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Captação e Amplificação do Baixo Elétrico em PA


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Descrição: Aprenda a amplificar esse instrumento em eventos ao vivo
Categoria: Elétricos e eletrônicos  ::  Tipo: Perguntas e respostas
Data: Sáb 08 Jan 11 19:40  ::  Visitas 5016
Palavras-chave: amplificar instrumento ao vivo baixo contrabaixo


ARTIGO EM CONSTRUÇÃO


De: sergiomendes
Data: Qui 17 Jun 10 08:56

alguem aqui tem ideia de qual o nivel de sinal de um baixo eletrico passivo ?

--
Sérgio Mendes Coelho




De: Edu Silva
Qui 17 Jun 10 09:59

Já medí. Um baixo comum, passivo, com os controles de volume e tom no máximo, "joga" picos de uns 700 mV ao tocar normalmente; 1 V num estilo mais agressivo e picos de 2 V em slaps. Claro, depende muito dos captadores, esses são valores corriqueiros.

Uma observação importante:

Só porque o baixo toca notas graves, não significa que não emita sons médios e agudos. Já observou o espectro de uma nota emitida por um? Vai a vários kHz. Um slap então...  Veja por exemplo a nota MI mais grave (41 Hz) num baixo elétrico:





Ela se estende até perto de 2 k, e olha que é a nota mais grave! Um slap tem harmônicos até vários kHz, invadindo a zona das freqs agudas.

--
Edu Silva



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De: jcaguiar§aol.com
04/09/2000 20:53
Assunto: [Audio List] Conectado um baixo eletrico

Posso conectar um baixo elétrico num canal convencional de uma mesa de som ?

Sei que isto é básico, mas um amigo me afirmou que as características de amplitude e frequencia de um baixo podem danificar o canal da mesa, por isso os músicos utilizam caixas individuais (??!!!)   Mas se utilizarmos uma direct box, não poderíamos derivar o sinal para a mesa ? Como é feito nos grandes sistemas de PA ?

José Carlos
São José dos Campos - SP




De: "Solon do Valle" <svalle§bigfoot.com>
04/09/2000 21:43

Caro José Carlos:

A conexão de um baixo elétrico a um canal de mesa jamais estragará nada! No entanto, a impedância de saída de um instrumento passivo é muito alta (da ordem de 100k ohms) e a impedância de entrada das mesas é, em geral, de 10k ohms. Isso acarretará descasamento de impedâncias e forte perda de agudos.

Num instrumento ativo (com pré embutido), a impedância de saída é baixa e a conexão à entrada de linha da mesa trará ótimo resultado. O ideal para o instrumento passivo é o uso do direct box (DI) ativo, que casará as impedâncias e níveis. Sua saída, porém, deve ser ligada à entrada de microfone da mesa. É assim que se faz em grandes sistemas de P.A. e em estúdios de gravação.

Por outro lado, a conexão de um instrumento ativo através de direct box também é vantajosa, pois a conexão à mesa passa a ser balanceada e de baixa impedância, ajudando a reduzir o ruído.

Sólon do Valle




De: jcaguiar§aol.com
04/08/2000 22:53

Puxa Sólon, muito obrigado pela pronta resposta.  Entretanto me perdoe, mas elaborei mais dúvias baseadas na sua resposta.

1 - Quando você generaliza "instrumento passivo", isso se aplica aos captadores passivos para os violões também, certo ?

2 - Devo utilizar a entrada de microfone com a DI para utilizar uma entrada balanceada, certo ? Então não é só a minha mesa que tem entradas de linha não balanceadas ? (ha ha ha ha)

José Carlos
São José dos Campos - SP




De: "Solon do Valle" <svalle§bigfoot.com>
05/08/2000 11:01

Quando falei em "instrumento passivo", estava pensando em captadores magnéticos, cuja impedância sobe com a frequência, o que explica a perda de agudos com o descasamento. Se o captador passivo para violão é semelhante a um captador de guitarra (magnético), vale o que foi dito.

Agora, se o captador é piezoelétrico (cristal), a situação se inverte: sua impedância desce com a frequência e, portanto, ao ligá-lo numa entrada de baixa impedância, a perda será de graves. Novamente, é preciso usar o DI. Escolha um modelo com impedância de entrada bem alta (250 k ohms ou mais). Para ter esta impedância de entrada, o DI será fatalmente do tipo ativo (com amplificação).

A saída do DI é de baixa impedância e baixo nível, por isso é necessário ligar na entrada de microfone da mesa, que tem alto ganho. Assim, tanto faz se a entrada de linha é balanceada ou não - ela não tem nada a ver com o negócio, a entrada de microfone é escolhida pelo alto ganho e não por ser balanceada.

Sólon do Valle



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De: "Vagner" <vagner§supportinformatica.com.br>
24/02/03 12:55
Assunto: [Audio List] Ligar cubo p/ baixo em linha na mesa

Ola,

Preciso ligar um cubo para baixo Crate BX100 em linha na mesa de som e não estou conseguindo. A mesa é uma LL Star 12 canais. A saida de linha do amp é balanceada com plug XLR e a entrada no mixer é com plug P10 mono. O máximo que eu consigo é um chiado... O que eu poderia fazer? Seria problema com o aterramento do cubo?




De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
25/02/03 11:41

Certamente o cabo foi feito de maneira errada. Se voce unir os pinos 2 e 3 do XLR, o sinal será anulado. Veja como fazer, na figura abaixo.

O pino 2 do XLR é o "vivo" (sinal); os pinos 1 e 3 vão ligados juntos (terra).





Edu Silva



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De: Silas Moura <silaovoz§yahoo.com.br>
27/09/03 01:57
Assunto: [Audio List] AMPL. DO BAIXO CLIPANDO NA MESA!!!

Alguém poderia dar umas ou uma dica para uma jovem rapaz q está ingressando agora no áudio?? Como faço para o ampli. do baixo não chegar mais "clipando" na mesa? Já tentei reduzir o ganho e volume do ampl. mas... voces conhecem os baixistas né?? Não adianta sempre vem o dedão... e aumenta, os caras nunca se ouvem!!!!

Não sei se tem alguma coisa a ver mas, eu uso um DI da condor bem fraquinho, seria ele o culpado tambem?? Deveria comprar um DI ativo pois a captação do baixo é ativa, ou realmente isso não tem nada a ver???

Realmente chega a ser absurdo o volume e ganho que tenho que colocar lá no ampli. Chega somente ao 1, passou disso ele já vem pra mesa "clipando", o que me gera alguns ruídos indesejáveis de vez em quando!!!

E é lógico, todo músico quer se ouvir em seu side ou cubo, no meu caso o baixista fica "amarrado" ao que a mesa lhe der nos retornos, sem ter liberdade nehuma para dar um volumezinho de leve, o que já pode causar problemas!!

Como se trata de uma sonorização em igreja não preciso de grande SPL, mas em se tratando do baixo, dá pra trabalhar sem exageros!!!

Me deem uma luz Please!!!!   ajuda

Um abraço a todos!!!




De: "sosthenes junior" <sosthenesjunior§bol.com.br>
27/09/03 14:52

Não entendi: voce esta gravando, ou isto acontece ao vivo? Voce está "tirando" o sinal de um Amplificador"?

Quanto ao Direct Box: o direct box é um casador de impedância! Portanto serviria para solucionar o seu problema e não para causa-lo!

Tire o sinal direto do DI (sem passar pelo amplificador do baixo). Não vejo nenhuma possibilidade de dar problemas)




De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
29/09/03 17:16

Silas Moura escreveu:
Como faço para o ampli. do baixo não chegar mais "clipando" na mesa?


Voce não explicou de onde sai o sinal para a mesa, mas normalmente se liga o baixo na DI, e dela saem 2 sinais: um para o amp e outro para a mesa.





Se o sinal está clipando a mesa, é melhor ligar na entrada LINE em vez da MIC (na mesa), usando um cabo com plug P10 ou com um adaptador XLR fêmea/P10 macho. As entradas de linha (line) suportam niveis de sinal bem mais altos que as de microfone e também são balanceadas. Não há problema com impedância.

Mas se voce liga a DI na saída de linha do amplificador, pode estar aí o problema: o nivel nessa saída é bem mais alto que num baixo, e se sua DI não for boa, poderá distorcer com o nivel de saida do ampli e ainda clipar a entrada da mesa.

Para resolver, voce pode montar um simples pad (atenuador) que reduz o sinal em 20 dB:

Monte o pequeno circuito abaixo com apenas 3 resistores, que lhe dará -20dB de atenuação. O mic irá "enxergar" uma impedância em torno de 3k ohms, e trabalhará feliz. Os valores dos resistores não são críticos, voce pode usar valores proximos (1k3 e 360 ohms, por exemplo), desde que sejam todos de metal film com 1% de tolerância.


                     (1)-------------------------(1)
                              ____
                     (2)-----|____|----o---------(2)
                    pinos     1330     |
                                      | |          
    MIC ---> XLR FEMEA                | | 365 ohms   XLR MACHO --> MESA
                                      | |
                              ____     |
                     (3)-----|____|----o---------(3)
                              1330
                           resistores


Voce pode aproveitar um cabo comum já existente e montar o circuito inteiro dentro do conector macho (o que vai na mesa):





* dessolde os fios que vão nos pinos 2 e 3;

* solde um resistor de 365 ohms entre esses pinos;

* pegue um resistor de 1330 ohms e solde um lado no pino 2, e o outro no fio que ia nesse pino;

* faça o mesmo no pino 3;

Pronto!! voce tem um cabo atenuador de 20dB.  Tirando onda

Experimente o pad antes da DI (ou seja, logo na saida do amp, se é dai que voce pega o sinal), e dela vá à entrada LINE da mesa.


BAIXO ---> AMPLI ---> PAD ---> DI ---> MESA (LINE IN)


Citação:
Não sei se tem alguma coisa a ver mas, eu uso um DI da condor bem fraquinho, seria ele o culpado tambem??


O som do baixo depende diretamente da DI. Se ela não for boa, adivinha o que acontece?  Neutral

Citação:
Deveria comprar um DI ativo pois a captação do baixo é ativa, ou realmente isso não tem nada a ver???


Pelo contrário: se o baixo já tem um pré embutido (ativo), a DI aão precisa ser ativa, basta que seja de boa qualidade.

abraços,
Edu Silva



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De: "Marcelo Silva" <marceloaulas§ig.com.br>
12/08/03 21:47
Assunto: [Audio List] Dierect box para Contrabaixo

Gostaria de saber, se é possovel gravar contrabaixo sem o Direct Box, e se não for possivel, qual modelo é legal para gravar... Gravei o baixo direto na mesa é Um Tobias de 6 Cordas, mais não me agradei do Timbre que gravou.




De: "E.Souza" <eliezer§digitalsound.com.br>
13/08/03 10:41

Experimente gravar com um directbox e você verá que vai continuar não gostando. Use o cubo que você gosta e capte o sinal com um microfone, aí você deverá conseguir o som que você está acostumado.

Abraços
Eliézer




De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
15/08/03 05:57

Marcelo Silva escreveu:
Gostaria de saber, se é possovel gravar contrabaixo sem o DirectBox, e se não for possivel, qual modelo é legal para gravar...


É possivel. Voce pode ligar direto na mesa se ele for ativo (detalhes abaixo), pode usar seu amplificador e microfonar, ou extrair o sinal da saida de linha (line out, direct out ou peamp out) deste. Pode tambem usar um pré adequado. Ou tudo junto.

Citação:
Gravei o baixo direto na mesa é Um Tobias de 6 Cordas, mais não me agradei do Timbre que gravou.


O baixo é ativo ou passivo?

    * Se for passivo, eis o problema: esse tipo de instrumento (seja baixo ou guitarra) precisa ser ligado a uma entrada de alta impedância (pelo menos 500K, de preferência 1M ou mais), para bom desempenho. Mesas tem impedância de entrada de aproximadamente 2k (mic) ou 10k (line), inadequadas ao serviço. A consequência é um som "fraco" e sem graça.

    * Sendo ativo (usa uma ou duas baterias de 9V), voce pode ligar direto na mesa, pois ele tem um pre-amplificador dentro que dá aos captadores a alta impedância de carga de que necessitam e entrega à mesa (ou o que quer que venha depois dele) um sinal com nivel mais elevado e impedância compatível.

A função da direct box (DI) é essa: dar ao instrumento uma alta impedância de carga, para que possa trabalhar direito. A saida balanceada não é primordial em estudios, apenas em PA. Com um bom baixos ativos, a DI é dispensável no estúdio - você pode ligar direto na mesa ou pré.

E.Souza escreveu:
Experimente gravar com um directbox e você verá que vai continuar não gostando.


Depende da DI. Você nunca experimentou uma valvulada... Razz

Citação:
Use o cubo que você gosta e capte o sinal com um microfone, aí você deverá conseguir o som que você está acostumado.


Nem sempre dá certo: o cubo pode não ser bom, o microfone também pode não ser essas coisas, e aí... adeus, baixo. E por melhores que sejam amplificador, caixas e microfone, os graves verdadeiros (fundamentais) quase não aparecerão, em especial na primeira (e mais importante) oitava, de 40 a 80Hz. Deficiência dos proprios componentes do sistema, incluindo aí a sala onde se realiza a gravação.

A melhor opção em boa parte das vezes, consiste em usar as duas técnicas: microfonação e DI (ou saida direta do amp).

  • Ligue o baixo numa DI (ou pré) e dela divida o sinal em dois: um vai para a mesa, outro ao amplificador (veja o manual da sua DI sobre como fazer).

  • Ponha um microfone (SM57, MD421, etc) em frente ao falante como numa caixa de guitarra e corte os graves.

    Na verdade, nem precisa ser um aparelho especifico para baixo, um de guitarra servirá bem, mas de preferência valvulado. Não precisa de graves nele, pois estes virão do canal que recebe a DI. Dê um pouco de distorção no amplificador e na mixagem vá equilibrando os canais (DI/amp) até encontrar o ponto certo.

  • Se não tiver DI, puxe o sinal de uma saida de linha no amplificador, mas não mexa nos graves dele: equalize na mesa, retirando baixas frequencias apenas no canal do amp e se quiser, atenue os agudos no canal direto. Equilibre a gosto.

    Obs: será preciso experimentar diversas posições do microfone em frente ao falante até atingir o "ponto G", não tenha preguiça. Ele deve estar entre 15 e 50 cm da frente da caixa. Apontando para o centro do falante, terá um som mais brilhante; para a borda, mais abafado. Posicione a caixa de forma que fique longe de paredes e chão (use uma estante), evitando reflexões.

  • Se você cortar os graves no canal do microfone e talvez agudos no canal direto, não terá problemas com fase entre eles, mas se notar algum efeito estranho (tipo um phaser ou semelhante) que não puder ser eliminado variando a distância do microfone, inverta a polaridade do sinal em um dos tracks. Isso pode ser feito usando no microfone um cabo XLR com os fios dos pinos 2 e 3 invertidos em apenas uma das pontas. Voce pode tambem usar o recurso "flip polarity" ou equivalente em seu soft de gravação (consulte o manual ou help).

    Se não resolver (caso raro) basta atrasar ligeiramente o track direto (uns poucos ms) até que "case" com o microfonado. Geralmente isso não costuma ser preciso, se fizer como sugerido.

  • Sobre processamento, voce pode usar efeitos diferentes em cada canal, por exemplo comprimir 3 ou 4:1 (ataque de 10 a 50 ms, release de 200 ou 250 ms, redução de ganho até 6 dB nos picos) no canal direto e deixar o microfonado natural, apenas com a compressão da propria caixa (dai a vantagem de uma valvulada).

  • Equalização: Para melhor inteligibilidade no baixo, especialmente nas mixagens para rádio e TV, procure um pequeno reforço (no canal direto) pelos 100 ou 200Hz e dê uma queda abaixo dos 80Hz, esta última para não sobrecarregar os falantes, que na maioria dos sistemas não chegam até ai.


Ah, as dicas acima servem melhor para pop/rock. Musica mais amena costuma pedir apenas baixo direto, com DI ou pré. Ou até baixo acústico, microfonado com um bom condensador.

Edu Silva




De: "joaopaulojp2002" <joaopaulojp2002§yahoo.com.br>
15/08/03 11:54

Uma pergunta: Qual é a impedância de entrada comum nos amplificadores para contra-baixo (desde os cubos mais simples até cabeçotes)?

Pergunto pelo seguinte, quando estou sonorizando eventos eu ligo o instrumento na DI, mando a saída paralela para o ampli e a balanceada p/ a mesa (normal). Mas sempre fico matutando, se a entrada (line) do ampli tiver uma impedância meio baixa vai esragar tudo, não vai adiantar a DI ter uma alta impedância de entrada, pois está ligada em paralelo com a entrada do ampli.




De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
15/08/03 20:36

Citação:
Qual é a impedância de entrada...


Costuma vir no manual...  Geralmente de 500K em diante, e nos valvulados, bem mais. Quanto maior, melhor. Como são feitos para instrumentos, ja levam esse fator em consideração.

Citação:
... se a entrada (line) do ampli tiver uma impedância meio baixa vai esragar tudo...


Bons amplificadores tem alta impedância de entrada, não se preocupe. Mas se a DI for passiva, pode acontecer dela ter impedância baixa demais (poucas centenas de k ohms) e ela sim, atrapalhar quando no uso de baixos e guitarras passivas.

Prefira as DI's ativas com transformador na saida, alimentadas pelo phantom. DI's passivas funcionam melhor em teclados.

Edu Silva



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De: bonao§bol.com.br
08/01/05 22:58
[Audio List] Adicionando agudos no meu contrabaixo

Ola listeiros,

O som do meu contrabaixo não esta me agradando muito ultimamente (eu tenho um condor bc-600) e não consigo acrescentar os agudos desejados (principalmente na parte de slaps) que vejo na maioria das gravações profissionais. O Contrabaixo esta com cordas novas e foi regulado por um bom luthier. Eu já fiz as seguintes ligações:

baixo -> preamp behringer MIC100 (na entrada p10 com impedancia 1M) -> SB Live

e

baixo -> SB Live

Eu não gostei do som de nenhumas da ligações.

OBS: Meu baixo tem captação ativa mas eu não sei exatamente sua impedancia. Existe um jeito de medir? Alguém tem alguma sugestão?

Grato
Daniel Felipe




De: renemaklima§yahoo.com.br
17/01/05 01:09

Nos modelos com os quais tive contato da Condor, não senti um agudo digamos "proeminente"... Porém não conheço todos e pode ser só questão de regulagem.

Pode parecer bobeira mas, você já tentou reduzir os graves? Será que não são os médios que estão faltando? No baixo, às vezes, algumas pessoas confundem médios com agudos, não que esse seja necessáriamente seu caso.

Um equalizador gráfico logo na boca do baixo pode ser a solução... ou problema, se você usar um compressor logo em seguida. Converse com os guitarristas próximos a você, normalmente eles querem o contrário, ou seja, "engordar" o som.

Espero não ter atrapalhado, afinal são só idéias...

P.S. O Baixista que toca comigo adquiriu recentemente um Condor (não sei exatamente o modelo, mas é ativo com 5 cordas) e se queixou também, disso.



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De: ginetongino§yahoo.com.br
20/10/05 06:53
Assunto: [Audio List] Baixo em linha e microfonado no pa

Gostaria de tirar uma duvida. É que eu estava pensando em mandar para o pa o sinal do baixo microfonado e em linha para melhorar o sinal (resposta) do baixo no pa. É comum esta tecnica em pa? Se nao, quais da sera melhor???

Obrigado e agradeco!!!




De: Edu Silva bahi0387§terra.com.br
20/10/05 16:50

Baixo microfonado em pequenos PAs não dá muito certo. As vezes em grandes shows, e só.

É mais comum em gravações de alguns gêneros (funk, etc). No estudio, as vezes usamos microfonar a caixa 4x10", ao mesmo tempo que enviamos o sinal de linha para a mesa, e gravamos um em cada track. Na mixagem, misturamos os dois, dosando até conseguir o som procurado.

No PA, nem sempre funciona: o sinal do microfone, além de ter menos graves, vem "contaminado" com o vazamento do palco. Nessas condições, não ajuda em nada. O certo mesmo aqui é ter apenas o sinal de linha. Este pode vir da saida direta do amplificador ou por uma DI.

E se o sinal do baixo não está bom, o problema geralmente é o instrumento, amplificador ou músico ruins. E para isso, não há microfone no mundo que dê jeito...

Razz

abraços,
Edu Silva




De: jorgelrmf§yahoo.com.br
21/10/05 00:27

Hoje tivo e oportunidade de assitir o dvd e victor wooten live in Bass day (ou algo assim) e vi que ele usava um belo microfone condensador (toda pinta de um akg que é quadrado) em frente de sua caixa 4x12 hatik sistem.

abraços, jorge marques




De: bahi0387§terra.com.br
21/10/05 09:29

Oi Jorge

Estamos falando de pequenos eventos, não de shows como esse, que é mais excessão que regra. Para cada evento onde o baixo é microfonado, centenas de outros fazem baixo em linha.

Em vídeos, é comum vermos mics de estúdio também sendo usados em alguns instrumentos. Mas seu sinal costuma ser enviado apenas à mesa de gravação ou transmissão pela TV. O PA só recebe o sinal direto (DI). Já ví também no bumbo, e no caso eram dois mics, um condensador e um dinâmico: o condensador era apenas para a gravação/transmissão, e o dinâmico era que is ao PA.

Porquê?

Mics com diafragma grande, como os condensadores de estúdio, embora de grande qualidade sonora, tem um padrão de captação muito aberto (mesmo sendo cardióides). Em baixas frequências então, são praticamente omnidirecionais. Ou seja, microfonia fácil, dá trabalho evitar.

Alguns baixistas dão ao seu instrumento uma sonoridade toda especial, que pede microfonação (lembro agora do Chris Squire, minha referência nesse instrumento), mas mesmo assim, sempre se usa também uma linha direta para a mesa, misturando os dois sinais. Nunca se usa o microfone sozinho.

Isso porque o som microfonado não tem muito "peso". A culpa não é só do microfone, mas também das caixas dos amplificadores: são raras aquelas que conseguem reproduzir bem as frequências mais baixas, como a fundamental do "MIzão" (cerca de 41 Hz). Quem duvidar, que meça e descubra...

Por isso o uso da linha direta ("line out" ou "preamp out") é mais útil, pelos motivos já conhecidos: mais e melhores graves, menos realimentação, maior facilidade na definição do timbre pelo músico na passagem de som, etc. Principalmente nos eventos menores, onde o palco é relativamente pequeno e muito do som do amplificador do baixo "vaza" para a platéia.

Quem quiser microfonar o baixo ao vivo, que pelo menos use um dinâmico (o velho SM57, por exemplo) ou condensador de diafragma pequeno (eletreto), para maior rejeição aos sinais laterais. Microfones para bumbo de bateria nem sempre servem para baixo, graças à "equalização embutida" que às vezes trazem. Mas alguns modelos com resposta mais plana servem, como os Audix e Audio-Technica os quais cito com frequência aqui.

E sempre tenha também o sinal de linha (com uma DI box) para combinar com o mic, preservando os graves mais profundos (lembre que pode ser necessário inverter a polaridade de um dos sinais). E nunca endereçe o sinal do mic ao retorno, não é necessário e só serve para criar realimentação (microfonia).

E lembre sempre: o microfone não pode "consertar" um baixo ruim ou músico inexperiente.

Edu Silva




De: ginetongino§yahoo.com.br
21/10/05 22:53

Oh Edu... sera que se eu colocasse um eletreto microfonando o baixo e tambem vindo uma linha para a mesa? O sinal do eletreto trabalhava dos medios-graves acima e a linha trabalhando os graves?

Obrigado e lhe agradeco!!!




De: bahi0387§terra.com.br
22/10/05 10:56

É bom fazer assim em gravação, nas ocasiões em que precisamos bastante detalhe e articulação nas frases do baixo. Em funk, por exemplo. Baixos fretless em jazz, desde que acompanhados de caixas adequadas (seladas e com falantes de 10") e com o colorido desejado, também se beneficiam dessa técnica. Mas isso tudo só faz sentido se o amplificador e caixas forem de boa qualidade, caso contrário, nada melhor que uma boa DI.

É preciso cuidado ao microfonar baixo no PA, pricipalmente em pequenos eventos. Na verdade, em alguns gêneros musicais, como reggae e música latina, só atrapalha: perde-se todo o grave "gordo" que tanto agrada aos baixistas e fãs do ritmo. Aqui, só uma DI ou line out resolve.

Obs: nas DI's de menor qualidade (com transformador pequeno), os graves são ruins e distorcem com facilidade. A solução é procurar uma DI decente ou mesmo a saida direta do amplificador, se existir (veja no manual). Não é dificil fazer uma, basta um simples atenuador resistivo (pad) na saida de potência.

Um problema que ocorre na microfonação é a captação dos graves do PA pelo mic do baixo, que enche a mixagem com uma "lama" dificil de eliminar. A solução é usar o microfone só para as médias e altas, cortando nele as baixas. E nunca mande seu sinal para o retorno, mas apenas ao PA.

Quem quiser tentar microfonar o amplificador do baixo quando as condições permitirem, tenha sempre um sinal direto (linha) disponível na mesa, nunca confiando só no microfone. Então: mic para médias e linha para as baixas freqs. Primeiro abra a linha, e depois complete com o mic.

É bom lembrar: o som do amplificador do baixo vaza para a platéia, e em pequenos ambientes, boa parte do que eles ouvem vem do palco, não do PA. Nas caixas da frente então, devemos apenas complementar com o que está "faltando" - normalmente médias frequências. Tentar reforçar os graves do baixo usando o PA pode dar resultados opostos, pois as baixas podem cancelar-se mutuamente, e quanto mais grave no PA, pior (as vezes, inverter a polaridade do sinal do baixo na mesa ajuda).

Ah, e só para concluir: já ví casos onde o técnico põe um microfone na frente da caixa do baixista, mas no PA só rola o sinal direto. Efeito psicológico...   Smile

É por isso que muita gente "usa" baixo microfonado e acha que funciona bem: na prática, muito pouco do sinal do mic é realmente utilizado. A maior parte vem do próprio amplificador (vazando do palco para o público) e da linha direta. Só um pouquiho do que se ouve, vem do microfone. Mesmo quando técnico não tem essa intenção (as vezes nem sabe), é o que acaba acontecendo.

abraços,
Edu Silva




De: recwiz§yahoo.com.br
27/10/05 10:49

Quando as condições permitem, eu gosto de misturar os dois sons - DI e Mic - na mix do PA mesmo, usando somente o sinal do DI para os retornos de palco caso seja necessário. Em alguns modelos mais baratos de baixos ativos, como alguns da Yamaha que hoje em dia são muito populares, os graves e médio-graves vem com pouca definição, então o Mic dá uma ajuda a arrumar a casa na mixagem.

Já para gravação, eu gosto de gravar o sinal direto via DI, o sinal de linha do amplificador - caso esse possua uma saída de linha pós-preamp - e microfonar o falante, usando tanto o SM57 quanto um bom condenser, feito o TLM 103, ou outro condensador que esteja à disposição. Depois é só cuidar pra não dar cancelamento e mixar a gosto.

Em relação a microfones para o ampli, eu já usei de tudo um pouco. O SM57 é um mic bom pra rock e outros sons que precisem de um médio bem definido e que consiga abrir caminho no meio das guitarras. Já os mics de bobina maior, podem dar mais pressão nos graves caso seja necessário. Outro microfone que surtiu efeitos fantásticos foi um modelo de microfone de fita da Royer, que por incrível que pareça trabalhou bem microfonando tanto amplis de guitarra quanto de baixo. Inclusive a Royer agora lançou um modelo que suporta phantom power pra o cara não queimar o mic de fita caso algum debilóide ligue o phantom sem querer ou sem saber do perigo.

Cordiais saudações,
Missionário José



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