fonte diminuta, mas sem perder a qualidade. Para os mais técnicos, parece que ele desenvolveu um amplificador classe H com qualidade de AB, dando origem a uma nova classe, chamada AB variável. Para quem não se preocupa com isso, resta saber o seguinte: amplificadores levíssimos, pequenos e potentíssimos. Veja um exemplo:

Studio R ACE – 2.400W RMS – 1U de altura, 11kg (o ACE é o irmão menor da família X)
Studio R X5 – 5.600W RMS – 2U de altura, 15,5kg
Studio R X12 – 11.000W RMS – 2U de altura, 17,5kg – o amplificador mais potente do mundo!

Essa série é realmente fantástica. Só para dar um exemplo real, vários trios elétricos baianos, cuja estrutura física já não suportava mais o peso de dezenas de amplificadores, trocaram os antigos pelos da série X, podendo aumentar em muito a potência mesmo com equipamentos menores e mais leves. E sem comprometer a qualidade: que ficou a mesma ou até melhorou!

Por último, os preços dos amplificadores também diminuiu. Uma fonte menor significa menos fio, menos cobre e aço, menos custo. Os Studio R ficaram mais baratos que seus similares de mesma linha. Mas ainda continuam com preços altos, de top de linha. Também, não é para menos: o menor amplificador da série X, o X1, começa com 1.200W RMS!

Bem, por causa do segmento de mercado (top de linha), a Studio R é a primeira opção dos profissionais, mas era a última do pessoal das igrejas. O custo sempre foi fator muito importante nas igrejas, e além disso a maioria delas simplesmente não precisa de amplificadores de 1.200W RMS ou mais. Assim, é raro encontrar Studio R em uma igreja (a não ser nos grandes templos, onde o pessoal costuma investir mais), enquanto os Ciclotron DBK são os mais vendidos para esse fim. Vá em qualquer loja de equipamentos e pergunte qual o mais vendido para os igrejas. Eu fui em várias, e a resposta invariavelmente era uma só: Ciclotron.

Pois bem: atento a esse mercado, o seu Ruy resolveu lançar uma linha para concorrer diretamente nesse segmento. Lançou os Z500 (500W RMS – mesma potência que o DBK 2000), o Z700 (700W RMS, pouco menos que o DBK 3000 – 750W RMS), e o Z900 (900W RMS, pouco menos que o DBK 4000 – 1.000W RMS). São amplificadores classe AB, 4 Ohms, com completos circuitos de proteção (equivalentes à série TIP, não à série DBK), mais leves (5kg desses modelos da Studio R contra  10Kg do DBK 2000, 13Kg do DBK 3000 e 14Kg do DBK 4000) e mais baratos que os DBK! Um Z500 está custando em média 100,00 reais a menos que um DBK 2000! Isso sem contar a garantia de 3 anos da Studio R contra a de um anos ou dois dos concorrentes.

Veja só essa situação: os Studio R Z500, Z700 e Z900 são muito melhores, muito mais resistentes, garantia maior e preço menor que qualquer concorrente brasileiro. Desculpe comentar, mas não tem mais para ninguém! Produto arrasador! Um amigo lojista vendeu em duas semanas 10 Studio R Z500, e nenhum DBK 2000! Ou melhor, muita gente de igreja (que não entende muito) até procurou o DBK 2000, mas quando viu o Studio R com mesma potência, qualidade superior, preço menor e garantia 3 vezes maior, não tiveram dúvidas.

Para mim, que todo final de semana faço eventos da igreja em um lugar diferente, o peso sempre foi um fator preocupante. Já estou acima de 30 anos, sou sedentário e minhas costas simplesmente não aguentam mais carregar equipamentos pesados. Um amplificador de 5Kg é muito bem vindo! Imagine trocar um único DBK 4000 por 3 Studio R Z900 com praticamente o mesmo peso! Vai ser um alívio, tudo será mais simples.

Este é o painel traseiro da série Z500/Z700/Z900. Note as entradas balanceadas e a chave para seleção de modo paralelo, típicos de amplificadores profissionais. Série DBK não tem nada disso. Série PWP tem. Para ficar perfeito, só faltou a opção “brigde”.

Tchau Ciclotron, foi bom enquanto durou. Mas já estou de “amor” novo, meu Z700 já está encomendando. Aliás, deixe aproveitar a oportunidade:

Vendo amplificador DBK 3000, muito bom, serigrafia perfeita, nunca deu problema,…

——————

Informação acrescentada em 19 de dezembro de 2006.

Chegou, chegou, o Z700 chegou. O primeiro impacto foi pegar o amplificador na caixa e sentir os 5,5 Kg da caixa (0,5kg de embalagem). A novidade foi sucesso na loja toda: todo mundo parou para ver, para sentir o peso! Já em casa, tirei algumas fotos só para comparar. Vejamos:

O Z700 é bonitão em comparação com o DBK 3000. E são dois U do Z700 contra três do DBK . Na frente, só a chave liga-desliga e as luzes indicativas de funcionamento. A ausência das alças de transporte indica claramente a sua finalidade: para ser usado em rack de equipamentos. A frente do DBK é toda feito em aço, enquanto a frente do  Studio R é em plástico. No rack, dura para sempre. Fora do rack… A vantagem é que isso reduz o peso.

Os atenuadores (erradamente chamados de “volume”) não estão na frente, mas sim atrás. Em 99% dos casos, eles estão sempre no máximo, logo, porque deixá-los na frente? De qualquer forma, pessoalmente acho a solução de atenuadores de baixo perfil na frente do DBK ótima, mais fácil de trabalhar na hora do 1% que precisamos mexer. Note, do lado esquerdo do Studio R, as entradas balanceadas, e do lado direito a seleção de aterramento (pode vir aterrado na carcaça ou não).

Uma falha da Studio R: o DBK tem indicação da amperagem do fusível e o Studio R não tem. Apesar da informação constar no manual, seria muito melhor que constasse no próprio produto. Espaço para isso sobra. Uma pequena falha nos detalhes, mas que pode trazer uma dor de cabeça quando estamos nas cidades do interior e sem manuais por perto.

Detalhe do painel traseiro. Tudo muito bem explicado e com opções profissionais: entradas XLR, chave estéreo/paralelo, etc. Os bornes aceitam facilmente fio de 4mm de bitola, enquanto os bornes do DBK mal mal aceitam fio 2,5mm.  Ambos aceitam o plugue banana.

O comprimento do DBK também é maior do que o Studio R. Menor em altura e em comprimento e quase 1/3 do peso, tudo isso na mesma potência. Além do DBK ter comprimento maior, ele tem dois anteparos que se projetam para além do corpo do amplificador. Esses anteparos tem uma função bastante interessante:

Eles permitem ao DBK ser transportado e colocado em pé sem “machucar” o cabo de força e os bornes. No Studio R, isso é impossível. Mas é necessário lembrar que o Studio R é projetado para trabalhar somente instalado em rack. Aliás, cabe lembrar do ditado: “equipamento em rack dura, fora do rack…”.  De qualquer forma, a Studio R poderia lançar um modelo com alças e com anteparos, pelo menos opcionais. Ponto para a Ciclotron!

Aproveitando ainda a foto acima, note como o DBK é completamente perfurado por baixo para a colocação dos parafusos, enquanto o Studio R é absolutamente limpo, tanto embaixo quanto em cima. Nota 10 para design.

Essa é a foto do duto de refrigeração do Studio R. Não dá para ver direito, mas por dentro desse duto não há componentes eletrônicos, apenas um dissipador de calor. O duto é selado, isolado dos componentes eletrônicos, e isso traz uma grande vantagem: preserva-se os componentes da poeira ambiente. Além disso, o Rodrigo, diretor comercial da Studio R, comentou em um workshop que já teve cliente que usou o amplificador debaixo de chuva e, após abrir para verificar os danos no aparelho, notou que ele estava completamente seco, apenas o duto molhado. Nada como um excelente projeto!

Já esse é o duto do DBK 3000. Dá para ver claramente que os componentes eletrônicos estão bem próximos. Isso é um problema, pois a poeira ambiente é toda jogada para cima dos componentes, gerando com o tempo problemas de mal contato. Para evitar isso, a Ciclotron protege o ventilador com um pequeno filtro, e até envia outro sobressalente. Mas depois de alguns anos, de uso, acaba-se sem filtro mesmo, como pode-se notar pelas primeiras fotos.

Infelizmente, não deu para tirar fotos da parte interna. Quando eu já buscava a chave Philips, notei a existência de um selo de garantia.

Quanto ao manual, aqui a Ciclotron dá de 10 a zero. Enquanto a Ciclotron envia um bastante decente manual devidamente encadernado, o da Studio R não passa de uma impressão (laser, pelo menos) grampeada. As fotos do produto ainda são antigas, a parte que fala sobre a bitola dos cabos é completa até demais, e por isso confusa. Falam em um tamanho de cabo para ruído rosa, outro para axé, outro para rock, etc.. Ora, porque não fazer uma tabela só, mais simples, e dimensionado para a pior das hipóteses (o ruído rosa)? Essa parte no manual da Ciclotron está muito melhor, mais fácil de entender.

Fora isso, graves “redondos” e agudos “claríssimos”. Até os D210Ti passaram a “falar mais” do que com o DBK 3000.

 

  1. bersan:
    Olá gente,

    após escrever, tive ainda algumas dúvidas. Estou postando aqui tanto a dúvida quanto a resposta da Studio R, que foi muito legal.

    -------------
    Olá,

    estive olhando o site de vocês.

    Em uma página (onde tem vários modelos, mostrando um em cima do outro) vocês falam em

    Z500 = 500W RMS / Z700 = 700W RMS / Z900 = 900W RMS

    Na página que tem uma tabela comparando esses modelos com a concorrência, aparece:

    Z500 - 300W RMS/canal (entendo que sejam 600W RMS totais)
    Z700 - 375W RMS/canal (entendo que sejam 750W RMS totais)
    Z900 - 480W RMS/canal (entendo que sejam 940W RMS totais).

    Fui olhar no manual, consta lá 500W RMS totais ou 300W RMS desde que apenas um canal esteja em funcionamento. O mesmo para o Z700.

    Gostaria de solicitar a correção, já que as páginas no site não indicam essa diferença, e alguns podem se complicar por causa disso. Eu tive dúvida, e tive a curiosidade de conferir no manual. Muitos não terão, e parecerá um erro do site.

    De qualquer forma, pergunto o porquê disso. Nunca vi fabricante algum
    especificar potência desta forma. Aliás, deixem-me perguntar o seguinte: sei que os amplificadores, quando em uso somente um canal, costumam entregar mais potência por causa da fonte, superdimensionada para um canal mas fator limitador de potência quando em uso de dois. No caso do Studio R série Z, vocês falam em "fonte superdimensionada", mas parece que não é tão superdimensionada assim. Gostaria de uma explicação técnica, se possível, por causa da diferença entre um só canal em uso e os dois simultaneamente.

    Escrevi um pequeno teste do StudioR e postei em um site que administro na internet. Se alguém quiser ir e comentar/corrigir algo que esteja errado, agradeço. O endereço é: [url:m6dnkbgc]http://www.somaovivo.mus.br/testes.php?id=9[/url:m6dnkbgc]

    Fernando
    www.somaovivo.mus.br
  2. bersan:
    Resposta da StudioR
    -----------------------

    Caro Fernando,

    Muito obrigado por nos escrever, por utilizar nossos produtos e pelos
    elogios feitos no texto em sua página!

    Parabéns pela redação e pelo conteúdo do artigo. Ficamos realmente felizes em saber de sua satisfação com a marca e honrados por sua iniciativa em relatar suas impressões de forma tão completa, sincera e competente.

    Sobre sua observação, devemos dizer que, na tabela comparativa com os
    concorrentes, falamos sim que se trata de uma medição separada de canais. Veja o link novamente: http://www.studior.com.br/z500e700.htm

    Repare que consta a observação entre parenteses logo abaixo do item potência por canal: "Potência por canal:(medido separadamente)"

    Nós fizemos isso porque os concorrentes citados e testados, originalmente
    colocam as especificações por canal medidas separadamente. E isso pode ser facilmente averiguado medindo-se a potência real destes aparelhos. O problema é que muitos deles omitem essa informação.

    Repare que sempre declaramos a potência total dos produtos com ambos os canais operando. Sendo assim, o Z.500 é vendido como possuindo 500 watts RMS estéreo. Mas em alguns concorrentes, a potência total especificada é tão somente a soma da potência de cada canal medida individualmente, o que ao nosso ver é incorreto e jogada de marketing. Logo um concorrente com potência estéreo especificada em 600 watts, pode ter na verdade bem menos do que isso. Nós não fazemos isso! Mas achamos necessário demonstrar isso ao consumidor isso de alguma maneira. Por isso medimos esses amplificadores dessa maneira no comparativo, com o devido parenteses.

    A fonte é realmente superdimensionada, por isso que ela apresenta essa
    diferença de potência quando medidos os canais separadamente. A fonte do Z.500, por exemplo, consegue fornecer sem problemas 500 watts RMS contínuos aos estágios de saída quando estes funcionam simultâneamente. Mas se apenas um canal operar, a potência pode subir para mais de 300 watts RMS neste canal. Outros amplificadores da concorrência funcionam de modo inverso, só dando 300 watts RMS com um canal medido individualmente e cerca de 250 watts RMS com ambos canais operando (pois a fonte "arreia"). Mesmo assim, eles especificam o amplificador como possuindo 600 watts RMS estéreo.

    Esta na verdade é uma das grandes "peculiaridades" desse novo mercado que acabamos por descobrir, entre outras.

    Quanto ao seu excelente artigo, apenas uma pequena retificação: retificação quando fala a respeito das chaves bridge (não trabalham em bridge esses amplificadores. A chave a qual se refere é de seleção de modo estéreo ou paralelo).

    Novamente, muito obrigado e estamos à total disposição!

    Um forte abraço,

    Norberto Iazzetta e equipe Studio R
    STUDIO R Eletrônica LTDA.
    Tel.: (11) 5031-8660 / 5031-3600
    FAX: (11) 5034-1006 / e-mail: [email protected]

    Visite nosso Site: www.studior.com.br
    Entrem em nossa comunidade no Orkut:
    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2316838
  3. bersan:
    Ainda, o pessoal da Studio R mandou o seguinte e-mail:
    -----------------
    Fernando,

    Obrigado mais uma vez pelo depoimento.

    Em nosso site, temos uma seção onde colhemos depoimentos de usuários de nossos produtos. Tomamos a liberdade de colocar um link para sua página. Ele se encontra no seguinte endereço: www.studior.com.br/opine.htm

    Abraços,

    Norberto Iazzetta
    STUDIO R Eletrônica LTDA.
    Tel.: (11) 5031-8660 / 5031-3600
    FAX: (11) 5034-1006 / e-mail: [email protected]

    Visite nosso Site: www.studior.com.br
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  4. bersan:
    Depois que chegou o aparelho e fiz as comparações com o DBK 3000 ao vivo, pedi para o Norberto dar uma revisada. Ele mandou a seguinte resposta:

    A indicação de fusível no aparelho, o manual barato e a falta de anteparos
    se devem exatamente ao processo de redução de custos. A nossa idéia, para podermos produzir um aparelho com toda esta potência e qualidade ao custo mais baixo possível, foi a eliminação do que consideramos cosmética ou dispensável em benefício da técnica. A indicação de fusível se encontra no manual do aparelho, bem destacada. Mas para que esta indicação fosse feita no painel, precisaríamos ter uma serigrafia para cada modelo, o que aumentaria seu custo, mão de obra e logística de produção. Pode parecer algo desprezível, mas numa economia de escala representa boa diferença de valor para o usuário final, somada a outros fatores como a impressão de manual com uma apresentação menos elaborada mas conteúdo completo (até demais em alguns pontos, como você observou). Os anteparos também foram suprimidos com vista neste objeto. Todas estas pequenas coisas, que parecem pouco, aumentariam o preço do amplificador se lá estivessem e, na realidade, não compensam seu custo e nos permitem manter a qualidade do amplificador ao preço mais baixo possível de modo que mais pessoas possam adquiri-lo.

    No caso de excesso de informações no manual, no que diz respeito à fiação, esta foi uma solicitação de profissionais de áudio para os amplificadores de alta potência. Achamos conveniente manter para a linha toda. Afinal informação nunca é demais! Mas concordamos que pode ser confusa para muitos. Tentaremos tornar o manual mais didático neste ponto e agradecemos a sugestão.

    Vale ressaltar que apenas a Série Z de "2 ohms" é toda AB variável. O Z700, bem como toda a Série Z de "4 ohms" são AB puros. No final do texto fica apenas um pouco confusa essa diferenciação entre Série Z de 2 e 4 ohms. Apenas um detalhe.

    Fotos internas do aparelho nós preferimos não divulgar ainda, pois existem muitas boas sacadas do ponto de vista técnico que não desejamos que a concorrência veja e copie. Claro que eles sempre podem comprar, abrir e copiar, mas preferimos que eles comprem pra ver pelo menos. ;-)

    No mais, agradecemos novamente pela atenção dispensada, pelas retificações e pelos comentários em seus artigos. Esperamos sempre contar com sua preferência por nossos equipamentos.

    Abraços,

    Norberto Iazzetta e equipe Studio R
    STUDIO R Eletrônica LTDA.
    Tel.: (11) 5031-8660 / 5031-3600
    FAX: (11) 5034-1006 / e-mail: [email protected]
  5. gope:
    Só tenho uma coisa a dizer:
    [b:2olzevh9]ENFÚ!!!!!!!!!!!!!!!!!![/b:2olzevh9]
    Uau! Bom mesmo! Pena a falta de indicação do fusível e outros pequenos detalhes, como os atenuadores...
    É incrível, tanta potência em tão pouco peso.
    Acredito que a tendência seja essa. Mas por ser aparentemente frágil, deve ganhar mais algumas proteções externas.

    Abçs!
  6. bersan:
    Oi Rafa,

    atenuadores eles tem, só que ficam atrás. A solução da Ciclotron (e Staner também) de fazer atenuadores na frente em baixo perfil é mais elegante, mas apenas isso. Não se usa muito os atenuadores de amplificador.

    Ele não tem aparência frágil nem precisa de reforço. Ele precisa é de um rack. O Studio R é um amplificador profissional, e profissionais usam racks. Equipamento no rack dura muito, fora do rack não dura nada.

    Fernando
  7. gope:
    Me espressei errado!
    Não quis dizer que não tenha atenuadores, maissim o modo como eles estão.
    E sobre a aparente "fragilidade", o problema é empresas de sonorização sempre estão viajando, já ouvi casos de equipamento danificado em Case, foi um amp de uma empresa daqui de Vila Velha. Foi essa a preocupação que tentei transmitir.

    Abçs!
  8. Anonymous:
    Cara parece ser show mesmo!! Se não tivéssemos comprado um Oneal (na verdade nunca tinha ouvido falar desse studior), tinha que ser um desses!! Que bom que uma empresa brasileira está tão preocupada com a qualidade e durabilidade dos seus produtos... 8) 8)
  9. bersan:
    Olá Mateus,

    estranho um baiano não conhecer os StudioR. 7 em cada 10 trios elétricos baianos usam Studio R.

    Dados apresentados na palestra.

    Fernando
  10. Anonymous:
    hehehe :D :D :D não estranhe tanto... se vc me perguntar o nome de um bloco que saiu este ano eu não sei....
  11. studioefestas:
    Olá a todos.
    Comprei meu primeiro Studio-r Z700 há cerca de 4 meses e estou MUITO satisfeito com a sonoridade, peso (em kg e em graves).

    A linha studio-r já conheço bem, desde os pesados BX, ANTARES e HOMMA , que já usei e simplesmente mandavam MUITO nos woof de 15 na época, cerca de 12 anos atrás.

    Há pouco vendi um dos meus antigos aparelhos e comprei um Z500, usado mas em perfeito estado e ainda com garantia de 2 anos..rss

    Parabéns ao pessoal da Studio-r pela excelência em equipos.
    Estou muito satisfeito.
  12. bersan:
    Olá Studioefestas, seja bem vindo ao SomAoVivo.

    pagou quanto no Z500? Achou onde?

    Eu estou atrás de um bicho desses à tempos, mas não encontro usado para vender. Estou querendo aposentar um DBS 1500 e reduzir 10kg no peso de um rack, trocando o DBS por um desses.

    Um abraço,

    Fernando
  13. Gerson:
    Muito bom, também possuo um DBK3000, e sei qt um bichinho desse pesa, principalmente qnd tenho que guardar todo equip. para ir embora.
    Já tinha lido algo sobre a série X, os cara arrebentam, são muito bons mesmo!!!

    Parabéns som ao vivo, o artigo é show...

    Gerson.
  14. isinho:
    Após as caixas, nosso plano (meu, no caso) é pegar um Z500 pros nossos retornos e passar pra frente nossa DBL 2000...

    Aliás, alguém sabe quanto conseguiríamos na nossa DBL 2000???
  15. CMS:
    Hoje NOVEMBRO DE 2010 vale a pena dar 1.200,00 em um STUDIO R Z700 ?
    para montar um pequeno som de festa !
    abraços pessoal!
  16. Gregho:
    Adquiri um StudioR Z700 com a fonte queimada. Quero substituí-la por uma fonte convencional, para usar em meu set residencial. Contudo, não sei qual a tensão de alimentação para encomendar o trafo. Já fiz consulta à StudioR e não obtive qualquer resposta. Não pretendo usar a fonte original, em vista de incompatibilidade com meu equipamento atual. Alguém poderia me ajudar, informando essa tensão?
  17. Gregho:
    O contato foi via e-mail e já faz algum tempo. Creio que deve ter acontecido realmente algum problema, em razão da seriedade dessa empresa. Agradeço muitíssimo pelo retorno.
  18. Gregho:
    Amigos da StudioR,
    Devo entender que a corrente total seria de 9A, correto? Quero também pedir desculpas a essa empresa, por te-la citado de forma depreciativa, injustamente. Mais uma vez obrigado.

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