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Artigo MIC IN e LINE IN em mesas de som: uma tremenda confusão

pTjz

Moderator
Moderador
#61
Depende do que você usa nele.
Se você usa um MIC ou algum sinal já nivelado para MIC, você pode usar a saída dele via XLR na entrada MIC IN da mesa.
Se você usa um instrumento sem nivelamento via P10 você deve usar a saída P10 no LINE da mesa.
 
#62
Boa tarde, muito bom artigo!
Tenho uma dúvida, na minha igreja utilizamos microfones (com fio) e instrumentos (violão, teclado, guitarra e baixo), ambos vão para uma medusa e saem na mesa, utilizamos 2 caixas de P.A que tem opções line e mic, ambos xlr.
Utilizamos 2 caixas ativas thump de retorno, porém. Elas só tem entrada line.
Na mesa eu tenho opção de xlr, ou p10. Se eu ligo o Master da mesa no line do p.a, fica com volume muito baixo, então eu deixo sempre no mic. O certo então seria utilizar os instrumentos nas entrada p10 da mesa? Não perderia timbre do violão, por exemplo? Obs: tenho opção de utilizar direct passivo ou ativo, porém se eu ligasse o phamtom poderia queimar tudo então?
Desculpe a ignorância e o trabalho amigo! Por favor, me dá um help!
Última pergunta: vc faz consultoria? Nesse caso por onde entro em contato pra saber disponibilidade e valores?
Um abraço
 

pTjz

Moderator
Moderador
#64
@Gabrielferrero correto, sem o uso do DIRECT você tem que entrar o violão no P10 da mesa e compensar a falta de volume com o ganho.
Usando um direct você passa a usar o XLR da mesa.

Quanto a usar o violão no XLR com o Phantom, sim, você corre o risco de danificar a eletrônica do violão e também de queimar o canal.
 
#65
boa Noite bersan , Pode tirar uma dúvida minha ?
Eu tenho um notebook , Uma mesa da oneal 6 canais e Uma caixa csr 5500a Ativa
quando eu coloco um cabo p10(masterdamesa)/rca(line in da caixa ) o som até que sai legal
mais quando coloco um cabo p10/p10 ( saida da mesa e mic in da caixa ) o som sai perfeito
meu fader da mesa fica no minimo e o som ja sai ótimo ( deixo a caixa toda em flat )
ambos nao clipam . SERÁ QUE EU CONSIGO SER DJ DESSE JEITO , OU TENHO QUE ME CONTENTAR COM A LINE IN MESMO ?
pois se ambas nao clipam , taria mesmo assim estragando minha caixa ?

Em sonorização, basicamente temos dois tipos de fontes sonoras que ligamos nas mesas de som: microfones e instrumentos.

Microfones existem dos mais variados tipos e formatos. A maioria é feita para voz, mas existem inúmeros feitos para uso específico com instrumentos musicais, aliás, muitos feitos especificadamente para um determinado tipo de instrumento. Mas ainda assim, é tudo microfone.

Já quando falamos em instrumentos, a coisa complica, porque existem vários tipos. Existem os instrumentos acústicos, que produzem som por si só. Em geral, são dotados de caixas ou tubos de ressonância (o “corpo” de um violão é sua caixa de ressonância), que amplificam o som das cordas ou peles vibrando ou do ar passando, caso dos instrumentos de sopro.

Só que os instrumentos acústicos, em sonorização, geralmente são microfonados. Ou seja: para levarmos estes equipamentos à mesa de som, precisamos de microfones. Então, para o entendimento deste artigo, não vamos nos ater a este tipo de instrumento, já que estamos interessados é no meio dele chegar à mesa de som, que no caso é através de um microfone.

Então, quando falamos em “instrumentos”, lá no primeiro parágrafo, estamos nos referindo aos instrumentos elétricos. Os “elétricos” são versões de instrumentos clássicos onde a caixa de ressonância foi substituída por um captador eletromagnético. Como exemplo, temos o contrabaixo elétrico, a guitarra elétrica, pianos elétricos. Recentemente vi pela primeira vez um violino elétrico.

Quando os instrumentos elétricos tem apenas captadores eletromagnéticos, são chamados de elétricos “passivos”. Quando, além dos captadores, há circuitos eletrônicos alimentados por energia elétrica (fonte de alimentação ou pilhas/baterias), como nos casos dos contrabaixos e guitarras com captadores ativos, eles são chamados de instrumentos elétricos “ativos”.

Também existem os instrumentos eletrônicos (também chamados de “digitais”). Estes tem seus sons gerados por circuitos eletrônicos, como os teclados eletrônicos, as baterias eletrônicas. Já vi até um acordeão eletrônico. Uma característica muito legal dos instrumentos eletrônicos é que eles são multitimbrais, ou seja, possuem vários tipos de timbres a escolher. Um tecladista pode, no seu instrumento, tocar bateria, flauta, trompete, contrabaixo, etc.

E existem os instrumentos elétricos (ativos ou passivos) com processamento eletrônico. Quando ligamos um contrabaixo ou guitarra elétricos em um pedal de efeitos (nome comum dado aos módulos de efeitos feitos para músicos, acionados com o pé), estamos proporcionando a um instrumento elétrico um processamento eletrônico, já que o pedal (em geral, 1 efeito) ou pedaleira (vários efeitos) são circuitos eletrônicos.

Agora, podemos então voltar a redigir o primeiro parágrafo deste texto assim:

“Em sonorização, basicamente temos dois tipos de fontes sonoras que ligamos nas mesas de som: microfones (para voz ou para instrumentos, de qualquer tipo, com ou sem fio) e instrumentos (aqueles que não são microfonados; que tem captadores eletromagnéticos ou aqueles que precisam de energia para funcionar, eletrônicos/digitais)”.

Então, daqui para a frente, quando nos referirmos a estes dois tipos, microfone ou instrumentos, estamos nos referindo como citado logo acima.

Feito esta complicada introdução, agora vamos relacionar esses equipamentos com energia elétrica, que é o que “corre nas veias” das mesas de som.

Tanto os microfones quanto os instrumentos são transdutores (transdutor: aquilo que transforma um tipo de energia em outro). Microfones são transdutores de energia sonora (som) em energia elétrica. De um lado entra o som da voz de alguém (ou o som do instrumento), e do outro sai uma tensão elétrica, que é enviada à mesa de som pelo cabo. Instrumentos (os captadores eletromagnéticos e os circuitos eletrônicos) também são transdutores, de energia mecânica (a força que fazemos nas cordas, nas peles, etc.) em energia elétrica.

Observe: microfones e instrumentos produzem sinais elétricos. São esses sinais elétricos que são enviados à mesa de som, que serão processados e depois amplificados, gerando o som que sai das caixas. Só que as medidas dessas energias são bem diferentes, muito diferentes.

Vamos fazer um teste? Consiga uma planta, uma violeta, por exemplo, dessas que todos temos em casa. Fale com a violeta, com a sua boca bem próximo das folhas. Você notará que as folhas mal vão se mexer. Talvez se cantarmos forte e bem próximo as folhas se mexam mais , mas ainda assim será uma coisa mínima. Lembre-se que é para falar, cantar (energia acústica), não soprar (energia mecânica, vento, movimento)!

Agora, use suas mãos: toque na violeta. Mexa nas suas folhas, e será fácil notar que as folhas se movem junto com o movimento dos seus dedos. Finalmente, dê um tapa na planta (é modo figurado, ninguém precisa fazer isso de verdade). Com certeza arrancará algumas folhas.

Após fazer esse teste, é fácil perceber as diferenças entre os níveis de sinais elétricos gerado pelos microfones e instrumentos. Microfones, que geram tensões elétrica a partir de energia sonora, conseguem produzir sinais elétricos muito pequenos (assim como as folhas mal se mexem mesmo gritando ao lado delas). Instrumentos elétricos, por sua vez, que geram sua energia a partir de energia mecânica, conseguem enviar à mesa de som sinais elétricos muito mais fortes que os sinais de microfones. São como nossos dedos mexendo nas folhas. Instrumentos eletrônicos (ou com processamento eletrônico), por sua vez, conseguem gerar sinais mais fortes ainda. Alguns tão fortes que parecem um tapa!

Agora, vamos traduzir isto em números*. Microfones conseguem produzir tensões de sinais entre -52dBu a -10dBu (dBu = medida de tensão elétrica na cada dos miliVolts). Isso representa valores de 2miliVolts (0,002V, se preferir) a até 245mV (0,245V), e é conhecido como “nível de microfone”. Instrumentos, por sua vez, produzem sinais entre 0,245V a valores de vários Volts. Um teclado eletrônico ou uma guitarra com pedaleira pode produzir até 5V na sua saída de áudio, valor este que depende da implementação que o fabricante deu ao seu equipamento.

*Fonte: Artigo Níveis de Sinal de Áudio, de David Fernandes. http://www.somaovivo.mus.br/artigos.php?id=114

Diante de sinais tão diferentes entre si, a solução encontrada pelos fabricantes de mixers e consoles foi implementar entradas também diferentes. Assim, na grande maioria dos equipamentos, encontramos duas entradas de conexão distintas nos canais: MIC IN e LINE IN. Mic In preparada para receber sinais elétricos do nível de microfone e Line In preparada para receber sinais de instrumentos.


Cabe ressaltar que, apesar de existirem duas entradas independentes, comumente só funciona uma única entrada por vez. E se por algum erro conectarmos equipamentos simultaneamente às duas entradas, somente o que estiver no LINE IN funcionará.

Após entrar na mesa, esses sinais são encaminhados a circuitos chamados de amplificadores operacionais (ou “ampops”, mas são mais conhecidos como “pré-amplificadores” ou simplesmente “prés”), e são devidamente elevados (em alguns casos, atenuados) a um valor de voltagem que a mesa de som consegue manejar. Note que os pré-amplificadores de microfones fazem um trabalho muito mais árduo que os pré-amplificadores de linha, já que precisam elevar o baixíssimo sinal de microfone para um valor bem maior.

Mas, se é para ligar os instrumentos na entrada LINE IN, por que não dar o nome de INST IN? Ou GUITAR IN? Ou por que não outro nome qualquer, que se referisse a instrumento?

Porque na verdade, essas entradas não aceitam somente instrumento, mas todo e qualquer equipamento que não seja microfone. É possível ligar no LINE IN instrumentos musicais (elétricos e/ou eletrônicos), mas também aparelhos de DVD, CD-Player, Televisão, vídeos cassete, mesas de som, outros equipamentos de áudio, etc.

Na verdade, o "nível de linha" (referente a Line) aceita sinais de -10dBu (0,245V) a até +30dBu (24,5V). Equipamentos que trabalham com sinal de linha trabalham com esses valores, em geral, apesar de depender da implementação de cada empresa. Mas não se espante se ler no manual que a entrada de linha de uma mesa de som aceita “apenas” até 5V. Esse é o valor mais comum em instrumentos, por isso essa implementação.

Daqui já podemos tirar uma conclusão:

Entrada MIC IN – ligue nela tudo o que for microfone, inclusive os sem fio
Entrada LINE IN – ligue nela tudo o que não for microfone!

Simples e fácil, não? A princípio sim, mas é incrível a capacidade humana de complicamos tudo, sempre! E a primeira complicação está nos fios e nos conectores utilizados em sonorização.

O início da confusão: os conectores

Em mesas de som mais simples, voltadas para o mercado amador, mas (infelizmente) muito usadas em igrejas menores/mais simples, as entradas MIC IN e LINE IN, apesar de independentes, são ambas equipadas com o mesmo tipo de conector: P10.

Nestes casos, é muito importante observar que os cada tipo de fonte sonora seja encaminhado à entrada correspondente. Microfone para o MIC IN, Instrumento (ou qualquer outra coisa que não microfones) para o LINE IN. Só que às vezes nos confundimos… as entradas são iguais mesmo!

Os sintomas típicos de ligação errada são clássicos. Microfones ligados às entradas LINE IN não tem praticamente volume algum, mesmo tudo no máximo (ou fader e ganho no máximo). Por outro lado, instrumentos ligados na entrada MIC IN ficam com um volume enorme, mesmo com um pouco só de volume aberto. O fader um pouco mais aberto e o sinal já começa a distorcer (clipping), até mesmo acendendo as luzes de Clip ou Peak (se existirem) do equipamento.

O que acontece é que o pré-amplificador de microfone multiplica o sinal grandemente, enquanto o pré-amplificador de linha multiplica pouco (às vezes, até atenua) o sinal. Só que os prés amplificadores não sabem o que está ligado no conector de entrada correspondente, logo…

Microfone conectado no LINE IN não funciona, mas não acarreta nada além disso. Só que instrumento conectado no MIC IN pode (e vai – esteja ciente disso) queimar o circuito do pré-amplificador. O sinal do instrumento, já muito alto, será ainda multiplicado grandemente, acarretando distorção, e o ampop não suporta tais valores, e queima por superaquecimento.

Já fiz eventos onde o músico pedia para “liga embaixo, dá mais volume”. Embaixo referindo-se à entrada de MIC In, onde ele tinha por hábito sempre ligar o seu instrumento. Após as explicações do porque não ligar assim, ele argumentava “mas sempre fiz isso e nunca deu problema, e é bom porque dá mais volume”. E sempre explico que vai queimar quando for um culto mais demorado, uma ceia, uma vigília, etc. Pode até demorar para queimar, mas vai queimar o circuito.

Quando a mesa já é (semi) profissional, com entradas de microfone do tipo balanceadas, em geral temos conectores XLR para a entrada MIC IN e conectores P10 para as entradas LINE IN. Como os conectores não são mais iguais, a chance de erro por “encaixar no lugar errado” cai drasticamente. Mas ainda assim…

Já fui chamado às pressas várias vezes porque os microfones simplesmente não funcionavam na mesa nova, recém adquirida. Que mesmo com tudo no máximo, o volume era baixinho, baixinho. Sempre era a mesma coisa: a igreja comprava nova mesa de som, mas mantinha os mesmos cabos de microfone, ainda com conectores P10. A solução era fácil: dar uma passadinha na loja e comprar cabos novos. Às vezes, uma simples mudança no conector já resolve.

Mas também já encontrei músicos em igrejas que, diante de uma mesa nova com conectores XLR no MIC IN, mandaram fazer cabos para os seus instrumentos com conector P10 no lado do instrumento e XLR no lado da mesa de som. “Porque ali dá mais volume”. Erradíssimo. Já vi até cabos de um DVD sendo ligado na mesa via conector XLR, também “para dar mais volume”. Depois queima o canal e é o equipamento que não presta!

Um perigo grande é quando precisamos interligar duas mesas de som profissionais, com o objetivo de conseguir mais canais. Várias vezes já precisei juntar mesas de 16 canais com uma outra de 12, duas de 12, duas de 24, etc. Em geral, a saída de uma mesa de som profissional tem conector XLR, mas nível de sinal de linha. E interligamos na outra mesa onde? Deveria ser na entrada correspondente ao nível, ou seja, LINE IN, mas pelo fato já de termos cabos XLR-XLR para os microfones, os aproveitamos para fazer a ligação. Fazendo isso, estaremos ligando a saída de linha de uma mesa na entrada de microfone da outra. Erradíssimo, podendo novamente queimar o canal.

Por último, cuidado com medusas e multicabos. O grande problema são os conectores instalados. Recentemente, tive um problema ao fazer som pela primeira vez em um local. O rapaz levou um violino elétrico, para tocar, e um dos rapazes da equipe local montou as ligações. O violino tem saída P10, nível de linha. Entrou na medusa também em um conector P10. E chegou na mesa de som em um conector XLR, na entrada MIC IN.

Eu assumi a operação da mesa de último momento, e não sabia da instalação. Durante o culto, o violino ficou altíssimo. Tão forte que cortei todo o seu volume e ganho, e ainda assim continuava a sair som. Mesmo com todo o volume e ganhos cortados, o canal Mutado e os endereçamentos retirados, o som ainda vazava. Foi só quando meti a mão no conector para retirá-lo da mesa que senti o problema. Era um conector XLR. O instrumento estava entrando na mesa no conector MIC, em vez de Line. Se em um lado da medusa entrou P10, do outro lado deveria haver o mesmo conector, mantendo-se assim o padrão e – por consequência – a ligação e “casamento” perfeito entre o níveis de sinal da fonte sonora e a entrada da mesa de som.

Daqui, tiramos mais uma conclusão:

Sempre avalie as ligações entre aparelhos em relação ao tipo de equipamento e o nível de sinal (Mic/Line) correspondente. Nunca pelo tipo de conector do cabo utilizado.

Mais confusão: periféricos e nível de sinal

Muita gente confunde conector com nível de sinal. Acha que XLR é para microfone e P10 é para instrumento/equipamento, coisa que já vimos que não tem nada a ver.

Esse problema é exemplar quando usamos periféricos: compressores, equalizadores, módulos de efeitos, etc. Muitos deles possuem conectores XLR, e as pessoas acreditam que podem conectar os microfones diretamente a eles, e depois à mesa de som. Mas não, não pode!

Os periféricos não tem circuitos de pré-amplificação para sinais de microfone, somente trabalham com sinais de linha! Os conectores XLR que estão presentes nesses aparelhos são para balanceamento do sinal, o que não tem nada a ver com o nível do sinal. Mais adiante voltaremos a ver sobre balanceamento do sinal.

E mesmo assim, sempre tem um para dizer que já conectou o microfone direto no compressor ou equalizador e que tudo funcionou bem. Claro que funciona, mas à custa de levar ao máximo os controles de ganho do equipamento, aumentando o sinal do microfone e também o ruído do aparelho. Se usasse certo, o som sairia limpo, sem ruído.

Disso, podemos concluir:

Tudo o que não é mesa de som não aceita ligação direta com microfones. Só "entendem" o que é nível de linha

A não ser, é claro, que seja um equipamento dotado pré-amplificador específico para microfones, como existem alguns no mercado.

Por outro lado, podemos sim conectar um instrumento diretamente a um periférico, e vai funcionar. Aliás, os músicos já sabem disso a muito tempo: os pedais e pedaleiras nada mais são que periféricos, só que feitos para ficar no pé. Na falta de um pedal, podemos tranquilamente usar um periférico como os que utilizamos no PA. Só não deixe o músico querer colocar o pé no aparelho!

Começando a solucionar o problema

Toda essa teoria é bonita, mas na prática, quando falta 5 minutos para o início do evento, e você não tem o cabo com o conector certo, não há muito o que fazer, não é verdade? Então, o que podemos fazer para evitar um prejuízo (distorção, queima de componentes)?

O nível de sinal de um aparelho sempre é proporcional ao controle de volume do próprio aparelho (instrumentos elétricos ou eletrônicos, faders masters da mesa de som, etc). Volumes mais altos proporcionam maior nível de sinal. Volumes mais baixos, menor nível de sinal.

Assim, se não tivermos outra solução a não ser ligar um instrumento e/ou outro aparelho na entrada MIC IN, a solução é manter sempre no menor ajuste possível o volume do equipamento que manda o sinal.

Teve que ligar o teclado no MIC IN? Então mantenha o volume do teclado bem baixo. Teve que mandar o sinal da mesa A para a mesa B pelo MIC IN? Então mantenha a mesa A com os masters pouco levantados.

Isso diminuirá o nível de sinal de saída do equipamento que envia, e por conseguinte o sinal na entrada do equipamento que recebe, diminuindo assim a chance do sinal clipar (distorcer) e de queimar alguma coisa. Evidente que não é uma solução muito boa, pois a qualquer momento o músico pode dar uma “esbarrada” no volume e… já era!

Muitos acham que a solução é diminuir o ganho (controle GAIN ou TRIM) do canal na mesa de som que recebe o sinal. Só que o controle de ganho fica situado, no caminho do sinal, junto ao ampop. Abaixar o ganho até ajuda a reduzir o sinal realmente, até mesmo consegue-se evitar o clipamento por este ajuste, mas como o sinal já entrou alto antes do ajuste de ganho, continuamos a correr o risco de queimar o circuito de pré-amplificação.

Mesas (semi) profissionais contam geralmente com um recurso que é a luz indicativa de clip (em geral, chamada de CLIP, PEAK ou OL – de “overload”) por canal. Essa luz é um ótimo indicativo para saber se o sinal está exagerado ou não. Ela nunca deve acender, no máximo dar umas piscadas rápidas nas partes mais fortes das músicas. Se ela estiver acendendo, primeiro devemos tentar abaixar o ganho. Se mesmo com o ganho baixo o problema continua, a solução é ir no equipamento de origem do sinal e abaixar o seu volume de saída.

Uma solução muito melhor é acionar o controle de PAD existente em algumas mesas de som. Ela nada mais é que uma resistência colocada em série com o caminho do sinal, que proporciona uma atenuação (em geral de -20dB), reduzindo a “força” do sinal de linha, tornando-o compatível com sinais de microfone. Esse botão é muito melhor que diminuir o volume do instrumento porque traz o controle do nível de sinal para a mão do operador de som, não para o músico, que tem que lembrar de manter o seu volume baixo. Além disso,o PAD é situado sempre antes do circuito do ampop, e realmente ajuda a protegê-lo.

Infelizmente, poucas mesas tem o botão de PAD. A maioria das que tem são grandes (consoles de mixagem) e caras.

Continuando a tentar solucionar o problema

Alguns fabricantes, resolveram fazer o seguinte: colocar vários tipos de conectores e uma chave para selecionar o nível de sinal. Ou seja: não importa o tipo de conector (se P10 ou XLR): o nível do sinal adequado seria selecionado pelo usuário.

A Phonic foi uma que adotou esta solução, usando em alguns mixers os conectores Neutrik Combo, um tipo de plugue que aceita tanto o XLR quanto o P10. Ao lado do plugue, uma chave para seleção de nível: MIC ou LINE. Na foto abaixo temos um exemplo disso. Os conectores P10 abaixo dos conectores Combo são de Insert, não de LINE IN.


A idéia é boa, e alguns fabricantes de caixas acústicas ativas também adotaram o sistema (no Brasil, em algumas caixas da Staner). O problema é que o Neutrik Combo é caro, muito caro, e a enorme maioria dos fabricantes (mesmo a Phonic desistiu de usar assim) descobriu que é mais barato usar dois conectores independentes, um para XLR e outro para P10. E já que são conectores independentes, não precisa ter chave…

Atualmente, tal situação – botão para a escolha de nível de sinal – é mais comum nas caixas ativas apenas. Mas ainda assim existe a chance de se ajustar as coisas de modo errado. Já vi caixas ativas que foram “esquecidas” na posição MIC, após ligadas em uma mesa de som, e depois de algum tempo vimos a fumaça sair de dentro dela.


Solucionando de vez o problema: os Direct Boxes

Quando os instrumentos estão instalados próximos da mesa de som, a solução é simples e fácil: conectar tudo no LINE-IN, e pronto! Quando estão longe da mesa (distâncias de dezenas de metros), essa distância traz problemas. É aí que entra um tipo de equipamento chamado Direct Box. Eles tem várias funções que afetam – para melhor – várias características dos sinais. Vamos estudá-las:

a) Balanceamento de sinal

Os microfones, que geram sinais muito baixos, sempre são utilizados conectados a entradas balanceadas nas mesas profissionais. Isso porque o balanceamento ajuda a minimizar os problemas de interferências que possam surgir no cabo (interferência de Rádio-Frequência, interferência por indução de motores, etc).

Mas não são somente os microfones que são beneficiados com o balanceamento do sinal. Mesmo com o sinal muito mais alto que dos microfones, cabos de instrumento muito longos também podem sofrer problemas de interferências. Por causa disso, é interessante introduzir o balanceamento do sinal mesmo para sinais de linha. É sempre bom usar sinais balanceados, quando possível.

Para mais informações sobre balanceamento, leia o artigo Balanceamento de Sinais, de David Fernandes, disponível em http://www.somaovivo.mus.br/downloads/artigo06_balanceamento.pdf

Só que, nas mesas de som, a entrada balanceada é a entrada MIC IN, e não a LINE IN. Modernamente, muitas mesas já contam com entradas LINE IN também balanceadas, mas isso ainda não é uma regra geral, e nem adianta muito, já que os instrumentos (salvo raríssimas exceções) não são balanceados.

Voltamos então ao nosso problema original: temos que entrar com sinais de microfones em MIC IN, e instrumentos em LINE IN. Só que, por causa do balanceamento, vamos preferir ligar tudo na entrada MIC IN mesmo, que é uma entrada balanceada por natureza.

É claro que podemos fazer um cabo P10 macho (lado do instrumento) – XLR macho (lado da mesa de som). Só esta “solução” é fora de padrão e a ligação continua sem ser balanceada (as saídas dos instrumentos não são balanceadas). E ainda traz um risco enorme: se alguém acionar o Phantom Power neste canal, pode queimar a saída do instrumento e/ou o canal da mesa.

A solução que os profissionais adotam é fazer a ligação através de um Direct Box! O aparelho recebe um sinal desbalanceado e o converte em um sinal balanceado. Em outras palavras, recebe um P10, vindo do instrumento, e sai dele um XLR, em direção à mesa de som. Com isso, podemos ter um sinal balanceado (e limpo, livre de interferências) por dezenas e dezenas de metros.

b) Ajuste de nível de sinal

A princípio, o Direct Box ativo (que precisa de energia para funcionar, em geral Phantom Power) não altera o nível de sinal, apenas introduz balanceamento. Ou seja, resolvemos o problema do balancemento, mas não o do nível de sinal. Um teclado ligado à mesa de som via Direct Box ainda chega lá com nível de sinal muito alto.

Por causa disso, a maioria dos Direct Box possuem uma ou mais chaves PAD, permitindo que o usuário selecione uma atenuação, de acordo com o tipo de aparelho. O mais comum é encontrar uma única chave PAD -20dB, mas existem modelos com até 3 opções de atenuação, como -10dB, -20dB ou -40dB.

Finalmente, com o sinal do instrumento devidamente balanceado e atenuado, a ligação de um instrumento na entrada MIC IN é absolutamente perfeita, inclusive recomendada.

Lembrando que podemos escolher não atenuar o Direct Box, mantendo o nível de sinal como a fonte original (e mantendo o risco de queimar o canal, ao ligar sinal de linha na entrada de MIC IN).

Já os Direct Boxes passivos (que não precisam de energia para funcionar) não tem chaves de atenuação, mas na verdade eles já atenuam o sinal por si só, pois gastam parte da energia do próprio sinal para funcionar. Esse gasto é, em geral, de -20dB.

c) Casamento das impedâncias de entradas do MIC IN e LINE IN

As entradas MIC IN tem impedância típica de 600 Ohms (baixa impedância), enquanto as entradas LINE IN tem alta impedância, geralmente em valores entre 10KOhms (10.000 Ohms) e 50KOhms.

Já os microfones tem impedâncias baixas, geralmente entre 50 até 1000 Ohms, enquanto os aparelhos e instrumentos musicais tem saídas cujas impedâncias variam entre 5K a até 100KOhms.

Quando temos dois dispositivos com impedâncias aproximadamente iguais (não precisa ser o valor exato), temos o máximo de transferência de energia com um mínimo de perda!

Assim, quando ligamos um instrumento diretamente no MIC IN de uma mesa (o contrário – microfone na entrada de linha – é raro, já que em geral não há volume), não acontece a máxima transferência de energia. Alguma coisa se perde, e em geral são as altas-frequências, que são atenuadas por descasamento de impedância.

O mesmo princípio vale para equipamentos de sonorização. Eles também tem impedâncias variando entre 10K e 100KOhms.

Assim, se ligarmos um instrumento na entrada MIC IN, podemos perceber que a sonoridade do instrumento muda – para pior, e ninguém quer isso. Os Direct Box não somente balanceiam e atenuam o sinal, mas eles também convertem as altas impedâncias em baixas impedâncias. Ou seja: eles permitem o perfeito “casamento” de impedâncias entre o instrumento e a entrada MIC IN.

Resumo Geral

Vamos relembrar as nossas conclusões anteriores:

Entrada MIC IN – ligue nela tudo o que for microfone, inclusive os sem fio
Entrada LINE IN – ligue nela tudo o que não for microfone!


Sempre avalie as ligações entre aparelhos em relação ao tipo de equipamento e o nível de sinal (Mic/Line) correspondente. Nunca pelo tipo de conector do cabo utilizado.

Tudo o que não é mesa de som não aceita ligação direta com microfones. Só entendem o que é nível de linha

Então…

1) Se ligarmos um microfone na entrada LINE IN da mesa de som, não há nenhum risco, mas não haverá volume suficiente para o sistema funcionar.

2) Se ligarmos um microfone em uma entrada de equipamento que não o mixer, o microfone não vai funcionar a contento, ainda que o plugue seja XLR, o mesmo do microfone. Mas não há riscos de queimar nada.

3) Se ligarmos a saída de um equipamento ou instrumento na entrada MIC IN do mixer, temos os seguintes problemas:

– descasamento de níveis de sinal, com possibilidade de queimar o pré-amplificador do canal da mesa;
– risco de problemas com o Phantom Power (pode queimar o canal da mesa ou a saída do instrumento) causado por uso de cabo fora de padrão;
– perda de sonoridade, em geral com prejuízo nas altas frequências, causado pelo descasamento de impedâncias.

Nada disso ocorre quando ligamos os instrumentos na sua entrada padrão, a LINE IN.Entretanto, em caso de necessidade ( grande distância entre músicos e a mesa de som, em geral), a solução é usar Direct Boxes, que são “santos remédios”. Eles:

– fazem balanceamento, permitindo um som mais limpo, livre de inteferências, com grandes benefícios quando a distância entre músicos e é grande;
– permitem atenuar os sinais, promovendo um perfeito “casamento” entre o nível de sinal de origem (LINE que é atenuado para MIC) e o de destino (MIC)
– permitem um perfeito “casamento” entre as impedâncias do sistema, evitando que aconteçam prejuízos de sonoridade.

Para (des)complicar de vez

Podemos encontrar, nos manuais, livros e revistas, várias descrições para a mesma coisa. Por exemplo:

Chamam a entrada de microfone de:

– MIC IN
– XLR (referente ao conector, mas em mesas simples ele pode ser P10)
– balanceada (balanced)
– baixo nível (referente ao nível de sinal de microfones, que é baixo)
– baixa impedância (Low Z – Z indica impedância)
– alto ganho (porque microfones tem pequeno nível de sinal, logo precisam de muito ganho para funcionar)


Chamam a entrada de instrumentos/equipamentos de:

– LINE IN
– P10 IN (em inglês, TS ou TRS ou ainda 1/4”)
– desbalanceada (unbalanced)
– alto nível (referente ao nível de sinal de instrumentos, que é alto)
– alta impedância (Hi-Z)
– baixo ganho (porque instrumentos tem alto nível de sinal, logo precisam de pouco ganho).

Já encontrei mesas de som cujas entradas eram chamadas simplesmente de Balanced/Unbalanced. Já encontrei manuais que o tempo todo citavam entradas de “alto nível” e “baixo nível”, outros que falavam em entradas de “alto ganho” e “baixo ganho”. Cabeçotes onde só apareciam as expressões “Hi-Z” e “Low-Z”, etc.

Tenha sempre cuidado, muito cuidado. Não é à toa que o pessoal se confunde. Há motivos para isso.E não é incrível a capacidade humana de complicar as coisas?

Microfones sem fio, violão acústico e teclados eletrônicos.

Cansou? O autor também! Mas ainda é necessário deixar um alerta.

Microfones sem fio profissionais tem em geral duas saídas. Uma XLR, balanceada, de baixo nível e baixa impedância, e outra P10, desbalanceada, de alto nível e alta impedância.

Assim, ligue a saída à entrada correspondente na mesa de som. Se usar a saída XLR do mic sem fio, entre no conector MIC IN da mesa. Se usar a saída P10, ligue na entrada LINE IN do mixer.

Quando temos microfones sem fio que só tem um único tipo de saída, seja XLR ou P10, ela é para ser ligada em entradas MIC IN. No caso de existir apenas conector P10, são microfones não profissionais, pensados para serem utilizados também com mesas não profissionais. Até podemos usá-los com mesas profissionais (fazendo cabos P10 macho – XLR macho), mas se alguém acionar o Phantom Power, adeus microfone.

Quanto ao violão, precisamos alertar sobre os captadores eletromagnéticos passivos para violão. Eles não são profissionais, a sonoridade não é boa, estão em desuso, mas muitas igrejas ainda os tem. Apesar de terem conectores P10, eles estão em um ponto intermediário entre MIC e LINE tanto em nível de sinal quanto em impedância, então é o único tipo de situação que conhecemos em que tanto faz ligar em MIC IN quanto em LINE IN, sem risco algum, e que vai funcionar nos dois casos.


Quanto a violões com captadores ativos incorporados, alguns modelos são formados por microfones condensadores presos dentro do corpo do violão, alimentado por pilha/bateria. Apesar de ser um microfone, devemos ligar na entrada LINE IN, pois o captador já inclui um pré-amplificador de microfone embutido, que eleva o sinal para o nível de linha.


Por sua vez, os teclados eletrônicos são dispositivos que trabalham com impedância baixa, próximo de 1KOhm. Por causa disso, deveriam ser ligados na entrada MIC IN para não haver perdas de frequências. Entretanto, são dispositivos com saídas bem altas, na casa de alguns volts. Ou seja: são sinais de linha. Neste caso, ligar o teclado no MIC IN pode causar danos aos equipamentos.

A solução é sempre ligar em LINE IN, mesmo com o risco de prejudicar um pouco a sonoridade. Mas antes a sonoridade que danificar a mesa! Além disso, pela prática, sabemos que o prejuízo no som é mínimo. Mas quem quiser solucionar o problema pode usar o botão PAD da mesa ou Direct Boxes.

E ufa! Daqui para a frente, tenho certeza que vamos todos olhar para os painés de conexão dos equipamentos de áudio com outros olhos.
 
#66
Uma pergunta, comprei uma caixa EcoPower modelo EP1291 e nela possui uma entrada para instrumentos de captação passiva (escrita GUITAR), gostaria de saber se posso ligar o violão ativo (com bateria de 9v) nela diretamente, se não, o uso do direct box permitiria que eu ligasse o violão nessa entrada?
 
#67
Boa tarde eu li o manual da x18 e lá fala que no seu conector combo de entrada, a impedância do encaixe XLR é a mesma do encaixe P10! Então posso ligar instrumento no encaixe XLR? É pra que serve a entrada de alta impedância TRS nos canais 1 e 2? Se nos canais de 3 a também Screenshot_20181030-204522.png pode ligar um sinal de linha?
 
#69
boa tarde. estou com uma duvida, eu sou novo na mesa de som. Os microfones da igreja, estão ligados na medusa com p10 e na mesa de som esta ligado XLR na entrada Mic in. Os microfones são da marca mxt m58 e queria saber se são bons. Esqueci, todos os 4 microfones são com fio. Outra coisa, eu ligo o teclado assim, Cabo Lr, chamados de rca, e na outra ponta p10. esta correto? e as vezes ligo na entrada de read/phone que é saida p10, e outra ponta p10 na medusa. Preciso de sua ajuda.
 
#70
Os microfones da igreja, estão ligados na medusa com p10 e na mesa de som esta ligado XLR na entrada Mic in.
Boa noite. Normalmente os multicabos seguem um mesmo padrão quanto à sua construção, ou seja, se numa ponta os pinos são XLR, na outra também são, ou se são P10 de um lado, do outro também são; a não ser que seja feito um pedido especial para a construção dele. No seu caso, não tem problema ligar os microfones em P10 na medusa e XLR na mesa, você só precisa tomar cuidado com o tipo do pino P10, porque todos os multicabos possuem cabos balanceados(três pernas) e normalmente cabos P10 ligados em microfones são coaxiais(duas pernas). Sai som normalmente, mas quando está ligado assim o sistema tende a captar estalos, chiados e ruídos, como quando a pessoa arrasta o cabo no chão e dá sinal nas caixas. Seria bom toda a ligação de entrada do canal ser balanceada para evitar isso.

Os microfones são da marca mxt m58 e queria saber se são bons.
O microfone mxt m58 faz parte do que chamamos de BB, barato e bom, ele "tenta" imitar a sonoridade do Shure SM58. Já trabalhei com alguns desse modelo, sabendo equalizar corretamente se consegue um som encorpado, mas se a pessoa tem o hábito de falar "forte" demais ele satura "racha" o som com facilidade.

eu ligo o teclado assim, Cabo Lr, chamados de rca, e na outra ponta p10
???

as vezes ligo na entrada de read/phone que é saida p10, e outra ponta p10 na medusa.
Você quer dizer que liga uma ponta do cabo P10 no jack de fones de ouvido do teclado e a outra ponta no jack P10 da medusa? Se for assim, funciona, o teclado manda o som para a mesa como se estivesse mandando para um fone de ouvido; mas eu particularmente só utilizo este jeito em último caso, deixando esta saída como "reserva", utilizando-a somente no caso de todas as outras saídas do teclado terem falhado. Espero ter ajudado...
 
#71
Boa noite. Normalmente os multicabos seguem um mesmo padrão quanto à sua construção, ou seja, se numa ponta os pinos são XLR, na outra também são, ou se são P10 de um lado, do outro também são; a não ser que seja feito um pedido especial para a construção dele. No seu caso, não tem problema ligar os microfones em P10 na medusa e XLR na mesa, você só precisa tomar cuidado com o tipo do pino P10, porque todos os multicabos possuem cabos balanceados(três pernas) e normalmente cabos P10 ligados em microfones são coaxiais(duas pernas). Sai som normalmente, mas quando está ligado assim o sistema tende a captar estalos, chiados e ruídos, como quando a pessoa arrasta o cabo no chão e dá sinal nas caixas. Seria bom toda a ligação de entrada do canal ser balanceada para evitar isso.


O microfone mxt m58 faz parte do que chamamos de BB, barato e bom, ele "tenta" imitar a sonoridade do Shure SM58. Já trabalhei com alguns desse modelo, sabendo equalizar corretamente se consegue um som encorpado, mas se a pessoa tem o hábito de falar "forte" demais ele satura "racha" o som com facilidade.


???


Você quer dizer que liga uma ponta do cabo P10 no jack de fones de ouvido do teclado e a outra ponta no jack P10 da medusa? Se for assim, funciona, o teclado manda o som para a mesa como se estivesse mandando para um fone de ouvido; mas eu particularmente só utilizo este jeito em último caso, deixando esta saída como "reserva", utilizando-a somente no caso de todas as outras saídas do teclado terem falhado. Espero ter ajudado...
ola, muito obrigado pela ajuda. Queria saber porque o microfone sem fio da tsi, que tinha começou a falhar a voz, e fica picotando. me falaram que pode ser frequencia, sera que é isso?
 
#73
ola, muito obrigado pela ajuda. Queria saber porque o microfone sem fio da tsi, que tinha começou a falhar a voz, e fica picotando. me falaram que pode ser frequencia, sera que é isso?
Olá, de nada. Muitas coisas podem influenciar na transmissão do sinal entre receptor e base de um sistema sem fio, você deve começar conferindo se a base não está muito afastada do receptor e se existe visada entre ambos, ou seja, se não existem muitos obstáculos entre eles como paredes, cadeiras ou até mesmo pessoas; o ideal é que de onde está a base se consiga ver o microfone e vice-versa, porque às vezes nos eventos as pessoas fazem o teste de ponto cego sem pessoas, e tudo funciona normal, mas quando o lugar enche o mic começa a estalar e perder sinal. Se não for isso então você deve conferir se onde a base está posicionada não há muitas estruturas metálicas ou grande possibilidade de interferências magnéticas, como por exemplo, ela estar muito perto de reatores de lâmpadas, transformadores de tensão ou coisas do tipo, confira também se ela não está perto demais de paredes (mínimo 1,5m) ou em cima de outros aparelhos como equalizadores e etc. Se mesmo assim ele continuar cortando sinal, você deve conferir quais tipos de pilhas você usa nele, o ideal são alcalinas, mas tem lugar em que vou na minha região que eles trabalham com tsi usando pilhas recarregáveis da Sony, e elas duram mais de 9h até próxima carga, isso usando carregadores e pilhas da série Cycleenergy da Sony e por último esses microfones tendem a cortar sinal temporariamente se há um SPL muito alto na cápsula (alguém ficar gritando nele muito tempo). Depois de conferir isto tudo ele continuar fazendo isso e você não estiver usando ele perto de linhas de alta tensão ou torres de radiofrequência, provavelmente o seu microfone e/ou base estão/á querendo "abrir o bico".

Ou não vai com a cara de quem usa, kkk. Aconteceu comigo uma vez que o pessoal do lugar tinha um Shure SM58 com mais de 14 anos de estrada e começou a dar um problema no tanto "inusitado", qualquer um que usava ele para cantar, falar ou pregar ele funcionava bem por horas, mas quando o pastor dirigente punha a mão nele, começava a estalar chiar e perder sinal, mesmo depois de tudo que fizemos, inclusive pedir pra ele usar o mic em um pedestal não adiantou nada, funcionava bem com qualquer um mas com ele... Resultado, a base precisou ficar a menos de 20 metros do transmissor e começamos a chamar ele de homem de ferro, sem ele saber é claro.
 
#74
Qual o microfone com fio é bom? eu tenho na igreja 4 microfone mxt m58, mas teria um, melhor na mesma faixa de preço?
A escolha de um microfone é muito relativa porque depende muito de quem vai usar ele e de quem vai trabalhar com ele. Já conheci este mic da Mxt e pela faixa de preço até me surpreendeu pelo áudio que ele proporcionou mas é daquele jeito se alguém começar a dar uns berros nele começa a saturação, mas se forem cantar suave, como backing vocal feminino ele dá pro gasto.
Como eu disse a escolha de um microfone depende de vários fatores na hora de comprar como por exemplo: Quem vai usar? É um homem, criança ou mulher? Ele será usado pra ministração ou coro? Quem vai falar/cantar nele tem a voz forte ou fraca, fina ou grossa? e principalmente, quanto a pessoa pretende gastar adquirindo o mic?...
O que eu te recomendaria seria sair nas lojas da sua região e usando a sua voz ou de um conhecido/a como base, falar em diversos modelos e marcas de microfones, existem lojas de instrumentos que têm até salas próprias para isso, e então tirar suas próprias conclusões de qual será o mais recomendado para sua igreja, já que você conhece as pessoas que usam o sistema de som e tem as noções da voz de cada uma delas, e no caso é você quem terá que domar o bicho depois. Já vi em eventos pessoas que se diziam técnicas mas apanhando feio na equalização de microfones. Porque preço não é tudo, como dizem. Só pra você ter uma noção da sonoridade e de como fazer o teste de microfone assista estes vídeos no youtube falando sobre sonoridade e erros de mapa de palco e qualquer outra dúvida estamos aí...

Microfone Le Som e Shure (comparação)

Erros comuns no uso de Microfones
 
#76
Olá. Ainda sobre impedância. Dúvida sobre gravação com players em mesa de som. Uso mesa de som para players (CD; SACD; Toca Discos; MD; Tape Deck; Sintonizador e ainda um Notebook). Sei que não é o ideal para audiofilia, mas só achei Pré ou Receiver com mais de 8 canais de entrada por preços nas alturas. A pergunta é a seguinte. Minha mesa é uma XENYX X2442USB. Impedâncias: line input - 10 ohms (desbalanceado); 2 track input - 10 ohms (desbalanceado); 2 track output - 1 ohms. MD Player: line input - 47 ohms; line output: acima de 10 ohms (esse "acima" é como está escrito no manual). Ainda não gravei com o MD. Tape Deck: line input - 50 ohms; line output - 5 ohms. Gravei com o Tape a partir dos diversos players (CD; Toca Discos; etc). O resultado foi um som muuuuuuuito baixo. Alguma coisa a ver com o tal de "casamento de impedâncias"? Desde já agradeço qualquer ajuda!