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Novos termos - Letra C

TSA

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#1
•Carga - Dispositivo ou componente ligado à saída de outro aparelho. Um alto-falante, por exemplo, é a carga de um amplificador.


Circuit breaker - "'Quebrador' (ou abridor) de circuitos" :mrgreen: . Disjuntor, falando sério. Ou seja, um dispositivo que interrompe um circuito quando a corrente ultrapassa um certo valor, protegendo as instalações, e, ao contrário dos fusíveis, permite que seja religado sem necessidade de substituição. Não é um dispositivo "suicida".


•Circunaural - Tipo de fones de ouvido que envolvem as orelhas. Literalmente, formam uma "estrutura" em volta de cada orelha do usuário. Normalmente conseguem promover bom isolamento de sons externos, porque costumam ser fechados (e soluções de engenharia podem ser aplicadas para tanto).


Envolvem as orelhas.


•CMRR (Common Mode Rejection Ratio) - Relação de Rejeição de Modo Comum. Medida da capacidade que um dispositivo (normalmente um amplificador diferencial) tem de rejeitar sinais comuns em ambas as entradas. Na prática, altas CMRRs são úteis em sistemas balanceados, por exemplo, já que os sinais "legítimos" (os desejáveis) chegam em cada entrada do ampdif com polaridades invertidas, enquanto os sinais de ruído chegam idênticos, sendo rejeitados.


•Coerência de fases - Os drivers, devido a suas características, têm uma resposta de frequência limitada; não conseguem reproduzir todo o espectro de frequências audível (20-20k Hz). Há drivers específicos, por exemplo, para baixas frequências (graves), outros para altas frequências (agudos) e assim por diante. Então, na prática, um sistema de som precisa de mais de um tipo de driver para conseguir reproduzir toda faixa audível de frequências. Como os drivers estão fisicamente separados, haverá (naturalmente) diferenças de fase (tempo) entre suas saídas (o som gerado por eles). Tais diferenças devem ser corrigidas para que se obtenha uma reprodução fiel do som original. As formas de fazer essa correção são várias: desde soluções mecânicas (como o alinhamento físico dos drivers e gabinetes especiais) a eletrônica avançada (comumente embarcada em crossovers). É um parâmetro extremamente importante no desenvolvimento de caixas acústicas e na montagem de sistemas de som.


•Coloração - Ao pé da letra, distorção. Na prática, alterações de timbre causadas por algum equipamento, seja propositalmente, ou não. Pode designar uma alteração agradável ou desagradável. Por exemplo, é comum dizer que "determinado amp de guitarra dá uma coloração legal ao instrumento", ou seja, o timbre final do conjunto amp + guitarra é agradável (pelo menos p/ a pessoa que opinou :) ). Por outro lado, é comum ver "pré-amplificador de microfone - zero coloração", ou seja, o pré-amplificador citado não altera o som da fonte de sinal, é transparente.


Combo - Designa combinação. 1. Tipo de conector (jack), feito pela Neutrik, que engloba os padrões XLR e TS/TRS (este último conhecido no Brasil como P10, mono e estéreo, respectivamente). Permite que tanto se conecte um plug XLR quanto um P10, embora não permita ambos simultaneamente (não custa esclarecer, não é? :lol: ). Útil para equipamentos em que espaço é crucial.
2. Amplificadores de instrumento (guitarra, baixo, teclado, etc.) em que o amplificador (de potência) e a caixa acústica formam um único gabinete, ao invés de haver um cabeçote e uma caixa separados. Popularmente conhecido no Brasil como "cubo". Normalmente chamado em inglês de combo amp.




•Compressão térmica - Uma forma de compressão de potência, é a redução da potência transferida a alto-falantes pelo amplificador, à medida que a bobina do falante se aquece. A resistência elétrica da bobina aumenta proporcionalmente a sua temperatura, o que gera a queda da potência transferida. Na prática, além das perdas, podem ocorrer alterações tonais consideráveis, uma vez que cada transdutor é afetado de modo diferente, alterando-se as características originais do sistema. É um fenômeno que se manifesta pouco (ou nada) em baixas potências, mas é considerável em grandes aplicações, podendo chegar a grandes atenuações: de 3 a 6 dB em média, nesses casos.


•Condicionador de energia - Aparelho usado para condicionar a energia elétrica (filtrando interferências, ruídos, picos), de modo que os equipamentos ligados a ele recebam energia "limpa", de qualidade. Alguns têm mais recursos que outros, mas a função básica é essa. É preciso ter cuidado, pois o mercado tem vários "condicionadores de energia" que não passam de extensões - não oferecem proteção nenhuma.


•Cone - Ao pé da letra, é a parte do alto-falante que realmente lembra um cone, ou seja, a parte externa móvel, mas também é comum se encontrar o termo indicando outras partes do conjunto mecânico do falante. Pode ser feito de diversos materiais, como papel, fibra de vidro, plásticos, alumínio, ou combinações de mais de um material.
Como é o cone que faz o trabalho de fisicamente mover o ar (gerando as ondas sonoras), suas características têm influência direta sobre a qualidade e precisão com que o alto-falante reproduz os sons.


A parte circulada em vermelho é o cone do woofer. É parte que se move e desloca o ar.


•Console - Redução de "console de mixagem". Termo comumente usado para designar mesas de som de maior porte. Ao pé da letra, é uma palavra válida para qualquer mixer, por conta do significado da palavra console, algo como ponto, terminal, superfície de controle (pense num carro: a parte do painel, geralmente no centro, onde ficam vários botões e comandos, como os de ar-condicionado, costuma ser chamada de "console central").
Atenção: é o console, substantivo masculino.



Crackle - Ruído chato, na forma de estalos. Aqueles "estouros" típicos de discos de vinil sujos ou desgastados, por exemplo.
São parecidos com clicks.



Crosstalk - Vazamento de sinal (semelhante à "linha cruzada"). Pode ocorrer, por exemplo, entre canais de uma mesa de som. É expresso em decibéis, e quanto menor o valor, melhor (lembre-se que pode ser negativo, portanto, quanto “mais negativo”, melhor). Pode servir como um indicador da qualidade de equipamentos, porque projetos mal feitos tendem a piorar os índices de crosstalk.


•Curva de audibilidade - O ouvido humano não percebe sons de todas as frequências com a mesma sensibilidade. Tal curva é a representação dos valores de SPL, ao longo do espectro de frequências, para os quais percebemos todos os sons com a mesma intensidade (considerando-se tons puros). Em termos simples, qual o SPL necessário, em diferentes frequências, para que tenhamos uma percepção de volume sonoro constante. É comumente chamada de "curva de Fletcher-Munson", em homenagem aos primeiros pesquisadores na área (os americanos Harvey Fletcher e W. A. Munson), mas hoje tal denominação já não é mais inteiramente correta, porque os valores atuais são baseados em pesquisas mais recentes, e são mais precisos. É desse fato (a sensibilidade da audição variável conforme a frequência dos sons) que se derivam as curvas de ponderação em medidores de SPL ("decibelímetros") - essa é uma forma de tornar os resultados colhidos pelo aparelho compatíveis com a prática, ou seja, com a percepção de volume típica do ser humano.



-No exemplo, um tom de 1 kHz, a 20 dB, é percebido com a mesma
intensidade que um de 100 Hz a 40-50 dB SPL. Ou seja, um tom de 100 Hz
precisa de um SPL entre 40 e 50 dB para gerar a mesma sensação
de volume que um tom de 1000 Hz gera a apenas 20 dB SPL.
-
Phon é a unidade de volume sonoro percebido, para tons puros.
-As curvas vermelhas indicam a revisão atual, enquanto a
azul indica a original.