Comparativo entre microfones: Audix Fusion F15, Behringer C4, Sennheiser E914 e Shure SM58

Teste comparativo de 4 microfones, na captação de um hi-hat Sabian B8Pro, dentro de aquário de vidro totalmente fechado. O sinal passou pelos prés de uma Ciclotron CSM24.8 totalmente em flat, e foi gravada via Sound Forge.
Os equipamentos usados não são legais, concordo, mas é o suficiente para perceber as diferenças entre os microfones. Imagino que em um equipamento superior, as qualidades dos “vencedores” ficariam ainda mais em destaque.

Baixe aqui os arquivos de áudio.

Comentários:

O Audix Fusion F15, na minha opinião, foi o que se deu melhor. É um microfone barato, condensador, teve pouco vazamento das outras peças, e a sonoridade bem agradável.
Captou com qualidade as nuances do timbre dos pratos. Nos quesitos design e durabilidade também é excelente.
Já testei esse microfone em instrumentos de corda, mas não gostei muito.

O Sennheiser e914 também é condensador, e é o mais caro da lista. O timbre também é bem rico, cheio de detalhes. Sua sensibilidade “CABULOSA”, nesse caso, foi uma faca de dois gumes, pelo aquário de vidro. Acabou ficando um pouco “agudo de mais”. Tenho certeza que fora dos vidros ele se daria melhor que o Audix. O peso do corpo de metal dá uma confiabilidade enorme, como a maioria dos Sennheiser… Tem cara de “esse vai aguentar o tranco”, apesar de condensador.
Ao testá-lo em instrumento de corda, foi a melhor captação que já ouvi na vida.

O Shure SM58 na realidade foi uma brincadeira que surgiu no meio dos testes. Por ser dinâmico, não é apropriado para o uso. É descarada a diferença de ganhos, mas aumentando um pouquinho, se obtém uma sonoridade bem interessante.É clara a ausência de detalhes, pela baixa sensibilidade. Dá pra reparar que as frequências mais altas só são captadas nos momentos em que o baterista ataca o prato com mais força.
Testando com instrumento de cordas, é complicado “tirar som”. A baixa sensibilidade faz com que ele não capte os dedilhados. Se for para uma música “batidona”, até rola.

O Behringer C4, apoiando o preconceito de muitos, não foi muito legal. Digamos que quebra o galho, mas teve o timbre bem esquisito. Muito pobre nas altas frequências, e pegou MUITO vazamento das outras peças. Pela aparência, não passa confiança: corpo de plástico e bem leve. É o menor do teste, estilo “charutinho”.
Para tirar um timbre legal, tem que usar um corte BEM brusco nos médios, preservando apenas dos 4k ou 5k pra cima.
Como esperado, é a opção mais barata.
Testando com instrumento de corda, dá pra tirar um som razoável, até com volume, mas o timbre é pobre.

Conclusão

Para esse uso em especial, o vencedor foi o Audix;
Para esse e outros usos, por sua versatilidade, o vencedor acaba sendo o Sennheiser;
O Behringer continua sendo a opção para os menos favorecidos ($);
E o Shure SM58, como sempre, pau pra toda obra.

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