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Novos termos - Letra W

TSA

Active Member
#1
Warm - Som "quente". É uma descrição subjetiva de um som com graves e médios-graves profundos, encorpados e agudos suaves, agradáveis, ao invés de cansativos, estridentes.
Há quem diga, por exemplo, que amps valvulados são os melhores para se obter um som quente.



Weighting (weighting curve) - Inglês para ponderação (curva de ponderação). As curvas de ponderação (em nosso contexto) existem para adequar as medições de SPL às características do ouvido humano (menos sensível às baixas e altas frequências, e mais sensível às médias). Leituras não ponderadas são totalmente objetivas, levando em conta apenas o SPL; as ponderadas se aproximam da percepção humana.
Exemplo: curva de ponderação A (chamada em inglês A-weighting ou A-weighting curve).



Wet (ao pé da letra, molhado) - Sinal após passar por um processador de efeitos (reverb, chorus, etc). O oposto de seco (dry), que é o sinal sem efeito algum. Se o efeito fica excessivo, diz-se que o sinal está "muito molhado".


Note os controles dry/wet. Ajusta-se aí a proporção entre o sinal puro e o processado.


White space - Termo que designa as frequências que "separam" os canais de tv analógica, e não são usados.
Não são usados em TV, mas sistemas de microfones e monitores sem fio profissionais operam nessas frequências.



Word clock - Sinal que indica a taxa de amostragem do sinal de áudio numa interface digital e os tempos certos de envio e recepção de cada amostra. Numa transferência digital de áudio, é preciso que ambos os dispositivos, receptor e transmissor, estejam sincronizados, "de acordo" quanto à taxa de amostragem do sinal e aos tempos de transmissão e recepção. Caso contrário, aparecem artefatos indesejados no som final, como "clicks" ou "pops". Por exemplo, no caso de um pré-amplificador conectado a um mixer digital (via ADAT Lightpipe, digamos), é preciso que ambos estejam sincronizados nesse sentido. Portanto, usa-se o sinal word clock para proporcionar tal sincronia.
O termo word clock deriva-se do fato de cada amostra do som, num sinal digital, ser chamada assim, enquanto clock indica um referencial de tempo. No caso de áudio digital, define-se aí uma certa quantidade de amostras por unidade de tempo (é preciso lembrar que áudio digital é composto por diversas amostras "tomadas" da forma de onda analógica original), além dos momentos corretos de envio e recepção das informações (deste modo, evitam-se distorções de fase).


Conectores BNC para wordclock num mixer Yamaha LS9-32.


Workstation - Há mais de um significado, mas no contexto de som/música, é o instrumento (normalmente teclado) com capacidade para composição, gravação, síntese, performance (no sentido de uso como instrumento musical, ao vivo, não simplesmente ferramenta de criação). Diferente de um sintetizador, por exemplo, que pode apenas conter um gerador de sons com um controlador (o teclado propriamente dito); ou de um arranjador, que é limitado na criação (síntese) de sons, mas permite acompanhamentos avançados. Um (ou uma) workstation agrega todas essas funções:

*Controlador: o teclado, knobs, faders, botões diversos, etc. Tudo para definir os parâmetros e controlar os sons;

*Sintetizador: capacidade para criar, editar, salvar, reproduzir sons (timbres);

*Sequenciador: geralmente MIDI;

*Drum machine: sons de bateria são bem-vindos, sobretudo numa situação de composição;

*Efeitos diversos.

Compositores gostam muito de workstations, uma vez que com eles é possível criar (compor) sem muita dificuldade, já que todas as funções estão ali, juntas. Não é necessário recorrer a vários aparelhos ao mesmo tempo.
 
#2
A sincronia do Word Clock não é só para definir a taxa de amostragem, mas também o tempo de envio e recebimento de cada palavra (word). O receptor e o transmissor poderiam ter a mesma taxa de amostragem, mas ainda assim estar desencontrados (com um atraso de fase).
 

bersan

Administrator
Moderador
#4
Tailan,

só para parabenizar o trabalho. Estou adorando. Aprendi muitas novas coisas aqui com os novos termos. Nota 10, 100, 1000!

Um abraço,

Fernando
 

TSA

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#5
Novidades, no 1º post.

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Surgiu uma dúvida, quando pesquisei sobre curvas de ponderação, e vou perguntar aqui mesmo. :p

É sabido que o ouvido humano tem um limite máximo de SPL suportável. Acima desse valor, ocorrem danos, às vezes permanentes. Informação já conhecida por todos.

Mas aí vem a dúvida: o SPL máximo recomendado tem relação com a diferença de sensibilidade que temos conforme as frequências?
Quero dizer, nas frequências a que somos menos sensíveis a resistência do ouvido é maior??

Eu imagino que não, já que SPL é algo 100% objetivo. Logo, mesmo que a certas frequências a percepção seja menor, a pressão é a mesma -- o ouvido continua recebendo a "pancada" do mesmo jeito.
Se for o caso, então as curvas de ponderação, ao menos nos momentos de aferir o SPL tendo em vista a saúde auditiva, não fazem sentido.
Entendem?

Por outro lado, se de fato o ouvido tiver uma resistência maior nas faixas de menor sensibilidade, então tá tudo certo.

E então??
(Fui claro??)
 

bersan

Administrator
Moderador
#6
Tailan,

o limite geral do limiar da dor de 120dB é "médio", ou seja, é feita uma média dos valores de frequência e tirado o valor do SPL. Isso eu tenho certeza.

Também sei, pelas curvas de Fletcher, que sim, nossos ouvidos tem uma percepção maior em algumas frequências que outras. Isso é fácil de notar: uma microfonia de médios/agudos é muito mais irritante que uma microfonia de graves.

Agora, da irritação passar para a dor, não sei dizer, mas pessoalmente acredito que sim, o limiar da dor desce também com a frequência.

Um abraço,

Fernando
 

TSA

Active Member
#7
bersan disse:
limite geral do limiar da dor de 120dB é "médio", ou seja, é feita uma média dos valores de frequência e tirado o valor do SPL. Isso eu tenho certeza.
Então minha idéia faz sentido -- a depender da frequência, a "resistência a danos" é maior.


bersan disse:
acredito que sim, o limiar da dor desce também com a frequência.
Desce conforme se aproximam os médios, né??


bersan disse:
ambém sei, pelas curvas de Fletcher, que sim, nossos ouvidos tem uma percepção maior em algumas frequências que outras. Isso é fácil de notar: uma microfonia de médios/agudos é muito mais irritante que uma microfonia de graves.
Claro.