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AMPLIFICAÇÃO

#1
Surgiu uma dúvida, já por diversas vezes tivemos vários fabricantes usando uma parafernália de informações em seus planfetos, então vamos a pergunta:

Pode um amplificador com um consumo 400 VA, gerar 1600w 8ohms?

E qual o tempo para sustentação dessa potencia?

Na maioria dos eventos até acredito que seja possível, mas pergunto em musica eletrônica, trance ou um techno?
 

pTjz

Moderator
Moderador
#2
Não tenho muito conhecimento sobre AMP.
Mas pelo que pesquisei e analisando puramente matemática, considerando um AMP com alta eficiência e alto fator de potência, é possível sim.
 
#3
Do ponto de vista puramente matemático, é possível ter uma potência infinita com 1VA de consumo... é tudo uma questão de por quanto tempo.

Como já levantaste o assunto, sustentação é a chave. Durante o tempo em que o amplificador entrega mais potência do que consome, essa energia excedente obrigatoriamente vem do banco de capacitores. Essa potência vai ser sustentada por quanto tempo existir carga ali. Como os bancos de capacitores podem variar, não há como dizer ao certo o quanto é isso. Mas pela grande diferença no seu exemplo, podemos dizer que será bem curto...
 
#4
Ou seja podemos gerar, digamos mais potencia que consumimos é isso?

ou seja se pegar em um regime musical como falamos antes, que a senoide é quase uma onda quadrada, ele vai dar digamos consumindo 400VA e gerar 1600W?

Eu estou assim, pois por diversas vezes vi o Fernando sendo categorico, que não se poderia tem um consumo menos que o gerado. Melhor ainda, eu fiz um cálculo doido e nao acreditei no que vi,,,,quanto é realmente 4000 V.A. em Watts?
[hr]
por favor corrijam para 400 V.A.
 

pTjz

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Moderador
#5
Tendo como base que a energia fica armazendo para ser posteriormente dispensada, ele pode gerar NUM DADO MOMENTO momento mais anergia do que consome.

Quanto a conversão, depende do fator de potência do equipamento.
W = VA × FP
 

carlosecg

Administrator
Moderador
#6
pTjz disse:
Tendo como base que a energia fica armazendo para ser posteriormente dispensada, ele pode gerar NUM DADO MOMENTO momento mais anergia do que consome.
Minha opinião de leigo no assunto: se a energia foi armazenada antes, ela já entrou na conta da entrada em algum momento. Põe um amp tocando por 1 hora e mede a potência total consumida na entrada da rede e na saída do amp durante esse período, acredito que a saída vai ser menor.
 

pTjz

Moderator
Moderador
#7
carlosecg disse:
(...) Põe um amp tocando por 1 hora e mede a potência total consumida na entrada da rede e na saída do amp durante esse período, acredito que a saída vai ser menor.
Com certeza... Até porque ele não toca em seu limite o tempo inteiro, mas consume! E também porque não existe nenhum amp com FP = 1.
Mas num dado momento ele pode gerar mais potência que a consumida neste mesmo momento.
 
#8
ok, gostei, mas como não foi falado qual o amplificador que faz isso, vamos um pouco além

se pegar qualquer ampli classe AB com esse que vocês estão falando que eu não sei qual é a classe, e digamos que ambos tenha 400 VA, qual deles daria mais punch se ambos tocassem a mesma coisa?
[hr]
lembrando bem, não estamos falando em marcas, mas em classes, por favor não entrem com fabricantes.
 
#9
Classe A consome varias vezes mais entrega com a melhor qualidade de som e fidelidade ao sinal de entrada, como os sistemas valvulados que ate hoje se encontra nos sistemas high end

Classe B consome pouco com pouca fidelidade ao som de entrada

Classe AB aliando qualidade e baixo consumo, consumindo cerca de 1,5 a potencia entregue, a studio R e uma das unicas empresas que continuou e aprimorou esta classe tendo projetos de pouco peso com potencias inacreditáveis para classe AB

Classe D baixo consumo de energia mas pouca sustentação, alguns projetos atuais tem otima sustentação a baixo consumo, estes costumam consumir menos que a potência de consumo, praticamente todas as caixas ativas hoje são classe algumas amplificadas tem classe AB nas altas e D no grave

Classe I lançado pela crown nos tops de linha da marca alia o baixo consumo da classe D com a confiabilidade na reprodução do classe A, é o que equipa os macrotec
 
#10
ótimo Kadu,,,estou gostando,,,,depois irei procurar mais dados para podermos continuarmos esse assunto, e de preferencia sem citação de fabricantes, embora no que voce falou era necessário a citação.
Já que falamos nos diversos tipos, esquecemos os classes H
 
#11
A classe não é única coisa que influencia na sustentação. Poderia até ser argumentado que só interfere na medida em que muda a eficiência. Mas o tamanho do banco de capacitores ainda vai ser importante, e em projetos mais eficientes, é comum usar um banco menor, para reduzir os custos... então não é só dizer que uma classe mais eficiente vai ter uma sustentação melhor. Sei que os classe D costumam ter uma sustentação menor, mas não sei qual exatamente o motivo disso (é uma curiosidade minha, agradeceria se alguém com mais conhecimento em projeto de amplificadores pudesse explicar). Mas qualquer classe de amplificadores pode apresentar uma potência instantânea maior na saída do que na entrada; isso é uma questão da fonte e não do amplificador.

Mas se me permitem ser chato: falar em "gerar" potência não faz sentido, nem quando a rigorosidade é relaxada. Falar em geração de energia é mais aceitável, mesmo que fisicamente incorreto. E quando falamos em potência de entrada e saída, banco de capacitores e etc, é realmente na energia que devemos pensar. E é isso que o Carlos falou: considerando-se todo o tempo do amplificador, inclusive os primeiros instantes quando ele é ligado, a energia na saída nunca vai ser maior do que na entrada, ou estamos transgredindo as leis da Física...
 
#12
Desculpe Rafael, é importante sim, pois se não o fosse não seria gastado tantas horas em aperfeiçoamentos, pesquisas, etc.etc....é tanto que desde o início venho falando em não se falar em marcas, para exatamente não se tornar em batalhões de advogados defendendo A ou B,,rs.rs.rs.rs.rs.
Temos diversos tipos de amplificadores hoje em dia, A, B, AB, D, H e mais outros, mas fiquei nesses por serem mais comumente utilizados, e realmente ainda não chegou no ponto.
Pois cheguei a um patamar além do que pensei que iria aprender aqui neste tópico, e estou vendo que estamos tendo muitas informações adicionais, pois muitos aqui, diferentemente de mim que sou apenas um curioso, vivem da profissão e precisam dessas informações para seu desempenho profissional....por isso mais uma vez insisto, guardem a tentação e vamos nos ater as dicas, independentemente de marcas.
 
#14
Desde o evento eleições que já publiquei que estou ZEN e em posição de lótus, inclusive fazendo aquele barulho de muriçoca (pernilongo) hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
 
#15
Num mi gëntú e acabo respondendÚ !

Por partes :

1 - Classe A consome varias vezes mais entrega com a melhor qualidade de som e fidelidade ao sinal de entrada, como os sistemas valvulados que ate hoje se encontra nos sistemas high end

Parcialmente certo. Amps classe A tem consumo constante independentemente do sinal. E seu rendimento é sempre baixo. Tipo para uma potencia de 10 Watts na carga, consumo de 100 watss sempre ...

2 - Classe B consome pouco com pouca fidelidade ao som de entrada

Errado, tem eficienecia melhor que a classe A, mas sua sonoridade depende apenas e tão somente da topologia do projeto, e não da classe.

3 - Classe AB aliando qualidade e baixo consumo, consumindo cerca de 1,5 a potencia entregue, a studio R e uma das unicas empresas que continuou e aprimorou esta classe tendo projetos de pouco peso com potencias inacreditáveis para classe AB


Errado novamente, a sonoridade depende MAIS UMA VEZ apenas e tão somente da topologia do projeto. O rendimento ainda é relaticamente baixo, algo entre 60-80% do consumo !

3 - Classe D baixo consumo de energia mas pouca sustentação, alguns projetos atuais tem otima sustentação a baixo consumo, estes costumam consumir menos que a potência de consumo, praticamente todas as caixas ativas hoje são classe algumas amplificadas tem classe AB nas altas e D no grave

A falha esta no tercho POUCA SUSTENTAÇÃO DE POTENCIA, mais uma vez isso esta vinculado apenas e tão somente ao projeto do equipamento e de sua fonte.

Sem citar marcas, um com 500 W canal, aguenta essa potencia apenas no CICLO 33-66, outra aguenta essa potencia quase que em regime continuo ...

Classe I lançado pela crown nos tops de linha da marca alia o baixo consumo da classe D com a confiabilidade na reprodução do classe A, é o que equipa os macrotec

Existem outras marcas com sonoridade tão boa quanto e mesma durabilidade e com principios de funcionamento semelhantes ...
 
#17
oi heriberto, fui pesquisar um pouco sobre a classe d para colaborar com seu tópico. Vou precisar citar as fontes do meu estudo.

No site da empresa Bang-Olufsen diz:

"Durante décadas, os amplificadores foram produzidos através de projetos analógicos (Classe A e AB), que são muito ineficientes e resultam em produtos volumosos, pesados ​​e caros. O ciclo de inovação de conversão analógica de potência de áudio chegou à sua maturidade e quase nenhuma inovação pode ser feita lá.

Por outro lado, a mudança ou as técnicas de amplificação classe D estão apenas no início do seu desenvolvimento. Estas tecnologias carregam um grande potencial para a entrega muito maior eficiência e performance de áudio, tornando os produtos de áudio mais confiável, de alta qualidade, tamanho menor, e que envolve custos mais baixos.

Em vez de regulação de potência linear usado em amplificadores classe AB, o que leva a perdas de energia em transistores de potência, amplificadores Classe D usam transistores de comutação que operam apenas em duas fases - "on" ou "off. Quase sem perda de energia ocorre no transistor e quase toda a energia é transportada para o transdutor.

Alguns classe D tem desempenho de áudio no nível de amplificadores classe AB, significativamente maior eficiência energética, muito menor e mais leve, em alguns modelos dispensa o uso de dissipadores de calor externo, diminuiu também significativamente os custos de produção, maior integração dos componentes, resultando em mais liberdade de design e produtos mais atraentes".
[hr]
(google tradutor)
no site da meyersound diz:

"A pesquisa da Meyer Sound descobriu que, a fim de reproduzir música sem compressão do sinal, o amplificador de potência deve ser capaz de manter a reprodução de uma onda senoidal de amplitude máxima (ou seja, onde amplitude do pico da onda senoidal atinge o balanço máximo disponível tensão sem cortes) em sua carga prevista de pelo menos 500 milésimos de segundo. Meyer Sound refere-se a potência média durante estes 500 milissegundos como "poder explosão verdade." Potência de pico deve durar pelo menos 100 milissegundos, a fim de ser útil para a reprodução de música. Todos os alto-falantes com alimentação própria Meyer Sound cumprir este critério, e essa classificação será incluído nas folhas de dados para estes produtos. Até agora, a Meyer Sound não publicou as especificações relacionadas com a potência de pico de esta explosão."
[hr]
no site da Lab Gruppen diz:

"Classe designada TD, alcança a mesma alta eficiência da Classe D, enquanto evita suas inerentes desvantagens.
A Classe TD Lab Gruppen mantém a mesma qualidade sonica pura/original/imaculada de um tradicional amplificador Classe AB."
[hr]
no site da denominado autoforum diz:

"Fonte é calculada em cima de corrente, não de potência.

Você faz uma fonte que te dá 250V com 30A. Isto significa que ela "segura" 7500W, não importa se em carga resistiva ou indutiva.

É impossível que essa fonte dê mais que 7500W em carga indutiva. Não existe isto. Não existe amplificador que dê mais potência em cima de alto-falante. Simplesmente porquê potência é tensão multiplicada pela corrente.

Você pega um amplificador, em REPOUSO, e dá um ÚNICO pulso, saturando à vontade. E mede a tensão na saída desse único pulso.

Ou seja, você consegue medir a potência MUSICAL. Tem um pico forte, a fonte não satura, os capacitores seguram. Tudo lindo.

O problema? Bota pra tocar um GRAVÃO. Esqueça o pancadão e o TUC TUC. Bota lá umas batidas de 3, 5 segundos. Será que vai entregar 3000W durante os 5 segundos?

O que ele deve fazer é o mesmo que o Fosgate faz. Um bom banco de capacitores e uma fonte minguada. Enquanto tem energia nos capacitores, ele entrega 3x mais potência que a fonte aguenta. Depois de 15 segundos, o fosgate cai pra 1/3 da potência.

Ou seja, na teoria, falar em medidas de potência musical é lindo... só falta o amp entregar a potência por mais que alguns ciclos seguidos."
[hr]
o site da empresa jands diz:

"No caso de amplificadores de áudio que parecem gerar mais potência de saída de potência de entrada a "magia" está na fonte de alimentação, que extrai energia da alimentação e armazena-alimentação para uso por parte elétrica de saída de condução do alto-falante (s). A fonte de alimentação (entrada) pode ser considerada uma fonte constante e, portanto, em termos de nossa equação de conversão de energia amplificador acima do tempo de entrada (Tempo IN) é muito longo, que se aproxima do infinito. Por outro lado, o sinal de saída de ser música ou discurso é geralmente muito rajadas na natureza, que consiste em muitos picos de muito curta duração, separadas por longos períodos de amplitude muito menor. Assim, o amplificador é capaz de produzir curta duração rajadas de alta amplitude de potência de saída, enquanto desenha muito menos (mas maior duração) de potência da fonte de alimentação eléctrica.

A capacidade de armazenamento da fonte de alimentação determina diretamente a capacidade do amplificador de entregar grandes explosões de energia necessária para reproduzir adequadamente a dinâmica ea transitoriedade de reprodução de música e é a razão pela qual alguns amplificadores têm mais 'soco' do que outros.
Fotográficos flashes eletrônicos operam usando um princípio semelhante. Estes dispositivos produzem um flash muito intenso de muitas vezes de luz maior que uma lâmpada doméstica, mas a arma flash funciona em um punhado de pilhas AA. Como poderia o flash, possivelmente, produzir tal saída de alta (de energia) de tal uma fonte de alimentação de baixa capacidade? Como amplificadores de áudio, a resposta é tudo sobre o tempo. A arma de flash produz uma alta potência muito curto pulso de duração, tipicamente 1/1000 de um segundo de duração. A entrada de alimentação é composto por 4-6 pilhas alcalinas AA. No entanto, estas baterias conduzir uma fonte de alimentação que leva cerca de 30 segundos para carregar um capacitor de armazenamento. Nós podemos fazer alguns cálculos aproximados para qualificar o processo:
As pilhas alcalinas têm uma tensão terminal de 1.5V e são capazes de produzir em torno de 0,5. Seis células ligadas em série iria produzir um total de 6 x 1,5 V = 9V. A energia elétrica é calculado multiplicando-volts de abastecimento de corrente de carga. Assim, a potência de entrada produzido por esta fonte é de 9V x 0,5 = 4,5 watts. Assumindo o fornecimento leva 30 segundos para carregar o condensador de armazenamento, a energia total armazenada seria 4,5 watts x 30 segundos = 135 Joules.
Assumindo 100% de eficiência, se o tubo de flash, em seguida, descarrega esta energia em 1/1000 de segundo, a potência de saída eficaz da arma de flash pode ser calculado como 135 Joules / 0,001 segundo = 135.000 watts. Vamos olhar para esses números de novo;
Potência de entrada = 4,5 watts, a potência = 135.000 watts.
Em outras palavras, a potência de saída (durante o flash) é de 30.000 vezes maior do que a potência de entrada da fonte de alimentação (baterias). E tudo é feito sem quebrar, dobrar ou ferir as leis da física. Então, da próxima vez que alguém tentar lhe dizer que não é possível para um amplificador (ou qualquer outro dispositivo) para produzir mais potência de saída de potência de entrada, você pode querer sugerir que eles revejam suas ensino médio livros didáticos de física."
[hr]
mais da jands:

"Amplificador métodos de medição e padrões (e como eles se relacionam com o mundo real)

A última peça do quebra-cabeça são os métodos utilizados para medir e avaliar amplificadores de áudio. Por exemplo, uma especificação amplificador típico pode ler algo como isto:
Potência de saída, ambos os canais acionados, 4 ohm carga = 4.000 watts / canal = 8.000 watts totais.
Alimentação de corrente @ 230V = 8A
Entrada de energia elétrica pode ser calculada por 230 x 8A = 1840W.

É fácil supor a partir disso que 1840 watts em 8000 watts produz OUT. No entanto, este não é o caso, como essas duas classificações são medidos utilizando métodos muito diferentes.

A especificação de potência de saída é uma indicação do sinal máximo sem distorção do amplificador pode entregar em impedância de carga declarada. Infelizmente, não existe um padrão comum usada por todos os fabricantes de modo sempre prestar muita atenção para a seção de notas da folha de dados para obter detalhes sobre o método de ensaio utilizado. Por exemplo, os números acima foram obtidos por conduzir o amplificador com um sinal de onda senoidal em várias freqüências e aumentar a amplitude de saída até que a distorção atingiu 0,35% THD. Diferentes fabricantes podem escolher limites de distorção diferentes. Quanto maior a distorção do limiar superior a especificação de potência de saída resultante. Alguns fabricantes até mesmo usar de curta duração rajadas de onda senoidal, em vez de classificações "contínuo", mas isso é assunto para outro artigo. Basta dizer que a potência de saída é uma boa indicação da potência máxima do amplificador pode entregar com segurança. No entanto, ele não se baseia em típico material de programa, ou seja música ou fala.

Por outro lado, as especificações sobre o consumo de energia de corrente são baseadas em um padrão comum a estas especificações são utilizadas para determinar o tamanho do condutor do cabo de alimentação e ligado fichas associadas, tomadas, disjuntores etc. Todos estes componentes são abrangidos pela segurança eléctrica códigos ao redor do mundo.
IEC 60065 define o teste padrão a ser usado para determinar a corrente (e conseqüentemente potência) extraída da fonte de alimentação eléctrica. Ele afirma que a unidade em teste deve ser medida a operar em "condições normais de operação".

Obviamente, isso é difícil de definir, pois depende do material do programa que está sendo amplificado na época, então o padrão define um sinal de teste a ser utilizado para simular 'material do programa normal ". IEC 60065 estabelece que «o aparelho é operado de tal forma a proporcionar um / 8 da potência de saída não-cortada para a carga nominal, usando um sinal de teste de ruído rosa filtrado com 22.4Hz largura de banda - 22.4kHz.

Duas especificações completamente diferentes obtidos utilizando métodos de ensaio completamente diferentes. Não presuma que se relacionam diretamente com as mesmas condições, ou seja, no caso do amplificador acima, ele não chamar a 8A da rede ao mesmo tempo oferece 8.000 watts de potência de onda senoidal.

O Resumo

Amplificadores de áudio são conversores de energia.
O coração de qualquer amplificador é a sua fonte de alimentação.
Fontes de alimentação de armazenamento permitem amplificadores para oferecer maior potência de saída (mais de duração menor) do que a energia de entrada.
Potência de saída do amplificador e da rede de consumo (potência de entrada) especificações baseiam-se em completamente diferentes métodos de medição. Não presuma que se relacionam diretamente com as mesmas condições."
 
#18
Marcelo Barros, com a colaboração de Denio Costa no site da nextpro amplificadores diz:

"1. Por que são necessários novos métodos para medir a potência dos amplificadores profissionais atuais?
Os amplificadores profissionais evoluíram para tirar proveito das características naturais da música. E isso já vem ocorrendo há muito tempo. Porém tornou-se necessário recorrer a procedimentos novos para especificar a real performance destes amps da nova geração (ex: Crown´s I-Tech, Crown´s MacroTech-i, Lab.Gruppen´s fP/fP+, Powersoft´s, Next Pro-R e outros). Se tais amps forem medidos pelos métodos tradicionais, os resultados não serão condizentes com as suas performances de campo.

2. Quem então está errado? Os fabricantes destes amps moderninhos ou as normas tradicionais?

Nenhum dos dois! Tais normas foram estabelecidas há várias décadas e nem sequer visavam o áudio profissional, mas equipamentos de uso residencial. Portanto não se trata simplesmente de certo ou errado. Mas simplesmente, inadequado.

O fato é que, quando uma análise técnica resulta em especificações drasticamente destoantes dos resultados auditivos é hora de repensar a estratégia de medição. Afinal o propósito das especificações técnicas sempre foi o de traduzir em números a performance prática do equipamento. E nunca o contrário!

Querem um exemplo de especificação inconsistente com a realidade? Vejamos:

A tradicional norma IEC-268, na parte de medição de potência, instrui a aplicar um sinal senoidal contínuo de 1kHz, na menor carga possível (resistiva) e abrir o volume até que a distorção harmônica atinja 1%, mantendo esse regime por um período de 8 horas ... (!!)

Ao final dessas 8 horas, mede-se a tensão na saída do amp e calcula-se a potência para a carga em questão.

Se fizermos isso com uma Crown I-Tech, ou talvez com uma Powersoft Série K, provavelmente ao final dessas 8 horas não teremos na saída nem a potência de um amp de fone de ouvido! Pois estes já terão entrado em limitação térmica há muito, muito tempo!

Porém se usarmos qualquer um destes amps para sonorizar um evento de 8 horas, no final observaremos um desempenho bem mais compatível com a performance declarada nas especificações do fabricante do que com a potência de um amp de fone!!

A essência dos procedimentos “alternativos” reside em se empregar um sinal senoidal tone-burst, isto é: um sinal senoidal interrompido e cíclico (e de fato bem mais parecido com a música) ao invés de um sinal senoidal contínuo. O restante do procedimento se mantém basicamente igual."
[hr]
Solón do Valle disse na revista musitec:

"POTÊNCIA DE SAÍDA
O Digilite 6.4, acompanhando uma tendência moderna dos fabricantes de amplificadores para uso profissional, segue a norma EIA RS-490, que estabelece que a potência é medida com uma senóide de 1 kHz, interrompida em bursts de 33% - isto é, na medição o sinal fica ligado durante cada 33 ciclos e desligado durante 66 ciclos.

Com isso, a potência máxima é atingida durante 1/3 do tempo, em média, e a potência média entregue pelo amp é de 1/3 daquele máximo. Por que isso? Pelo fato de que, na maioria dos estilos, a música também é assim: curtos períodos de alto nível, entremeados com períodos bem mais longos de níveis baixos. Embora nem todos os fabricantes e usuários concordem com esta norma, bons sistemas de áudio vêm se baseando nela. Os próprios alto-falantes, que têm potência musical (curta duração) bem maior que a bem maior que a contínua, se adaptam bem a esse princípio. No entanto, outros tipos de música e de efeitos podem exigir potência contínua, ou quase isso, do sistema. A amplificação de certos instrumentos musicais, como teclados,
guitarra e contrabaixo, também pode demandar alta potência contínua. Nestes casos, damos razão aos defensores da potência contínua. Cada qual tem suas razões."
[hr]
mais do Solón na musitec

"Note que a potência máxima máxima é atingida durante curtos intervalos de tempo, apenas o bastante para reproduzir o ataque de um som de grande amplitude. Após esse intervalo, o processador efetua uma rápida compressão do sinal, reduzindo a potência a valores mais seguros. As figuras mostram, para cargas de 2 ?, de 4 ? e de 8 ?, a forma de onda do sinal na saída, com o amp excitado ligeiramente acima do ponto de
saturação. Observe que não ocorre distorção, apenas compressão do áudio após o tempo de ataque. Veja as figuras 2 a 4."
[attachment=718]
[hr]
no site da hotsound existe uma tabela para comparar o metódo tradicional e o mais adequado para se medir a potência dos novos amplificadores:

[attachment=719]

"Logo, o objetivo do novo método não é “inflar” especificações e muito menos lhe dar um “aspecto vantajoso”; mas tão somente adequar velhos procedimentos às novas soluções encontradas no áudio profissional."
[hr]
basicamente os classe d são amps que trabalham em PWM (sigla em inglês para Pulse Width Modulation, ou Modulação por Largura de Pulso). Vou recorrer ao wikipedia para uma definição basica do PWM

"A modulação por largura de pulso (MLP) - mais conhecida pela sigla em inglês PWM (Pulse-Width Modulation) - de um sinal ou em fontes de alimentação envolve a modulação de sua razão cíclica (duty cycle) para transportar qualquer informação sobre um canal de comunicação ou controlar o valor da alimentação entregue à carga.

A PWM é utilizada em reguladores de tensão eficientes.
Pelo chaveamente de tensão na carga, com a razão cíclica apropriada, a saída se aproximará do nível de tensão desejado.
O ripple da tensão chaveada normalmente é filtrado com um indutor e um capacitor
Um método mede a tensão de saída. Quando seu nível é menor que a tensão desejada, a chave é ligada. Quando a tensão de saída é maior que a tensão desejada, a chave é desligada."
 

Attachments

#19
no site da empresa Crown diz que "as técnicas mais comuns de classe D e PWM possuem grandes desvantagens em termos de confiabilidade e fidelidade em relação aos analógicos. E que teve de quebrar a cabeça desenvolvendo uma solução para o problema de confiabilidade que acabou resultando em uma invenção que eles chamam de classe I(Macrotech I e I-Tech HD. Não confundir com XTI, XLS e outras linhas inferiores da marca).

Em nenhum momento em seus artigos, afirma que essa solução supera em fidelidade os bons analógico que eles mesmos citam, apenas os superam em eficiência (consumo de energia)."
[hr]
após essa publicação do heriberto, passei a observar com mais atenção a folha de dados dos fabricantes mais comuns citados aqui no forum,

como exemplo, no site da fbt consta números atraentes para os amplis classe d:
600w rms no falante + 300w rms no driver com consumo de 640va para a promaxx 14a.

mas e a potência continua?
400w + 200w = 600w, bem mais próximo da eficiência de um classe d para fonte de 640va

mas isso por quanto tempo?
daí teremos o (*)
*CONT: 500mS

que é o valor que foi o valor resultante da pesquisa citada:
"A pesquisa da Meyer Sound descobriu que, a fim de reproduzir música sem compressão do sinal, o amplificador de potência deve ser capaz de manter a reprodução de uma onda senoidal de amplitude máxima (ou seja, onde amplitude do pico da onda senoidal atinge o balanço máximo disponível tensão sem cortes) em sua carga prevista de pelo menos 500 milésimos de segundo. Meyer Sound refere-se a potência média durante estes 500 milissegundos como "poder explosão verdade."

no mesmo site procurei o modelo stagemaxx com potencia atraente
400w alto falante + 100w driver para um consumo de 450va

mas e a potência continua?
350w+80w, abaixo dos 450va

um produto que está com 800w continuo por 500mS, é o subwoofer mitus 118sa com consumo de 640va

pelo texto da meyersound, esse tempo vai atender a maioria dos programas musicais e dar tempo de recarregar os capacitores para gerar nova explosão.

"porém se temos um banco capacitivo para poder especificar que meu amp dá milhares de watts por até 500ms. Só que como o Heriberto disse, os transientes de algumas música podem ser tão rápidos dentro desse tempo de sustentação, que a fonte precisaria ter uma enorme potência e velocidade para carregar todos esses capacitores em tempo. E quanto mais rápido, menor é a necessidade de armazenar, pois o que a fonte produzir será imediatamente utilizada."
 
#20
em outro texto que encontrei, diz:

"assim como a música sem compressão é em absoluto mais fiel que sua versão comprimida (MP3, AAC etc), a amplificação analógica é mais fiel que a digital. Porque então o MP3? Economia de espaço, custo e processamento. Porque então o classe D? Economia de espaço e energia.
Mas, no fringir dos ovos, não passa de economia em detrimento de qualidade. Ainda!"